Win Elétrika: indicamos somente para pequenas voltas

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A Win Elétrika é a terceira filha de uma geração de motos elétricas vendidas pela Kasinski e fabricada pela CRZ E-Power. A moto é uma boa opção para quem está começando a conhecer o mundo das duas rodas e também para quem ainda está se adaptando a motos mais potentes e com altas cilindradas. As motos elétricas ainda não se tornaram febre nacional. Atualmente existem diversas empresas chinesas e indianas que já estão investindo pesado neste tipo de tecnologia, ainda por se tratar de um produto ecologicamente correto que evita a emissão de poluentes no meio ambiente. No Brasil, o mercado conta com somente uma marca que comercializa o modelo.

A Win é extremamente silenciosa. Muitas vezes é difícil saber se ela está ligada ou não. Este é um ponto que o usuário tem que prestar muita atenção, pois deixando a moto ligada qualquer toque no acelerador é o suficiente para fazer a Win Elétrika sair andando. Desta forma o motociclista iniciante não terá dificuldade em poder dar as suas primeiras voltinhas. Ela não tem segredo. É só subir e acelerar.

A moto não possui muita força e nem velocidade. Rampas e subidas mais íngremes nem se arrisque a subir porque será perda de tempo. Em linha reta, ela pode chegar a 50 km/h, o que permite uma autonomia de aproximadamente 50 quilômetros sem recarregar a bateria. E por falar em bateria, ela pode ser conectada em qualquer tomada e demora aproximadamente cinco horas para recarregar. A montadora indica que, sempre que possível, ao estacionar conecte ela em alguma tomada (a bateria não vicia).

Em um cruzamento numa rua calma no bairro de  Santo Amaro (São Paulo), pude notar a “fraqueza” da moto. Ela não aguenta subir a menor lombada sem utilizar de um impulso, fazendo com que o condutor da moto tenha que “remar” utilizando os pés lombada a cima, como se a moto fosse uma espécie de  “patinete”. Infelizmente, ela não permite um percurso com subidas e descidas. A utilização da Win seria perfeita para pequenas distâncias ou para uso de segurança privada (como em shoppings e aeroportos). Para o condutor mais experiente ela seria uma terceira opção de veículo, após o carro e uma moto de maior potência.

Sinceramente, a Win Elétrika é divertida, provavelmente, pelo fato da simplicidade da pilotagem. Ela mais se parece a evolução de uma bicicleta elétrica. Mas observando-a como uma “moto”, você irá perceber que tem alguns itens abaixo do esperado. Se você precisar de uma resposta rápida do freio, não conte com o dianteiro. Acione fundo o traseiro e reze para parar (isso a velocidades elevadas, como 50 km/h). Outra característica será extremamente sentida pelos 'motoqueiros' de sinal vermelho. Primeiro porque é elétrica e não faz barulho. Segundo porque não tem embreagem, assim não é possível elevar a rotação para arrancadas rápidas e agressivas (por sinal, tenha paciência nas retomadas de velocidade. O motor de 1 mil watts é carente de potência). E por fim, é impossível acelerar e frear ao mesmo tempo.

A suspensão da moto também não é a das melhores. Como já havia dito antes, ela é a evolução de uma bicicleta elétrica e a suspensão corresponde da mesma forma. A Win Elétrika é indicada somente para o uso urbano, em vias asfaltadas e sem muito tráfego. O condutor não deve se arriscar a pilotar em ruas esburacadas e nem em vias com trânsito rápido.

A Win Elétrika é bastante confortável para uma moto que não tem como perfil grandes deslocamentos. Ela é muito útil para carregar utensílios leves, pois conta com um pequeno top case (bauleto) na parte traseira e um suporte abaixo do banco, ideal para quem precisa passar na padaria e pegar aquele item que está faltando na geladeira ou levar matérias escolares como caderno e livros.

Para estender a vida útil, a fabricante recomenda, sempre que possível, recarregar a bateria e nunca deixar mais de dois meses sem conectá-la à energia (um kit de baterias custa cerca de R$ 700,00). Graças ao motor movido à eletricidade, a Win é 24 kg mais pesada que o seu modelo a gasolina, passando de 90 kg para 114 kg. Mas isso não atrapalha a dirigibilidade, pois é um veículo muito eficiente em curvas fechadas.

O design é atraente, aparentemente igual ao modelo a gasolina. As motos elétricas não demostram nenhuma diferença na questão estética entre as demais motos. No painel, o condutor pode acompanhar a velocidade e a durabilidade da bateria.

Uma preocupação que pode inquietar algumas pessoas é a condutibilidade da eletricidade na água. Mas fique tranquilo. As baterias são totalmente seladas e o piloto não corre o risco de ser eletrocutado quando andar na chuva. Ela é totalmente segura, até a enchentes (pelo menos se tratando de corrente elétrica).

Por fim, a moto está saindo pelo valor de R$ 4.990.00 (na verdade, nem sabemos se está 'saindo'. Ligamos para diversas concessionárias e, apesar de ter sido lançada em fevereiro deste ano, alguns vendedores nem sabiam da sua existência). O que se pode dizer é que, mesmo com todos os fatores elencados, a Win Elétrika visa conquistar uma fatia do mercado das motos de baixa cilindrada. Se de fato irá cair no gosto e no bolso dos compradores só o tempo dirá.

2 COMENTÁRIOS

  1. O brasileiro ainda é muito ignorante, imaturo e desculturado pra ter moto elétrica no mercado.

    Oras, pra que andar mais rápido se na cidade os limites ficam dentro de 70 km/h? O objetivo a locomoção diária e urbana, baixo custo e ecologicamente correto!

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