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terça-feira, 24 maio 2022
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Fechamos o Teste do Mês: Adeus Carmen…

Fotos: Edgar Rocha

Depois de toda a equipe do Best Riders usar e abusar da Carmen, ficou para mim a tarefa mais difícil, escrever o que ninguém ainda escreveu e explicar que a relação acabou e dar um pé na bunda dela.

Após este mês de teste, a Sportster XL 1200 Custom, carinhosamente batizada pelo nosso colunista Roberto Severo, de Carmen, vai deixar saudades.

Irmã mais velha da 883, só que com mais motor e com quase as mesmas dimensões, a XL 1200 C se torna uma excelente alternativa para quem deseja tudo que somente uma Harley pode dar, conjugado a uma ótima agilidade na cidade e boa performance na estrada.

A meu ver, a “Carmen” está mais para uma moto urbana com aptidões estradeiras do que para uma Custom. Podem chamar como quiser, Sporster, Roadster, Naked, Urban, Street de alta cilindrada. Mas para mim, a XL assim como sua irmã a 883 são motos versáteis, cujo visual lembra uma custom com uma destinação diferente das demais Harley. Acredito que essa seja a fórmula da longevidade e o charme deste modelo. Uma moto que agrada tanto os amantes da custom de média cilindrada, quanto àqueles que precisam de uma moto para uso urbano.

Antes de passar minhas impressões sobre a semana que andei com a Carmen para cima e para baixo, queria mostrar alguns números da 883 Sportster e da XL 1200 C.

Segundo o site da HD Brasil, a 883 tem o mesmo peso seco da XL 1200 (251kg), é três centímetros maior em comprimento e tem quase o mesmo ângulo de cáster e o mesmo entre-eixos. Pesquisando em sites estrangeiros para tentar achar alguma alusão à potência das motos (dados não divulgados pela marca), achei a seguinte informação: a XL tem 60% mais potência que a 883.

Bem, me parece que a XL 1200 C é uma evolução do modelo 883, com melhor ergonomia, devido ao comando avançado, assento mais confortável e maior autonomia, voltado para aqueles que desejam viajar com bastante reserva de potência e gastando apenas 5 mil e poucos reais a mais.

Minha semana na companhia de Carmen foi bastante proveitosa. Ela se mostrou apta para enfrentar o mais pesado trânsito, sendo esguia e magra o suficiente para passar nos corredor e com uma ergonomia muito boa. A posição dos pés no comando avançado e dos braços e mãos no guidão transmite uma boa postura e não causam cansaço. A baixa altura do banco (710 mm) facilita as manobras e passa uma sensação de agilidade e leveza.

Seu motor demonstrou bastante fôlego quando solicitado na estrada e, em giros mais baixos, mostrou todo seu torque, desde que a marcha engatada seja a certa. As trocas de marchas são um pouco ásperas e justas e acabam sendo frequentes no uso urbano, pois não temos tanta elasticidade do conjunto. Andar em giro baixo com uma marcha alta, nem pensar.

O conjunto suspensão e chassi proporciona muita diversão, pois as curvas são contornadas com facilidade e precisão. Isso também se deve ao pequeno ângulo de cáster e aos pneus 130/90 na dianteira e 150/80 na traseira. Ao passar em imperfeiçoes longitudinais no asfalto, lembramos logo da largura dos pneus, pois a Carmen dá uma sambadinha desagradável.

* Veja também as avaliações de Roberto Severo, Danilo Galvão e Eduardo Coutelle.

Visual despojado com linhas simples e robustas, sem detalhes desnecessários. Essa é a Carmen da qual vou me despedindo depois de uma semana agradável, recheada de bons passeios e muita diversão.

Abandonei Carmen à beira mar e sai de mansinho… ainda deve estar lá me esperando.

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1 COMENTÁRIO

  1. Senhores, gostei muito do teste, e, se meus planos se concretizarem, ainda este ano vou comprar uma para realizar o sonho de passear pelo país, quem sabe até o Peru e Equador. Me aguardem. Pena que a autonomia é tão pequena. Jaime

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