Suzuki GSR150i: Simples assim

11
2419

Por Edgar Rocha

SUZUKI GSR150iFotos: Divulgação

A briga no mercado de motos street/city até 150 cm³ continua bem acirrada. As montadoras focam todas as suas forças neste segmento devido sua grande representação no volume total de vendas.  Os modelos street/city de 125 a 150 cm³ pertencem à categoria de entrada no setor e grande parte do público procura estas motocicletas como ferramenta de trabalho ou para simples deslocamentos, evitando assim os tumultuados transportes públicos.

Novos players têm se apresentado (como foi o caso recente da Bramont, que irá montar os produtos da Keeway), visando participar e repartir este segmento ferozmente defendido por quem já está presente há mais tempo. Quem já está neste mercado e conhece com profundidade os riscos, sucessos e insucessos deste segmento, procura inovar e conquistar os consumidores com produtos cada vez mais modernos, completos em equipamentos e com design mais europeu e menos chinês.

Mas esta não é uma tarefa fácil, pois o público consumidor está cada vez mais exigente e informado do que acontece lá fora e acaba cobrando das montadoras que tragam os mesmos produtos que são comercializados no exterior. Pensando nisso, a Suzuki trouxe para este concorrido mercado alguns modelos que se destacam pelo visual rejuvenescido e a inclusão de itens cada vez mais comuns neste segmento.

Em meados de outubro do ano passado, foi a vez da GSR 150i, moto que analisamos nesta matéria e, recentemente, a GSR 125 e 125 S. Estes lançamentos visam tentar manter a Suzuki na terceira posição do ranking de vendas Brasil, posição ocupada há muito tempo por ela e que desde o ano passado vem sendo abalada seriamente pela Dafra e, ao que tudo indica, será conquistada definitivamente em poucos meses.

Na época do lançamento da GSR150i, achei que ela iria substituir a Yes, mas não foi o que aconteceu. O consumidor ficou com duas opções: uma 125 carburada e uma 150 injetada. Ao analisarmos os números (Fenabrave) vimos que ao invés de somar e consequentemente aumentar a participação da montadora no segmento, ela acabou por dividir as vendas e em comparação ao ano anterior, declinou em volume.

SUZUKI GSR150i
Em 2011, a EN125 Yes emplacou de janeiro a agosto, 13.155 unidades. No mesmo período em 2012, já com a GSR150i sendo comercializada, emplacaram apenas 4.411 e sua irmã mais nova, a GSR, apenas 4.306. Se somarmos a venda de ambas, encontraremos 8.717 motos city/street, cerca de 33% menos participação neste segmento.

Bem, voltando a GSR150i, ela se apresenta bela, porém com nítida semelhança à Yes. Já era tempo para a Suzuki lançar uma street/city 150cm³, uma vez que todas as montadoras concorrentes neste segmento já possuíam um modelo desta cilindrada.

As alterações em acabamentos ficam por conta da tampa do cabeçote que agora vem com acabamento cromado, assim como os pesos do guidão, o bagageiro em alumínio, a nova tampa do tanque de combustível, as pedaleiras do piloto articuladas, os retrovisores cromados – que ao meu ver são um pouco maiores que o necessário, causando a impressão de desproporcionalidade. Por último, o painel de instrumentos, que apesar de lembrar o da Yes, é bem completo, formado por dois displays digitais, (um para o hodômetro total e parcial e outro indicador de marcha), luz indicadora de falha no sistema de injeção além de velocímetro e conta giros e indicador de nível de combustível, todos de fácil visualização e belo grafismo.

Seu conjunto é bem interessante e honesto. Além do bom acabamento e agradáveis soluções a GSR150i, conta com um motor bem equilibrado e de aceleração suave, porém pouca força, que desenvolve 12 cv a 8.000 rpm e com 1.08kgf.m de torque. Seu câmbio é preciso e macio, sendo a única da categoria que possui 6 velocidades, que apesar de fazer o piloto ter mais trocas de marcha, coloca o motor trabalhando em um giro mais baixo, reduzindo a vibração e ajudando a melhorar o consumo de combustível. Com relação à sua irmã mais velha, a Yes 125, sua aceleração é mais rápida e linear.

