Motociclistas lideram ranking de acidentes fatais

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Foto: dinizk9

Dado preocupante. Um em cada quatro motociclistas que retiram o seguro Dpvat dão entrada devido à acidente fatal. Ou seja, essa informação só reitera o quão perigosos podem ser os acidentes envolvendo o veículo de duas rodas. E nesse caso, o dinheiro do seguro nem vale nada para o acidentado. Talvez, seja apenas uma ajuda para os gastos com o enterro, já que a família sofre com a perda do ente querido.

Bem atrás no gráfico das mortes seguem os condutores de carros (13%) e em seguida os caminhoneiros (4%). Os dados são do Ministério da Saúde, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e do Dpvat (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres ).

Essa violência no trânsito pode ser confirmada pela matéria publicada no jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (10): o número de acidentes envolvendo motociclistas está em plena ascensão e supera o crescimento da frota circulante. A pedido da reportagem, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) disponibilizou os números de entrada dos pacientes. E acredite, de 2006 a 2011 houve aumento de 14% de motociclistas que buscaram tratamento no hospital. Enquanto isso, os números de pacientes que sofreram acidentes envolvendo carros, bicicletas e pedestres diminuíram (não foram fornecidos estes valores).

Sabemos que esses dados representam a realidade de apenas um hospital e não de todo o cenário de São Paulo. Mas se compararmos com a frota total de todo o Estado percebemos a discrepância dos números. No mesmo período do levantamento do Hospital das Clínicas, a frota paulista aumentou apenas 4,7%. Então a justificativa do aumento do número de motociclistas nas ruas não pode ser o fator principal.

Outro levantamento interessante foi feito pela Abraciclo, (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Conforme a associação, o estado de São Paulo teve um aumento 40% da frota desde 2008.

2 COMENTÁRIOS

  1. bom, se o número de motocicletas aumentou 40% e o de acidentes, 13%, a taxa de acidente/moto diminuiu.
    isso porque só ano passado comecei a ver campanha de conscientização de trânsitco com foco em motociclistas. acho que se realmente tentássemos, conseguiríamos um resultado tipo espanha (dobrar o número de motociclistas enquanto reduzir os acidentes pela metade)

  2. Nossa, essa estatística é realmente assustadora. Ando de moto há 13 anos e graças a Deus só tive uma queda na vida, e nada grave. O problema da moto é que ela nos instiga a acelerar, seja qual modelo for e achamos qualquer brecha entre os carros, não nos conformamos em ficar parado atrás de um carro. Eu vejo muito motoboy fazendo cagada, acelerando forte no corredor, sem medo de nada, qualquer fechada leve de um motorista ele vai pro chão, pois não tem espaço de reação.

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