Yamaha XT 660R – pau para toda obra

6
1384

Com uma genética voltada para a aventura, ela fez fama. Nascida para levar o piloto até onde ele aguente, porque, ela, não nega fogo.


Texto: André Garcia / Fotos: Gustavo Epifanio

Essa moto sempre me cativou, porque, com o passar dos anos, você percebe quando uma motocicleta tem tudo para cumprir o que promete. Apesar de tê-la pilotado fora de seu habitat  — estas impressões foram tomadas no circuito do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo) —, pude constatar que  XT 660 R é equilibrada, robusta, tem mecânica confiável e de design bonito. Infelizmente não tivemos a oportunidade de rodar muito com a Yamaha XT, como gostariamos, para dar o maior número de impressões aos amigos(as) leitores (as).

Painel quase completo e de fácil leitura, mas falta marcador de combustível
Botões de comandos são intuitivos e de muito bom acabamento

Apesar do assento bem alto, eu, com meus 1,65 de estatura, não senti qualquer dificuldade em pilotá-la já que se trata de uma moto relativamente leve com boa distribuição de peso. Sentando na moto, logo se percebe a boa ergonomia, botões intuitivos e de bom acabamento, pernas e pés bem posicionados, braços relaxados no largo guidão e painel de fácil leitura.

A emoção começa quando o piloto aciona a ignição. Sinceramente, mesmo o coração de um motociclista fanático pelos motores de 4 cilindros, não deixará de bater mais rápido com o som e a funcionamento desse áspero  motor  monocilíndrico, com muito vigor e feito sob medida para quem quer se divertir. O câmbio é preciso, a embreagem é macia e o giro sobe muito rápido. Em primeira marcha, a frente sobe tão facilmente que todo cuidado é pouco. Até mesmo em algumas retomadas em segunda marcha sentimos a frente ficando mais leve.

Em curvas, o limite da XT 660 R  é o pneu on/off road. Fiquei imaginando esta motocicleta equipada com pneus esportivos 100% on-road e rodas supermotard, como a versão “X” que é oferecida no mercado europeu.

Com 21 polegadas na dianteira e 17 na traseria, a XT 660 R passa por qualquer obstáculo
Mudanças rápidas de direção. Nas curvas, o limite são os pneus de uso misto

É uma moto brava e que exige manter o giro alto, senão, o motor fica numa espécie de engasgo, “meio que pedindo: acelera”. Para trafegar com alguma suavidade temos de usar bastante o câmbio, ou encontrar o meio termo numa pilotagem mais relaxada. O meio termo, aqui, é algo em torno de 60 Km/h em 2ª ou 3ª marchas.  Por sua vez, para trafegar sem trancos, a 5ª marcha só é utilizável quando se está próximo a 100 Km/h.

Grande parte do torque de quase 6 kgfm aparece logo em baixas rotações, o que torna a XT 660 R muito esperta. Contibui para isso a direção precisa, que permite rápidas e fáceis mudanças de direção. É uma moto que cumpre o que é prometido: versatilidade.

Motor de 1 cilindro, robusto, confiável e de manutenção simples

É uma moto que, por suas características, trafega fácil no congestionamento das cidades. Ela é esguia, alta e não sofre com a buraqueira das nossas ruas. Também tem fôlego de sobra para ultrapassar qualquer obstáculo, seja um buraco, seja outro veículo.

Pelo que mostro no ECPA, trata-se de uma moto plenamente capaz de fazer pequenas ou grandes viagens, depende do gosto do “freguês”. Digo isso pois uma das característica do motor monocilíndrico de 660 cm³ é a vibração. Sabemos de muitos amigos que optaram por essa moto para, por exemplo, viajar para o Atacama, no Chile, exatamente pela robustez e simplicidade mecânica da máquina. Se bem que para esses, agora, a Yamaha oferece a Ténéré 660, que você terá em breve aqui no Best Riders.

Por fim, o único problema da Yamaha XT 660 R é o valor do seguro, um pouco salgado(cotações realizadas com base no meu perfil):

 

Prêmio             Franquia             Seguradora
R$ 5.197,00    R$ 4.864,00         Alianz Seguros
R$ 2.852,82     R$ 4.042,00        Porto Seguro
R$ 5.045,01     R$ 5.881,92         Bradesco Seguros

 

Harmonia no conjunto

Espero em breve poder traçar mais considerações sobre essa moto, lembrando que aqui são mera impressões sobre um produto cuja necessidade para ampliar as sensações é viajar ao menos 1 000 km por asfalto bom, ruim e estrada de terra.

André Garcia utilizou: calça e jaqueta HLX, bota Ridge Alpinestar, capacete S650 Shark

6 COMENTÁRIOS

  1. bem,concordo com tudo que foi dito sobre a moto ser visada para roubo,porem mesmo com este risco,sou feliz por ter uma,tenho cuidados e nao ando dando bobeira,um alarme ajuda,mas contudo ka pra nos e uma delicia andar de xt 660r,,,abraços a todos e boa sorte,deus sempre na frente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


quatro × = 20