Teste do mês: Fim da linha para a Ninjinha

4
723

Que a Kawasaki está fazendo uma grande revolução no mercado brasileiro, não é novidade para ninguém. Mas o que ela proporcionou no mercado de entrada com a consagrada Ninja 250R foi ainda mais marcante. Um segmento que sempre foi dominado por Honda e Yamaha — com pouca ameaça da Kasinski — foi atingido na mosca quando uma marca renomada e com um produto diferenciado apareceu. A chegada da “Ninjinha” atiçou muitos donos de Fazer, Twister e, principalmente, da Comet GT 250 R. Seu design esportivo, o apelo do nome Ninja, somados a um preço acessível e a um desempenho realmente diferenciado logo fez sucesso.

Tal sucesso não é por menos. Apesar do modelo já ter muitos anos nas costas, continua moderno e atraente, trazendo uma diferenciação única na faixa de preço que vai de R$ 11 000 até R$ 16 000 — onde se situam os modelos de 250 a 300 cm³.

A Kasinski Comet GT 250R é a sua principal concorrente

Depois de rodar com ela durante uma semana, tirei várias conclusões dessa competente esportiva urbana.

Sim, podemos chamá-la de esportiva. O nome Ninja seguido da letra “R” não é apelo de marketing. A Kawasaki realmente honrou o nome colocando um motor bicilíndrico de 33 cv capaz de proporcionar um desempenho bem acima da média. Apesar da potência elevada, a falta de torque em baixa rotação é evidente — como convém a uma esportiva japonesa.

Apática em baixas rotações, ela se transforma ao romper a barreira das 9 000 rpm, momento na qual o ronco do escapamento fica mais encorpado e grave e o motor empurra mais forte. Apesar da “pouca” potência, ela chega a empolgar para uma 250. A motorização talvez seja o ponto mais esportivo que a moto tem e isso tanto pode agradar como pode desagradar.

Os discos de freio são do tipo margarida. O escape é um pouco antiquado

Quem vive em uma cidade com muito congestionamento, sentirá falta de torque, pois é necessário trabalhar com o motor sempre “cheio” para se desvencilhar de algumas situações. A nosso favor, o câmbio possui engates praticamente perfeitos e precisos. Talvez, se a marca optasse por uma relação secundária mais curta ajudaria na cidade, mas a moto perderia a capacidade de viajar a 120 km/h nas estradas com bastante folga de rotação. Sendo assim, o trabalho seria mais complexo e envolveria itens do motor como comando de válvulas e relação de marchas em busca do casamento de potência em alta/torque em baixa.

Fora essa característica do motor, o seu funcionamento é bastante suave e ausente de vibrações. Ele tem uma pulsação gostosa para quem gosta de pilotar, lembrando muito uma CB 500 nesse aspecto.

Deixando o coração da moto de lado, no restante do conjunto ela é bem adequada para o uso urbano, desde que seja para uso individual. Andar com garupa? Coitada dela…

O visual esportivo, ressaltado pelas cores fortes que a marca proporcionou a esse modelo chama bastante a atenção por onde quer que ela passe. Porém, apesar do design sugerir, ela não tem um posicionamento muito racing. Diferentemente da Comet GT 250R, na Ninja, o guidão é alto e as pedaleiras não são recuadas. Claro que ela não tem o conforto de uma naked, mas pode ser usada no dia a dia na cidade sem problemas. Assim como o posicionamento, as suspensões também foram calibradas para o conforto, principalmente a dianteira que é bem macia, chegando a dar fim de curso em freadas mais fortes.

O sistema de freio é potente como convém a uma esportiva

Apesar da maciez (ate excessiva) da dianteira, a Kawasaki não sofre com falta de estabilidade em curvas, porém, se forçamos o ritmo na entrada, sentimos falta de uma calibragem mais firme. Essa sensação é ainda mais evidente pela ótima potência dos freios que forçam ainda mais a dianteira quando são solicitados com mais pressão. Nesse ponto, vale ressaltar a eficiência e a qualidade dos componentes. Enquanto a Kasinski GT 250R tem dois discos na dianteira, a Kawasaki consegue um desempenho melhor com apenas um.

Voltando ao cotidiano, ela surpreende pela agilidade para andar entre os carros graças
à pouca largura, apesar de não esterçar o tanto que gostaríamos. Os retrovisores são meramente ilustrativos, pois não conseguimos ver o que vem atrás de nós. Outro pênalti é o painel de instrumentos ultrapassado e a ausência de um lampejador de farol alto.

Se me perguntassem se eu teria a Ninja, sem dúvida nenhuma responderia que sim. Se você concorda, aproveite a promoção das unidades 2010 por R$ 13 990.

Quem busca uma 250 diferenciada para o dia a dia e curte pegar uma estrada não terá nada melhor em relação ao design e motor.

A Ninja não é a mais confortável, principalmente para o garupa, mas compensa em outros aspectos e convence pelo ótimo custo/benefício.

 

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Sem dúvidas a Ninja 250 dá show na gtr250, faça um teste; coloque no google “reclamação gtr 250”, depois você coloca “reclamação ninja 250”.
    Depois você faz uma procura pra comprar a Ninja e Comet, você vai encontrar muito mais Comet pra vender, principalmente semi-novas.
    A Kasinski ainda tem MUITO pra crescer, a Kawasaki trouxe toda a perfeição das motos grandes e colocou na Ninja 250, que é uma moto com motor menor porém com 33cv e perfeita dirigibilidade, ótima para viajar.
    Fiz uma pesquisa sobre a CBR250R, pode-se perceber que é uma CB300 com carenagem e com painel bonito, pois ela tem apenas 26cv.
    Não sou vendedor de motos, sou vendedor de chapas de granito e amante de motos.
    Bem, essa é apenas minha opinião.
    🙂

  2. Essa dúvida entre as motos mostra a competitividade do segmento, e o nível tão equivalente que elas conseguiram. Quando falo em “elas” me refiro à Ninja e Comet, que tem um nível e público bem semelhantes e faz a maioria dos compradores ficarem com o coração e bolso divididos.

    Não andei em nenhuma das duas, mas pelo que pude ler a Ninja preza pela dirigibilidade e ótima qualidade de construção enquanto à Comet pelo ótimo conjunto estético e itens de série (Lampejador farol alto, marcador de nível de combustivel, painel digital, lanternas com leds, freio a disco duplo dianteiro,etc.).

    Se Deus quiser, no final do ano decido minha escolha!rsrs

  3. Essa dúvida entre as motos mostra a competitividade do segmento, e o nível tão equivalente que elas conseguiram. Quando falo em “elas” me refiro à Ninja e Comet, que tem um nível e público bem semelhantes e faz a maioria dos compradores ficarem com o coração e bolso divididos.

    Não andei em nenhuma das duas, mas pelo que pude ler a Ninja preza pela dirigibilidade e ótima qualidade de construção enquanto à Comet pelo ótimo conjunto estético e itens de série (Lampejador farol alto, marcador de nível de combustivel, painel digital, lanternas com leds, freio a disco duplo dianteiro,etc.).

    Se Deus quiser, no final do ano decido minha escolha!rsrs

  4. Boa matéria. Colocou alguns detalhes para o dia-a-dia que eu queria saber.

    Como é bom ver concorrencia nesta linha de pequenas esportivas carenadas. Agora espero pela chegada da Honda CBR250 que foi lançada na europa. Quero ficar ainda mais na dúvida entre a Comet, a Ninjinha e a CBR250. hehe

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


7 + = nove