Suzuki GSX-R1000: Máquina com jeito de “novilha”

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Suzuki GSX-R1000

Quando recebi o e-mail da redação com o assunto “próximo teste do mês: Suzuki GSX-R1000”, me deu um frio na espinha… Pensei: “estou ferrado”! Na minha idade, pouco mais de cinco décadas, pegar uma moto superesportiva, ai minhas dores… Mas passados os primeiros instantes, de surpresas e situações inesperadas, vem o agradável: eu posso domar essa fera!

Suzuki GSX-R1000 (SRAD)

Seu motor, 4 tempos, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida, 999 cm³, diâmetro x curso 73,4 mm x 59,0 mm, taxa de compressão 12,5:1, injeção eletrônica. Que surpresa agradável rodar os primeiros quilômetros! Pouco a pouco foram derrubados os “preconceitos” que eu tinha dos modelos “speed”. Câmbio de 6 marchas, transmissão final por corrente.

Ao ler sobre GSX-R1000, verifiquei que alguém carinhosamente a apelidou de “Zuzi”, o que vem bem a calhar para essa máquina com jeito de “novilha”, cheia de saúde e disposição, com seus 2.045 mm de comprimento total, largura total 720 mm, altura 1.130 mm, distância entre eixos 1.415 mm, altura do assento 810 mm e peso a seco 172 kg.

Nos primeiros quilômetros essa “Suzi”, me proporcionou algumas situações que chegaram a ser hilárias, como por exemplo, ao ultrapassar um motoboy desatento, no momento em que estava exercitando a “garganta da criança”, o cara sai da esquerda para direita inadvertidamente, me obrigando a frear bruscamente. Era uma descida bem íngreme, e a “criatura” levantou a traseira me fazendo andar só com  a roda da frente… Uau, que freios. Aprovadíssimos. Parou onde devia, evitou o pior. Na dianteira, disco duplo de 310 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões fixadas radialmente, na traseira disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão.

No trânsito congestionado (parado mesmo) aqueceu, quando descobri que a temperatura do motor chega a mais de 100ºC, mas é só ter um pouco de espaço e essa graciosa máquina se resfria rapidamente, da mesma forma que faz os números do velocímetro subirem.

O que uma pessoa acostumada com outro estilo de moto percebe de imediato? Guidão menor, tanque grande, o tronco se desloca a frente jogando o peso nas mãos, o giro do motor sobe rapidamente, freios muito eficientes, banco confortável, mas com 1 detalhe, mono… Suspensão dianteira telescópica invertida (upside-down) e totalmente ajustável, como também a traseira, com balança monoamortecida a óleo.

No painel temos conta-giros análogo, painel digital com velocímetro, hodômetros total e 2 parciais, relógio, cronômetro para cada volta, uma luz de LED ao girar a chave para iluminar o painel, indicador de temperatura do líquido do radiador, indicador de marcha engatada, luz indicativa da reserva de combustível. Tanque de combustível 17,5 litros.

Outra surpresa deste  teste foi o exclusivo Suzuki Drive Mode Selector (S-DMS), um seletor de como a curva de potência será entregue pelo motor. Pode-se escolher três tipos de gerenciamento do motor no toque de um botão. Modo “A”,  força total. “B”, a potência é menor em baixas rotações, mas a partir das 9.000 rpm carga total da força, e o modo “C”, que limita a potência em cerca de 100 cv. Pilotos em pista molhada ou de primeira viagem agradecem. Muito funcional.

Após o terceiro dia de testes na cidade, apesar de ser clara a vocação desta fera, a estrada, já estou bem à vontade com o equipamento, sabendo “dosar” a fartura dos 185 cv a 12.000 rpm (torque máximo 11,9 kgf.m a 10.000 rpm). Rodando suave, ou agressivo, o importante é saber utilizar com parcimônia o que se tem nas mãos. Pneu dianteiro 120/70-ZR17, traseiro 190/50-ZR17. Apesar do raio de esterço pequeno, como toda esportiva, é muito ágil entre os carros, permitindo deslizar com tranquilidade nos corredores, mesmo em situações do dia a dia, com mochila nas costas, por exemplo.

Teste em estrada… “Eita bichinha porreta!!!” Caramba! Fico sem palavras. Mas se realmente tenho que falar algo, aí vai: Surpreendente, magnífica, espetacular! Brincadeiras a parte, o teste foi sensacional. Uma experiência que há muito não ocorria.

Claro, ela foi desenvolvida com este objetivo e não poderia ser diferente. A sensação ao pilotar é por demais satisfatória. Ganha velocidade rapidamente, reduz na mesma proporção, os freios são muito eficientes (ressalvo aqui que o teste é para um simples mortal, em uso para lazer e não competição).

É difícil retratar um sentimento, mas a sensação na pista é algo surreal, muito agradável, bom mesmo. Ter o equipamento nas mãos, controle total, manobras fáceis, potência de sobra, freios confiáveis, a pista parece literalmente deslizar suavemente aos seus pés, e o ponteiro (ou os números) estavam em casas que nem é bom dizer aqui. É nessa hora que o bom senso impera e prudência é o indicado. Fazer curvas sem sentir a moto balançar. Que ciclística! Aceleração constante, estável, foi demais. Só posso dizer uma coisa: que pena que acabou o teste.

Texto: J. Dionysio

Fotos: Roberto Severo e Divulgação

4 COMENTÁRIOS

  1. Olá, tudo bem?
    Cada um que aparece, NÃO, mais respeito.
    Apenas coloquei o texto, independente dele ter testado:
    SUZUKI GSX-R1000 e HONDA CBR 1000RR Fireblade.

    Já li todos testes destas super esportivas e para mim estão ótimos.

    Gosto de super esportivas, é o que importa.

  2. Gostei muito das suas impressões desta moto dos sonhos.

    Amigo testa estas:

    YAMAHA R1
    HONDA CBR 1000RR Fireblade 
    SUZUKI GSX-R1000
    DUCATI 1199 PANIGALE
    BMW S 1000 RR
    KAWASAKI NINJA ZX 10R-ABS
    MV AGUSTA F4
    KTM RC8R
    APRILIA RSV4 Factory APRC/RSV4 R APRC
    BIMOTA DB7

    • Da sua lista acho que a SUZUKI GSX-R1000 não deve ser testada… Hahaha! A Fireblade já teve o teste do Roberto. Caramba, cada um que aparece, Este é o segundo texto publicado sobre a GSX R1000… O roberto já testou na semana passada.

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