Tipos Motociclísticos: O Coxa

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Bom dia caros Best Riders, pedi licença para dom Roberto Severo para deitar algumas parcas palavras em sua coluna…

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Tipos Motociclísticos: coxinha

Tipos Motociclísticos: O Coxa

Claro que peço licença também aos senhores leitores para aproveitar esta oportunidade e falar um pouco sobre o meu dia a dia. Também pedi para a mocinha da redação* incluir links para que os interessados motociclistas possam comprar os equipamentos que eu possuo e recomendo.

Claro que nem todo dia é dia de moto, afinal de contas vários aspectos devem ser levados em consideração antes de ligar a minha preciosidade, uma BMW 1600 GTL que comprei na semana passada para poder ir a hípica junto aos meus amigos. Todos temos cavalos no Jockey e os animaizinhos moram na hípica. Não, não ando a cavalo, não. Cavalgar balança mais do que moto da Harley-Davidson (bate três vezes na madeira). Nunca subi em uma, mas dizem que além de vibrar, derruba óleo por tudo… Sem chances…

Mas como dizia, pegamos nossas motos e nos encontramos na esquina de casa, e seguimos mais dois quarteirões em formação até a hípica. Um belo passeio de sábado de manhã. Todos com jaquetas e capacetes da Ruby (compramos na França), Calças Spidiluvas BMWroupas térmicas de baixo da marca alemã para ornar com toda a indumentária. Aliás tenho duas peças de cada um destes adereços para usar caso estejam empoeirados, o que significa “sujos”.

Em caso de passeios realmente longos como ir de São Paulo a Riviera de São Lourenço****, pedimos carro de apoio que leva sempre um médico e suprimentos para a viagem toda de dois dias. O carro de apoio normalmente é pilotado por um piloto profissional e trás dentro do furgão uma 1600 GTL nova. Em caso de algum percalço, como pneu furado, fim de gasolina, é só trocar pela moto “estepe”.

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O coxa mantém sua moto como troféu

Tem o seguinte também, não gosto de corredor, de trânsito. Por isso somente passeio de finais de semanas não chuvosos. Todos os outros dias, ando de quatro rodas. Aliás, deixa eu relatar uma aventura que fiz com meus colegas no mês passado. Todos saímos da Granja Julieta** a bordo das GTLs, munidos de GPS e rádio de última geração entre motos. Impecavelmente vestidos, pegamos a marginal rumo a um lava rápido na Vila Olímpia, afinal nossas motos sujam muito de poeira na garagem do condomínio.

Rapaz, não é que estamos saindo para a Marginal Pinheiros*** e arma uma chuva medonha! Que vontade de voltar e trocar a condução pela Porsche. Claro que paramos no primeiro posto de gasolina, entramos na loja de conveniência e só saímos de lá depois de quatro capuccinos, duas horas depois, quando a rua secou e os bancos das motos também. Finalmente chegamos no tal lava rápido. A fila para lavar as motos era de mais de três horas, olhei para os companheiros de jornada, e consentimos que a vida de motociclista é assim mesmo.

Sentamos, azaramos umas gatas e secamos uma garrafa de Johnny Walker Blue Label. Aproveitei para comprar um par de botas novas, afinal as minhas estavam molhadas, e enquanto cristalizavam a pintura da possante, fumei um charuto com os camaradas. Depois de tudo isso, claro que nem conseguia ficar em pé. Deixamos as motos lá mesmo e voltamos de táxi para casa. Na manhã seguinte mandei o motorista ir ao bar, e trazer a “menina” para casa.

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Também tem muito amor e cuidado com seu “brinquedo”

Depois desta experiência resolvi que deveria comprar um macacão de couro para evitar que eu me molhe, mas dizem que não vai ornar com a moto (GTL), acho que devo comprar uma outra, talvez uma S 1000 RR, ou uma K 1300 S. Assim combina com a beca. O pessoal tem mania de me chamar de coxinha, mais ainda depois que comecei a fazer tatuagem de henna e colocar brincos de pressão antes de “enfrentar” a estrada. Mas deve ser pelo meu gosto de comer este empanadinho de frango que amo tanto. Não entendo muito. Me chamam de Arnaldo “coxinha” Almeida Prado. As vezes de modinha (prefiro este último). Vai entender…

Atenção: o autor da coluna (Roberto Severo) cedeu o espaço para o cidadão escrever, assim como fez para o Sr. Pitbull, e não se responsabiliza por nenhuma declaração emitida! O site Best Riders também não se responsabiliza pelo empréstimo do espaço da coluna por parte do Roberto Severo, muito menos pelas declarações que o indivíduo fez neste espaço !!!

