Yamaha Crosser Z: “maquiagem” aventureira para encarar lama e poeira

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Por R$ 11.490 nova versão da trail de 150cc da Yamaha traz paralama alto e protetores na suspensão dianteira

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Yamaha Crosser Z tem visual aventureiro com paralama alto e protetores nas bangalas

TEXTO: Arthur Caldeira / INFOMOTO
FOTOS: Renato Durães / INFOMOTO

Yamaha Crosser Z: “maquiagem” aventureira para encarar lama e poeira

A nova Crosser Z foi apresentada no Salão Duas Rodas do ano passado pela Yamaha como uma versão mais aventureira de sua trail de 150 cc. Além do “Z” no nome, o modelo recebeu paralama alto, sanfonas e protetores na suspensão dianteira. Com grafismos diferenciados e duas opções de cor, a moto chegou recentemente às concessionárias da marca com preço sugerido de R$ 11.490 – R$ 200 a mais que a conhecida Crosser, que recebeu o sufixo “S”.

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Motor bicombustível de 150cc tem bom desempenho na cidade, mas é fraco na estrada

As novidades são uma “maquiagem aventureira”, aplicada para atender aos motociclistas que vão enfrentar estradas de terra. “Muitos clientes se queixavam que acumulava lama entre o pneu e o paralama baixo da Crosser”, explicou Helio Ninomyia, Gerente Executivo de Marketing e Planejamento da marca, na apresentação do modelo em novembro passado. As sanfonas e o protetor nas bengalas evitam que poeira e pedras danifiquem o componente.

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A “maquiagem” aventureira consiste em paralama alto, sanfonas e protetores nas bangalas dianteiras

Mais do mesmo

Exceto pelos grafismos e a cor bege (chamada de Dakar areia), a nova Crosser Z é igual à versão S. O que não é necessariamente uma má notícia. Afinal, a trail de 150 cc foi o segundo modelo mais vendido da marca no Brasil em 2017 com 15.649 unidades emplacadas.

Seu motor bicombustível de 149,3 cm³ e arrefecimento a ar é esperto e econômico na cidade. Em conjunto com o câmbio de cinco marchas proporciona boas arrancadas e rodou 38,2 km/litro no uso urbano. Já na estrada, o torque de apenas 1,86 kgf.m não é suficiente para manter velocidades acima de 100 km/h e é preciso girar todo o acelerador para acompanhar o fluxo, fazendo com que o consumo aumente para 35,6 km/litro. Com um tanque de 12 litros, pode-se rodar seguramente mais de 400 km.

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Motor de 150cc tem 12,2 cv de potência e 1,29 kgf.m de torque. Consumo médio é de 37 km/litro

Trilhas da cidade

Mas a principal qualidade da Crosser está em seu conjunto ciclístico. O bom curso das suspensões (180 mm em ambas as rodas) ajuda a enfrentar as valetas, lombadas e buracos da cidade, mas sem prejudicar a agilidade, em função da roda aro 19 na dianteira.

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Crosser Z tem suspensões com 180 mm de curso, rodas aro 17 atrás e 19 na frente com pneus mistos
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Suspensões com 180 mm de curso e os pneus de uso misto ajudam a enfrentar estradas de terra

A configuração não deixa o assento tão alto como nas motos trail – ele fica a 836 mm do solo – facilitando as manobras e também não intimida quem está começando. O baixo peso (131 kg em ordem de marcha) é outro fator que faz do modelo, seja na versão S ou a Z, uma boa opção para iniciantes.

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Painel digital é simples, porém com bastante informações

A posição de pilotagem é bastante confortável. O banco largo e o guidão alto deixam as costas eretas e o motociclista à vontade para mudar de direção e contornar curvas com segurança. Com freio a disco na dianteira, bagageiro de série e um completo painel digital, a Yamaha de 150 cc é boa opção para encarar nossas malcuidadas ruas e avenidas.

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Crosser Z tem banco amplo e posição de pilotagem confortável, típica das motos trail

Mas, afinal, o que muda?

Além das mudanças visuais, que têm efeito prático para quem roda muito na terra, a versão Z não traz nada de muito novo em relação à Crosser S. Se a proposta era criar uma versão mais aventureira, a Yamaha poderia ter adotado roda de 21 polegadas na dianteira, o que ajudaria a enfrentar buracos, em conjunto com os bons pneus Metezeler Tourance.

Por outro lado, a roda maior prejudicaria um pouco o uso urbano, a verdadeira proposta da Crosser 150. Particularmente, acho que o paralama alto e pontudo até combina mais com o visual trail. Tanto que muitos proprietários de modelos anteriores faziam essa mudança por conta própria.

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Segundo a Yamaha, paralama alto foi adotado para atender aos consumidores que encaram terra e lama

Não há nada de muito errado nisso, afinal a indústria de automóveis vende há anos as versões “Cross” de muitos carros que, sequer, têm mudanças práticas. Trazem apenas o visual aventureiro. Se você também gostou do design da Crosser Z vale a pena pagar a diferença de R$ 200. Valor que não seria suficiente para adquirir essas peças no mercado paralelo.

Ficha técnica – Yamaha XTZ 150 Crosser Z

Motor Arrefecimento a ar, SOHC, monocilíndrico, quatro tempos, 2 válvulas
Capacidade cúbica 149,3 cm³
Potência máxima (declarada) 12,2 cv a 7.500 rpm (gasolina) e 12,4 cv a 7.500 rpm (etanol)
Torque máximo (declarado) 1,28 kgf.m a 6.000 rpm (gasolina) e 1,29 kgf.m a 6.000 rpm (etanol)
Câmbio Cinco marchas
Transmissão final corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Berço semi-duplo em aço
Suspensão dianteira Garfos telescópicos com 180 mm de curso
Suspensão traseira Balança monoamortecida com 180 mm de curso
Freio dianteiro Disco simples de 230 mm de diâmetro
Freio traseiro Tambor mecânico de 130 mm de curso
Pneus 90/90-19 (diant.) / 110/90-17 (tras.)
Comprimento 2.050 mm
Largura 825 mm
Altura 1.140 mm
Distância entre-eixos 1.350 mm
Distância do solo 235 mm
Altura do assento 836 mm
Peso em ordem de marcha 131 kg
Tanque 12 litros
Cores Azul e Bege
Preço sugerido R$ 11.490,00

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