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quinta-feira, 9 dezembro 2021
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Honda Biz 125 Flex – Explicando a razão de seu sucesso

Fotos: Gustavo Epifanio

A Biz é uma velha conhecida. Com uma mecânica extremamente robusta e econômica, fácil de pilotar e muito prática, ela está entre os modelos mais vendidos do Brasil desde que foi lançada. E confesso que, depois de uma semana com ela, deu muita vontade de engrossar suas estatísticas de venda.

Com milhares de unidades pelas nas ruas, a Biz faz parte da paisagem e você passa despercebido no trânsito… a não ser que a sua moto seja rosa! Criada para atender especialmente o público feminino — que responde por quase 70% das compras deste modelo — a chamativa cor faz a moto destacar-se em um mar de cinza e preto. Em alguns momentos, tive certeza que se estivesse pilotando a mais radical das esportivas ou a mais reluzente das custom não teria chamado tanta atenção na rua.

Como acontece com quase todo mundo que não está habituado e assume o comando de uma Cub, o câmbio semi-automático do tipo “tudo para baixo” exige algum tempo de adaptação. Entretanto, no caso da Biz, o formato do pedal, o sistema rotativo — que, com a moto parada, permite passar direto de 4ª marcha para ponto-morto —, e os excelentes engates facilitam a nossa vida. Rapidamente, usar o câmbio volta a ser um ato automático, muito melhor que a Yamaha Crypton nesse sentido.

Estreita, leve, com assento baixo e com grande ângulo de giro, no trânsito pesado a Biz é um verdadeiro brinquedo e garante toda a agilidade necessária para qualquer “missão” no dia a dia. Ela cabe em qualquer lugar e passa por qualquer “fresta”.

Muito ágil e estreita, a Biz é ideal para a cidade

O conforto é ótimo para sua proposta graças basicamente a duas razões. A primeira é o ótimo assento, de medidas generosas e com espuma na densidade certa e, a outra, é o ajuste das suspensões, muito bem calibradas. Conforto e capacidade de encarar pisos irregulares são, ao meu ver, a grande vantagem do estilo Cub em relação às scooters. Na minha opinião, a Biz é um dos poucos modelos da categoria que permite pilotar sem andar com um olho no tráfego e outro à procura de buracos, remendos e imperfeições para não ser ejetado ou amassar uma roda. Isso significa segurança. A única coisa que me incomodou no aspecto ergonomia foi o pedal de partida, que me obrigava a apoiar o pé direito fora da posição ideal na pedaleira. De resto, comandos simples mas bem posicionados e de funcionamento eficiente.

Freio dianteiro a tambor…um pecado. É uma pena que algo tão importante seja justamente o que destoa completamente do excelente conjunto. Nas primeiras frenagens, voltei no passado e relembrei a sensação de frear a minha velha bicicleta Monark. É claro que a moto para (ainda mais em uma moto com menos de 1 000 km rodados), mas isso demora mais, exige força…enfim, esqueça esse recurso do Paleozóico. Se você já se decidiu pela Biz, junte um pouco mais e compre logo a EX que traz freio a disco.

Não achei o desempenho tão superior ao da Yamaha Crypton que passou por este mesmo teste no mês passado. Confesso que esperava um pouco mais de fôlego já que estamos falando de um modelo bem leve e equipado com um motor de 125 cm³, entretanto, não podemos esquecer que para adequar-se às normas do Promot 3, de 2009, todos os modelos nessa faixa de cilindrada perderam bastante rendimento. A injeção eletrônica garante um funcionamento muito linear, sem falhas e é uma das responsáveis por uma das grandes qualidades da Biz: o extraordinariamente baixo consumo de combustível.

Quando apoiamos a ponta do pé na pedaleira, o pedal de partida atrapalha. Freio a tambor na roda dianteira? Não, obrigado

Na primeira semana, rodando apenas com etanol (o velho e bom álcool), a Biz fez 33,5 km/l, o que já é um número muito bom para qualquer moto 125 à gasolina. Já na semana seguinte, rodando com a mesma proporção de etanol e gasolina, nosso repórter Renato Rabello conseguiu a ótima média de 39,7 km/l. Pelo que havíamos combinado previamente, na terceira semana com a Biz rodaríamos apenas com gasolina e, foi o que fizemos. O resultado? Excepcionais 49,7 km/l. E olha que peso 90 kg — sem contar as tralhas do dia a dia, jaqueta, bota, etc — e não me preocupei em fazer uma pilotagem econômica.

Considerando o litro da gasolina a R$ 2,69 (o que paguei no último abastecimento), o custo por quilômetro fica pouco acima de R$ 0,05 (cinco centavos por quilômetro)! E depois ainda querem me convencer a usar o superlotado transporte público pagando R$ 3,00 por uma passagem de ônibus ou R$ 2,90 pelo metrô.

Até agora a Biz vem surpreendendo, mas tivemos que interromper o teste por alguns dias. Nos primeiros quilômetros que rodei com ela notei que a embreagem patinava um pouco quando engatava terceira e abria todo o acelerador, depois, começou a acontecer também em quarta marcha e sempre que exigíamos um pouco mais do motor, inclusive nas retomadas. Antes de ficar na rua, avisamos sobre o ocorrido à Honda e esta prontamente se encarregou de levar a “nossa” Biz rosa a uma autorizada.