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Notas do texto:

* Srta. Marilia Porcari (Editora Chefe do Best Riders)
** bairro de classe alta de SP
*** avenida de cinco pistas da capital paulista
**** percurso de aproximadamente 110km. por excelentes estradas do Estado de SP

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Selecionamos também um teste também publicado na Scientific American***** para que o prezado Best Rider leitor faça e conheça seu verdadeiro nível e vocação para ser coxa:

  1. – Você sai com a moto só no final de semana e só se ela estiver limpa.
  2. – Sua moto tem km baixa e você tem orgulho disso.
  3. – Você não consegue entender porque a bateria da sua moto está sempre sem carga.
  4. – Você acha que uma moto pode ser customizada pela fábrica.
  5. – Você nunca tentou entender como sua moto funciona.
  6. – Você depende do mecânico para as coisas mais simples.
  7. – Você sai fantasiado de Village People.
  8. – Você passa mais tempo falando de moto do que andando de moto.
  9. – Você quer trocar sua HD pela mais nova todo ano.
  10. – Você se refere a sua moto como seu brinquedo.
  11. – Seu passeios são de 100 km e você volta quebrado.
  12. – Sua moto é transportada em uma caçamba.
  13. – Sua moto está sempre impecavelmente limpa.
  14. – Você nunca andou e nem anda na chuva.
  15. – Você recusou um rolê porque estava muito frio ou muito quente.
  16. – Alguém olha sua moto e diz que você deve ter gasto uma fortuna em acessórios.
  17. – Você precisou ler esta lista para saber se você é um.

(***** fonte da lista de perguntas: site dos Old Dogs Cycles)

Aplicamos esta lista de perguntas no Arnaldo “Coxinha” Almeida Prado e ele respondeu sim para todas. Caso você tenha se arriscado neste teste que pode mudar a sua vida e revelar seu mais honesto olhar para as motocicletas e para o que você chama de motociclismo, segue uma rápida tabela de conferência para verificar o seu resultado:

Se você marcou:
0 : Provavelmente leu este texto para se divertir
1 – 2 : Tendências marcantes que denotam uma vocação para ser o quitute em questão
3 – 10 : Você é!
11 – 17 : Você deveria estar no balcão de uma padaria

Keep riding!

10 COMENTÁRIOS

  1. Prazer, sou um coxinha! É serio….

    Pode me chamar de outras coisas também como “Rolha” ou “Braço” que isso não me atinge.

    Sou assim e sou feliz – principalmente por não ser um pit-bull. Talvez eu fosse menos coxinha se houvesse menos pit-bulls, pois acredito que estes sim jogam a fama das motocicletas na lama, fazendo q praticamente qq um em um automóvel tenha vontade de ver todos se estatelando chão.

    Roberto, parabéns pelo texto estou no aguardo do próximo!

    Obs: ♪Y-M-C-A!!!♫

    • Oswaldo,

      obrigado pelo comentário, é claro que é tudo uma caricatura, mas dar risada de si mesmo é sábio e divertido. E você fez isso de forma exemplar!!!! 🙂

      A propósito, alguma sugestão para o próximo?

      grande abraço,

      Roberto Severo

      • Boa tarde, Roberto!

        Acho que um texto divertido seria dos “pilotos de rodovias” que ficam competindo entre si e dizendo que a moto deles é melhor pq é 0.003 s mais rápida que a do companheiro!

        Um abraco!

        Oswaldo.

  2. Como disse o Axel, são ótimos fornecedores de motos semi-novas!

    Meu adendo seria que o tipo existe com todo tipo e marca de moto grande, não só BMW como o texto tende a mostrar. Eu mesmo conheço alguns que se encaixariam no perfil com HD, Triumph, Yamaha, Suzuki… E se for pra incluir “conhecido de conhecido”, aí pegam todas… Sejam japonesas, européias, speedys, customs, big-trails… 😉

  3. Isso é uma moto: S 1000 RR (retirando o farol assimétrico, o subchassi de aço, a embreagem por cabo de aço ( hidraulica é melhor), o conta-giros analógico é a melhor moto da BMW.

  4. Ótimo que existem este tipo de motociclista , eles divulgam as motos, conservam e pouco usam , assim deixam no mercado após 1 ou 2 anos motos impecáveis para a gente comprar e usar de verdade . Em certa ocasião comprei uma GS com 1.300 km com um ano e vendi depois de 2 com 52.000 km e paguei bem abaixo de uma nova .

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