Yamaha Crypton 115 – Sob medida para a cidade

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Aqui, a moto escolhida para a avaliação é submetida a 30 dias de teste, período pelo qual será utilizada no dia a dia pelos integrantes da redação. Estes, por meio de vídeos e textos, farão um resumo semanal relatando as sensações percebidas e o desempenho da motocicleta.

Fotos: Yamaha e Renato Rabello

Depois de uma sequencia de motos entre 250 e 300 cm³, que começou com a Kawasaki Ninja 250R, passou pela Kasinski Comet 250, Yamaha Fazer 250 e terminou com a Honda CB 300R, a protagonista do Teste do Mês de agosto é uma pequena cub, a Yamaha Crypton 115 ED.

Como todo modelo desta categoria, a Crypton é um veículo extremamente ágil e prático para os deslocamentos urbanos. Fácil de pilotar, “driblar” os automóveis durante um congestionamento é uma brincadeira para esta Yamaha. Até pilotos mais altos encontram uma boa posição de pilotagem e, mesmo com o guidão completamente virado, ele não encosta em nossos joelhos.

O câmbio de 4 marchas mostrou-se suave e preciso por todo o tempo e as rodas de 17” poupam a suspensão (e os ocupantes) das irregularidades de nosso asfalto. O ponto negativo no aspecto praticidade fica para o minúsculo espaço sob o assento e a ausência de uma simples trava de capacete, obrigando-nos a carregar todo nosso equipamento sempre que estacionamos a moto.

Para rodar pela cidade com muita agilidade, a Crypton é uma ótima opção

No primeiro dia que fui sair com a Crypton pela manhã, relembrei, com nostalgia, da minha velha DT. Afogador. Quanto tempo faz que não usava esse velho dispositivo para fazer uma moto pegar em um dia frio. Uma vez em funcionamento, o monocilíndrico de 113 cm³ da Yamaha surpreende positivamente. Com bom torque e um funcionamento suave e linear (apesar do ultrapassado carburador), oferece um desempenho muito satisfatório. O nível de vibração é muito baixo em qualquer faixa de rotação e o apetite por combustível é pequeno.

Considerando que exigi bastante do agradável motorzinho de 8 cv e que rodei 50% do tempo com garupa (o que significa 145 kg em cima da moto de 95 kg), considero  boa a média de 35,7 km/l que consegui nesta primeira semana. Rodando no “modo econômico”, não é difícil superar a marca de 40 km/l.

O câmbio de 4 marchas dispensa a embreagem, mas não é sequencial. Na lateral esquerda, encontramos o velho afogador

Por falar nisso, mesmo com carregando duas pessoas, o desempenho do motor é plenamente satisfatório e nos permite acompanhar o tráfego sem muita dificuldade mesmo em avenidas rápidas. Por outro lado, a ciclística não absorve tão bem o “peso extra”.

Nas curvas sentimos o chassi torcendo e os pneus, muito estreitos, também parecem subdimensionados para situações assim. Mesmo calibrados conforme o manual, deformam-se demais nas curvas, transmitindo uma sensação desagradável ao piloto.

O cavalete central, que é muito prático no dia a dia, também raspa no asfalto com facilidade em desníveis quando trafegamos com carga total. As suspensões bem dimensionadas me agradaram pelo ótimo compromisso entre estabilidade e conforto, aliás, na minha opinião, é justamente no quesito “suspensões” que as cub levam vantagem sobre as scooter.

O acabamento não é dos mais esmerados e o painel deve um hodômetro parcial

Apesar do design ainda atual, esta pequena Yamaha não é das mais modernas da categoria — a Honda Biz, por exemplo, já conta com motor de 125 cm³ com injeção eletrônica e é Flex. A Crypton tampouco tem no acabamento esmerado ou quantidade de equipamentos seus grandes atrativos, mas, mesmo assim, pela robustez e bom desempenho que demonstrou nesta semana em que fiquei com ela, a cub da Yamaha é quase imbatível na relação custo/benefício.

A versão K desta Yamaha, que perde a partida elétrica e o super eficiente freio a disco na dianteira sai por R$ 4 400 enquanto uma ED, como esta do nosso teste, têm o preço sugerido de R$ 5 300, por coincidência, o mesmo valor pedido na Honda por uma Biz KS pelada. Com freio a disco e partida elétrica, a Honda Biz EX sai por R$ 6 590!

Neste momento a surpreendente Crypton está com nosso colaborador Roberto Severo, que trocou a sua mastodôntica Harley-Davidson Road King pela esquelética Crypton para seus (longos) deslocamentos diários que incluem um bom trecho de estrada! Será que ele também vai aprová-la? Veremos na semana que vêm.

4 COMENTÁRIOS

  1. Comprei uma e não acrescento nem tiro uma palavra sequer dessa avaliação! 40 km com um litro de gasolina na estrada de chão… Mas pouca estabilidade com carona. Não me arrependo!!!

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