Suzuki GSX-R 125 lembra uma esportiva

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Com 15 cavalos de potência, nova GSX-R 125 tem faróis de LED, painel digital e pintura da MotoGP

TEXTO: Cicero Lima/ INFOMOTO
FOTOS: Divulgação

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Além do visual esportiva a iluminação de LED é destaque na Suzuki 125

Nova miniesportiva da Suzuki nem parece uma 125cc

No Brasil estamos acostumados a associar as motos equipadas com motores de 125cc a veículos de locomoção ou trabalho. Com desempenho modesto e visual utilitário, nossas 125 são “patinhos feios” perto dos modelos oferecidos ao público europeu. No Velho Continente, algumas 125cc são verdadeiras réplicas de esportivas. Elas têm a missão de atrair novos consumidores que chegam ao mundo de duas rodas buscando estilo e sofisticação. Os modelos oferecem potência, freios ABS, iluminação em LED, painel digital e outros equipamentos. Tudo para serem desejadas, apesar dos motores pequenos.

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Porte e pintura remetem às grandes esportivas da Suzuki como a GSX-R 1000 (à dir.)

Os novos motociclistas italianos, por exemplo, podem comprar a Suzuki GSX-R 125 ABS. Réplica em miniatura de uma superesportiva, a GSX-R traz motor de apenas 124,4 cc. Apesar da reduzida capacidade volumétrica, o propulsor atinge a potência máxima de 15 cv nas 10.000 rotações. Possui quatro válvulas e, como gira alto, utiliza eficiente sistema de refrigeração líquida.

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A potência máxima de 15 cavalos (a 10.000 rpm) é uma das atrações da Suzuki GSX-R 125

O fabricante também faz questão de destacar o baixo consumo de combustível: na casa dos 45 km/litro. A moto pesa 135 kg, com seu tanque de combustível completo com os 11 litros de capacidade.

Mas o grande atrativo das pequenas esportivas é o design. No caso da Suzuki o modelo remete aos modelos de competição – principalmente da MotoGP. Sua iluminação em LED ajuda a destacar o modelo, assim como o painel completamente digital.

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Painel digital informa qual marcha está engatada e aviso shift light alerta o limite de giro

Outro detalhe interessante é o sistema de chave keyless. O piloto deve manter a chave no bolso ou na mochila para liberar o botão que aciona outros comandos como a trava do guidão, luzes de estacionamento e a ignição. O painel digital ainda traz shift light e indicador de marcha engatada, conta giros, velocímetro e várias luzes de advertência.

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A chave keyless precisa estar próxima da moto para acionar a ignição, trava e outros comandos

Rodas de alumínio de 17 polegadas são calçadas com pneus (90/80 na dianteira e 130/70 na traseira) de perfil baixo e desenho esportivo. O conjunto de suspensão é formado por garfo telescópico convencional na frente. Mas, atrás, tem monoamortecedor com links, geralmente utilizado em motos maiores.

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Suzuki 125 tem ciclística de moto “grande” com rodas aro 17 e monoamortecedor na traseira

Ao olhar a Suzuki GSX-R 125 ABS é difícil acreditar que se trata de uma 125, principalmente para nós brasileiros que não temos por aqui modelos dessa capacidade cúbica com freios ABS, por exemplo. Refrigeração líquida? Nem pensar.

Preço a pagar

Mas tudo tem um preço. Lá na Itália, você pode comprar uma 125 igual as nossas. Um exemplo é a Yamaha FS 125 (a evolução da YBR 125). Seu único “luxo” é o freio dianteiro e custa 2.790 Euros. Agora, essa pequena Suzuki é cotada a 4.690 Euros.

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Discos de freio tipo Margarida e sistema ABS são itens de série na Suzuki GSX-R 125

A nova GSX-R 125 ABS disputa a preferência do consumidor com a Yamaha YZF-R 125 que traz motor de 124,7 cc, quatro válvulas e também atinge 15 cv de potência máxima, porém a 9.000 giros. Seu peso é de 142 kg (ordem de marcha), oferece o sistema ABS e custa 5.090 Euros.

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Por 5.090 Euros é possível comprar a sofistica Yamaha YZF-R 125

 

A Honda entra na briga com a CBR 125R. Mais barata, tem a potência máxima de apenas 13,3 cv e motor de duas válvulas. O modelo traz o visual das motos da equipe oficial de fábrica, pesa 137 kg, mas não oferece a opção do ABS e custa 3.490 Euros

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A Honda tem a CBR 125R que usa pintura da equipe Repsol na MotoGP e custa 3.490 Euros na Itália

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