Assim que a cub voltar para nossas mãos concluiremos a avaliação — ainda falta uma semana de testes — e informaremos o que aconteceu com (aparentemente) a embreagem.

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14 COMENTÁRIOS

  1. Olá gostaria de sua informação, pois minha biz ex é zero não tem um mês de uso e ocorre o mesmo que vc falou patina na terceira marcha gostaria de saber qual foi a avaliação da sua biz e qual o procedimento que devo tomar desde já agradeço

  2. A moto tinha menos de mil km segundo a reportagem, o primeiro tanque no alcool o motor ainda tava amaciando. A diferença do etanol pra gasolina no caso da biz é mínima.

  3. LOL
    Eu tive uma biz injetada, fui o primeiro a pegar aki na minha cidade uma KS com ie, em outubro de 2008, a minha fazia 45km/ a 50. Os proprios mecanicos daki se apavoraram da média… vai de cada um, minha twister fiz 21 mil km com pneu original MT75,troquei agora, e ela faz media 25 na cidade e no asfalto faz 27… muito satisfeito com a honda.

  4. galera a minha humilde opiniao e que no uso urbano ,nao tem moto ou cub melhor que a biz.ja tive em 2006 uma biz zero e sinceramente adorei ,claro que tem seus defeitos,como a instabilidade,passei um sufoco tremendo na ponte rio-niteroi,mas e compreensivel pelo peso que ela tem,em fevereiro de 2006 fui do rio ate paraty ,sem pressa e adorei,logico que escolhi uma estrada com pouco movimento e foi otimo, estou para comprar uma biz ex 2011,mas vejo tantas opinioes desencontradas, que acho que vou esperar mais,sabe la a honda vem com um novo lançamento.sempre tive motos 350,250 ha mais de 30 anos , e tenho saudades da biz, e olha que eu ja tenho 60 anos. um abraço p todos

  5. A evolução dos motores flex é grandiosa, mas ainda para serem perfeitos falta algo que ao meu ver é impossível. Variar a taxa de compressão de acordo com o combustível utilizado. Sabemos que o etanol queima melhor numa taxa de comrpessão alta (cerca de 14:1) e a gasolina já dá “batida de pino” nessa taxa, então eles fazem uma taxa intermediária, algo em torno de 11 ou 12 que não é o idel nem para gasolina e nem para etanol. Eu queria um veículo com a tecnologia de hoje, porém somente regulado para uso de etanol, acredito que o consumo seria melhor que o flex.

  6. Gabriel hoje tenho uma burgman 125 e estou pensando seriamente em trocá-la por uma Biz EX com freio a disco e andei pesquisando muito na internet sobre os novos motores flex da Honda e as informações são contraditórias pois na maioria das avaliações que li o resultado do consumo foi extremamente alto a ponto de me deixar com muita dúvida sobre a troca.
    No motoonline por exemplo a média foi de 28,33 Km/Lt chegando a 21 com alcool, que foi um balde de aguá fria para mim.
    http://www.motonline.com.br/teste-nova-honda-biz-flex/
    Agora com o resultado por vcs divulgados voltou o animo mas fico na dúvida pois os resultados são muitos diferentes dai fica a pergunta quem esta certo ?
    Outra dúvida que tenho é com relação ao câmbio pois a burgman é cvt e não sei se vou acostumar a ficar trocando de marchas a toda hora.

    Agradeço a ajuda.

    Rubens
    Ctba/PR

    • Olá Rubens, tudo bem?

      Os números de consumo que divulgamos para a Biz Flex foram obtidos usando a moto normalmente, em uma utilização diária. Comparar o consumo obtido em condições diferentes ou entre duas publicações distintas é um pouco complicado porque há inúmeros fatores que podem interferir (peso, velocidade, uso urbano ou estrada, etc..). Pessoalmente já tive várias oportunidades de testar motos com o motor flex da Honda e o consumo baixo sempre foi um dos grandes destaques. Em matéria de conforto, o CVT é muito superior ao sistema da Biz, que por outro lado tem a vantagem de proporcionar maior controle sobre a moto. São dois conceitos bem diferentes, não existe melhor ou pior. A troca de marchas no sistema rotativo da Biz em pouco tempo torna-se tão natural como em qualquer outro câmbio de moto. Qualqier dúvida é só chamar.
      Abraço
      Gabriel Berardi

  7. adorei o teste , sempre acompanho o best riders , e como frequentador diario do site tenho um pedido a fazer , gostaria que voces fizessem o teste do mês com a honda lead , ou até mesmo yamaha neo , pois estou em duvida das duas para ir a escola , por favor atendam a esse pedido 🙂

    eu sou um best rider 🙂

    Grato desde já

  8. Por falar de moto… ja tive quatro motos,,, na verdade a nova biz deve ser economica, mas nada se compara com a 125 titan,,, isso e que economia,,, estão dizendo que a nova biz faz 43 km com 1 litro de combustivel,,, isso e só historia de vendedor,,, a titam sim, ela faz….

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