Triumph Tiger Explorer 1200, a nova maxitrail inglesa

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Depois de alguns protótipos flagrados pelas estradas europeias, chegou a hora de conhecer as linhas definitivas e um pouco mais sobre a nova maxitrail da Triumph, a Tiger Explorer 1200. Um dos modelos apresentados pela marca inglesa no Salão de Milão, a nova 1200 teve o design claramente inspirado nas novas Tiger 800, só que com mais músculos à mostra.

O motor, claro, é um tricilíndrico. Trata-se do mesmo adotado pela Tiger 1050, Sprint e Speed Triple, mas com o diâmetro dos cilindros aumentado até 85 mm (71,4 mm de curso), o que resultou em 1 215 cm³. São 135 cv a 9 300 rpm e 12,3 kgfm a 7 850 rotações, números que — fora os 150 cv da Ducati Multistrada 1200, que é 101% para o asfalto —, colocam esta Triumph como a mais potente da categoria.

Entre os equipamentos, encontramos nesta requintada inglesa acelerador ride-by-wire, controle de tração selecionável, ABS e até mesmo piloto automático, algo que normalmente só encontramos nas grandes touring. Computador de bordo, pára-brisa e guidão reguláveis e manoplas e assentos com aquecimento também estão presentes na lista.

O chassis tubular de aço agrega um sistema de suspensão com bengalas invertidas Kayaba de 46 mm (com regulagens e 190 mm de curso) e um monoamortecedor traseiro da mesma marca com ajuste remoto da pré-carga, retorno e 194 mm de curso.

Para parar os 259 kg (em ordem de marcha) da Explorer, encontramos disco duplo de 305 mm com pinças de quatro pistões Nissin na dianteira e um disco simples de 282 mm atrás. Para felicidade de quem não abre mão de encarar terrenos acidentados, a roda dianteira é de 19” (17” atrás). A única desvantagem em um off-road mais pesado é a opção por modelos de liga-leve, menos resistentes a impactos do que as tradicionais rodas raiadas. A Triumph equipou a sua nova maxitrail com pneus 110/80-19 na frente e 150/70-17 atrás.

O tanque de 20 litros não é dos maiores, mas deverá proporcionar uma autonomia razoável. A marca não divulgou informações sobre o consumo de combustível.Disponível nas cores azul, grafite e preto, ela chega com a clara missão de roubar mercado mundo afora das renomadas Yamaha XT 1200Z Super Ténéré e, principalmente, BMW R 1200 GS.

Infelizmente, a Triumph no Brasil vive um momento complicado e repleto de incertezas, por isso, deve tardar para que possamos ver esta bela trail por nossas ruas e estradas.

5 COMENTÁRIOS

  1. Essa moto será minha, estou aguardando as concessionárias no Brasil para comprar, é muito superior em termos de tecnologia embarcada. Os consumidores brasileiros agradecem. A Triumph vem com tudo.

  2. A Triumph deve retornar ao Brasil, tem mercado para ela. Vejam a Kawasaki, retornou e já tomou um grande espaço no mercado. Esta Big Trail, substituirá minha 955i.

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