Vestida para viajar, track days e dia a dia: Honda CBR 600F

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Se a CB 600F Hornet já é uma moto desejada e muito eficiente em qualquer condição, com carenagem ficou ainda mais instigante! Essa é a CBR 600F

 

por André Garcia – fotos Marcos Brasil

Lançada em 2010 no Salão de Milão, sua chegada ao Brasil apenas um ano depois só confirma o que todos já sabem: que nosso mercado é a bola da vez!

Dado o crescimento econômico e o amadurecimento do setor de duas rodas, as ações da Honda — que detém quase 80% de share — , no final de 2011 demonstram que a matriz no Japão enxerga o Brasil no fim do túnel diante da crise europeia. Sendo o Brasil o país que mais vende Hornet no mundo, sua versão carenada não podia ficar de fora.

Em relação a Hornet, sua mecânica continua com a mesma configuração: motor DOHC de 599,3 cm³, 4 cilindros, 16 válvulas, arrefecido a líquido, com injeção de combustível PGM-FI (Programmed Fuel Injection), potência de 102 cv a 12.000 rpm e o torque máximo de 6,53 kgf.m a 10.500 rpm.

Mesmo com carenagem, conjunto mantém o ótimo acerto

A diferença fica por conta, claro, da carenagem integral, semi-guidões sobre a mesa e suspensão dianteira do tipo garfo telescópico invertido, mas com ajustes de carga da mola e ação do amortecedor, com 41 mm de diâmetro e 120 mm de curso, já que na irmã naked não é possível ajuste. Já a traseira, do tipo monochoque, possui 128 mm de curso e sete regulagens de pré-carga da mola.

Botões intuitivos e bom acabamento

A posição de pilotagem é confortável mesmo para quem tem uma “picanha abdominal”, não tão radical como nas superesportivas, nem tão ereta como nas nakeds. Todos os botões de comando não intuitivo e de bom acabamento.

Dado a posição de pilotagem e a proteção aerodinâmica propiciada pela carenagem,esta CBR “F” instiga o piloto, que, embutido na bolha, não sofre com efeito do vento e escuta melhor a sinfonia emitida pelo escapamento.

Na cidade a tocada é tão tranquila como com sua irmã naked, todavia, em alguns corredores basta mover os retrovisores para dentro, deixando-a esguia e sem qualquer problema para ultrapassar o trânsito já que no corredor não utilizamos os espelhos. Vencido o corredor, facilmente o piloto reposiciona as hastes.

Em termos dinâmicos a CBR 600F é idêntico a sua irmã Hornet, ou seja, maneabilidade, estabilidade e frenagem são equivalentes, a diferença fica por conta da direção ou da dirigibilidade na pilotagem, já que sem o vento pressionando o peito e numa posição mais racing, o piloto tem maior controle em velocidades elevadas e em curvas feitas no limite.

Posição possibilita atacar melhor as curvas

Quando falamos de motos deste estilo, muitos falam em dor nos pulsos, do que discordo, já que isso é resultado de uma postura errada na moto. O peso não deve ser transferido para os pulsos, mas para as coxas que devem agarrar o tanque. Por outro lado, aqueles que não fazem utilização do protetor de coluna, podem sentir um desconforto lombar, o que é normal ficando com a coluna dobrada por várias horas.

Tornou-se redundante falar dos freios C-ABS dos modelos da Honda. Na CBR 600F não é diferente, com discos duplos na dianteira com cáliper de 3 pistões e disco simples com cáliper simples na traseira, sendo bem sincero, é o sistema de freio a ser batido pela concorrência. O modelo standard vem com 2 pistões na dianteira.

Freios são excepcionais. Vale o investimento no modelo com C-ABS
Tanque diminuiu para 18 litros, pernas ficam bem encaixadas. Banco é confortável.
Motor fica mais escondido, desnecessário trocar escape, já que a sinfonia é item de série. Com o $$$ do novo escape, invista no ABS

Mesmo com 18 litros de capacidade no tanque, ante os 19 da Hornet, a autonomia da CBR 600F não é prejudicada. É interessante notar que numa tocada tranquila em 5ª marcha entre 3 000 e 4 000 rpm, o indicador de consumo instantâneo chegou a marcar 32 km/l, o que é fantástico para uma moto com motor nessa configuração.

Falando em consumo a média ficou entre  15,5 km/l (pior) e 18,5 km/l (melhor), exatamente como indicava o indicador de consumo médio no painel.

Proteção aerodinâmica, conforto e uma beleza indiscutível!
Harmonia é mantida, mesmo na versão carenada

A CBR 600F vem suprir uma lacuna de um público que quer uma moto para o dia a dia, viajar e fazer track days. É uma pura sporting-turing. Aliás, o prazer é tão certo como 1+1=2, por isso a letra “F” (fun) em seu nome que significa diversão. É exatamente o meio termo entre os estilos naked e  super-esportivas. Sendo estágio obrigatório para quem deseja um dia chegar numa RR (Racing Réplica).

9 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns pelo site! Muito bom!

    Me esclareçam uma dúvida: esse consumo médio (16km/l) foi em uma tocada mais esportiva? A moto já estava “amaciada”? A impressão é só minha, ou esse consumo está um tanto elevado?

    Mais uma vez parabéns pelo site e tentem fazer mais matérias por mês. Seria bom ter mais coisas para ver/ler de vocês, realmente a nível de Brasil, o site está na vanguarda.

  2. Companheiros, visito sempre o site e geralmente gosto de suas reportagens, mas esta matéria ficou muito ruim.
    Primeiro, várias das informações passadas pelo repórter estão equivocadas. CBR600 “F” não é de “FUN” (e se fosse, a pronúncia seria “fan”) nem de Fairing, como disse um colega acima, e sim de FOUR em alusão aos 4 cilindros do motor. Aliás a Hornet também tem esse F em seu nome: CB600F Hornet.
    Segundo, o mercado de média-alta cilindrada ficou segmentado em nakeds e SS? A V-Strom, Versys, G650GS, F800GS e demais se enquadram em nakeds ou SS então?
    No final do vídeo o repórter fala que, pelas qualidades e preço, essa CBR é a moto a ser “ABATIDA?!”. Vão matar a moto, é isso?
    Por último, mas isso é opinião de fotógrafo, exageraram na saturação e vibração de todas as fotos da matéria.
    Espero que levem meu comentário como crítica construtiva. Gostaria realmente de ver o site crescer, mas vez ou outra encontro erros que não poderiam acontecer em blogs maiores.
    Abraço.

    • Saito concordo em parte com você. Mas a Honda apresentou a moto como sendo o “F” – Fun – diversão.
      Quanto aos possíveis erros de pronuncia obrigado. Não quis dizer “abatida” mas “a batida” não deveria ter colocado “a” na pronuncia. Infelizmente erro de produção, ou seja, falta alguém pegando no pé de quem está falando. Quando gravamos, há toda a tensão e não percebemos e mesmo quem domina o vernáculo, comete erros terríveis.

      • Rsrsrs..
        É verdade mesmo, André, numa gravação a história é outra. Por isso é importante que o texto tenha sido previamente escrito e esteja bem praticado.
        Dei uma pesquisada e vi que você está certo mesmo: a Honda trocou o significado do F da CBR600 para fun. Desculpe-me, deveria ter feito essa pesquisa antes de comentar algo.
        Me manda um email caso precise de alguma força. Como eu disse antes, gosto do site e quero vê-lo sempre crescendo.
        Abraço.

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