Peças de Relógios velhos viram Arte.

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Arte com peças de relogio
Arte com peças de relogio

José Geraldo Reis Pfau, publicitário, natural de Blumenau Santa Catarina, o que ele tem de diferente? Mais um amante de motociclismo ele tornou seu hobby em peças magnificas.

José Geraldo Reis Pfau

Contamos aqui como tudo surgiu!

Ele acredita que todo mundo tem talento adormecido. Basta estimular.  Em primeiro momento pretendia fazer trabalhos de arte, esculturas com imagem de gente, bonecos, formas humanas e se possível com peças mecânicas, de automóveis.

A paixão por motos adquirida na adolescência identificava o caminho.

Foi motociclista e fez algumas customizações, seu primeiro projeto foi o desenho de uma moto com chaves de porta, ficou, digamos que, interessante. (Palavras de José Geraldo)

Em conversa que teve com um amigo relojoeiro ele os entregou uma grande quantidade de relógios usados, danificados, sem concerto, neste processo de criação José desmonta um a um, separa as peças e inicia uma análise do que vai fazer, conclusão; relógios de pulso geralmente são redondos, são rodas, colocando um ao lado do outro, temos a forma de a roda da frente, o motor e a roda traseira.

Inicialmente foi um objeto, uma só face, um quadro, mostrava a semelhança de uma moto, na pesquisa e com orientação de amigos artistas, ele percebe que para ser uma escultura precisava ter a terceira dimensão, então, as motos ficaram em pé. Cada peça produzida, mantendo ainda como hobby, nas horas vagas, absorve um final de semana, umas, mais detalhadas, outras menos, sempre reproduzindo motos de todos os tipos.

Suas obras são miniaturas de motos, assim a fivela da pulseira se transforma no guidão, o pino da fivela as maçanetas, pulseiras de metal os blocos do motor, pilhas os faróis, pulseira de couro os selins, vidros os para-brisas, todas as miniaturas sem escala, não são réplicas, todas sem as características exatas de cada modelo de motos, até porque as peças de relógios já são existentes, sendo então o resultado do talento de juntar peças que mais são semelhantes as formas de uma moto. As peças são juntadas com solda de estanho ou cola, com o tempo foi se  sofisticando, surgem modelos mais interessantes como motos com side car, umas grandes Harleys, Indian, modelos de competição de moto cross, scooter, lambrettas, triciclos, bikes, quadriciclos, spyders, algumas bem pequenas, micros e macros, até a maior com mais de 30 cm de comprimento.

Motos articuladas, motos possantes, motos antigas, choppers, bobbers, motos de profissionais, de entrega de pizzas, de gás, de correios, motos douradas, motos cromadas, motos pintadas, motos todas feitas de relógios de plástico, motos de cinema, dos tradicionais filmes como; Easy Rider, Motoqueiro Fantasma, Batman, Diário de Motocicletas. Motos de guerra, com reprodução de armas, nestes anos a estratégia foi fazer exposições, desta forma as coleções estiveram em destaque nos shoppings, espaços culturais de todos os estados do sudeste.

Com muito material inserido em Televisão, em rede nacional, em jornais e em revistas, no Brasil em revistas de motos e no exterior em revistas especializadas em relógios, em blogs, sites pela internet em todo o mundo. até o blog Boing Boing na época um dos mais destacados do mundo fez a publicação em janeiro de 2008. Uma característica interessante chama a atenção, que no Brasil se destaca como apreciador de miniaturas, já o movimento motociclismo nem tanto, em outros países, a maioria, Portugal por exemplo que publicou a sua primeira entrevista, os apreciadores são ligados a arte e que tem paixão por relógios.

Relógios de pulso no Brasil são acessórios, na Europa são jóias, aqui no Brasil temos relógios velhos, descartáveis lá são relógios antigos, colecionáveis, jornalistas de lá, perguntaram por que desmontar um relógio, eles não conhecem que grande parte de nossos relógios tem procedência duvidosa, evidentemente que uma miniatura de moto minha, quando feita com peças de relógios de qualidade, relógios automáticos, antigos, possuem formas diferenciadas. 

José Geraldo hoje com 70 anos, sua coleção conta com mais de 500 motos e considerando que é a hora de transferir esta arte para as mãos de novos apreciadores.

Pretendendo fazer isso e permanecendo com um sonho que sempre teve que foi conseguir expor suas peças na Europa. “Acredito que lá, como uma peça de arte, o reconhecimento e a valorização sejam muito maiores, a peça que destaco, sempre é a última produção, pois caso a caso, além de aprimorar a qualidade, alguns detalhes se tornam interessantes na identificação da minha arte com motos verdadeiras.”

Você pode acompanhar o trabalho de José Geraldo Reis Pfau, siga-o nas redes sociais @artepfauminiaturas ou acesse artepfauminiaturas.blogspot.com

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