O conjunto de freios e suspensões é mais eficiente que o da Yes. Na dianteira, utiliza garfo telescópico e freio a disco simples com pinça de 2 pistões. Na traseira, balança com 2 amortecedores a gás com 52mm de curso, ajuste de pré-carga da mola na traseira e freio a tambor de acionamento mecânico. A boa sacada foi que a regulagem da pré-carga dos amortecedores traseiros pode ser feita manualmente, sem a necessidade de ferramentas.

A GSR150i utiliza pneus  Pirelli City Demon 2.75-18 M/C 42P na dianteira e 90/90-18 M/C 57P na traseira, ambos sem câmara. Estão montados em belas rodas de liga de 5 pontas na cor prata, diferentes da Yes. Seu tanque de combustível é de 14 litros, conta com uma bela tampa, que demonstra a preocupação com os acabamentos e concede à GSR150i uma autonomia de cerca de 476km. Seu consumo ficou entre os 34km/l em condições urbanas e de rodovias com baixo limite de velocidade. Faz parte do equipamento de série a partida elétrica que só pode ser feita, por motivo de segurança, com a manete da embreagem acionada.

Com um macio banco situado a 730mm do solo, bons acabamentos, uma completa lista de equipamentos e uma boa ergonomia, a GSR 150i tem tudo para ser mais uma boa opção nesse grande universo de motocicletas city/street de que dispomos em nosso mercado. Ela está no mercado por um salgado preço de R$ 6.829,00 e vem nas cores: amarela, vermelha, prata e preta.
SUZUKI GSR150i

11 COMENTÁRIOS

  1. Não vejo essa moto como uma decepção, a honda empurra a mesma coisa a mais de dez anos e ninguem diz nada. Motos peladas e com alto custo. Com exceção da titan que injetada e mix é tu sempre a mesma coisa. E mesmo a titan é igual a fan

  2. a suzuki tem como pilar a raiabuza 13000 que domina a liderança em velocidade a decadas , lança uma 150 perfeita com tecnologia de moto grande honda e ww sempre venderam motos e carros pelados parabens para os japoneses

  3. As únicas marcas que merecem crescer neste pais são a Kawasaki, por estar se esforçando o máximo para trazer produtos modernos e atuais ao nosso mercado e a Yamaha, que apesar de não trazer tantas novidades sempre tem trazido algo e tem qualidade impecável dos seus produtos.
    A líder de vendas Honda é como diz ai mesmo, líder de VENDAS… porque não traz novidades, quando traz algo o preço é um absurdo e as motos são feitas para dar volume de venda, só isso.
    Fala serio que agente precisa de Falcon 400cc com 27cv? CBR250 mono-cilindro?
    Bem, a Kawasaki respondeu a altura do que agente precisa, Ninja300 Bi, com tecnologia e ABS de opcional, espero que a Yamaha faça o mesmo, porque Honda PQP!

    • Fala você sério. Critica a Honda pela CBR mono e eu pergunto: qual a esportiva 250 da Yamaha? Factor carburada com 10 cv ao preço de Fan 150 injetada e flex, e a Honda é que cobra caro? Somente agora fizeram Fazer flex. Você pode gostar de Yamaha sem problemas, e pode não gostar de Honda também, mas seja coerente quanto aos argumentos. Dizer que a Honda não traz novidades e que a Yamaha sim chega a ser temerário.

  4. Os números deixaram perceptível decepção dos consumidores com a Suzuki. Falta ousadia e visão para a montadora. O mercado de motocicletas vem crescendo e com a honda reinando soberana pela falta de visão das concorrentes. A Suzuki deixou muito a desejar, muitos esperavam um modelo mais moderno, e se decepcionaram com essa cópia da YES injetyada. Na minha opinião, uma empresa q quer aumentar as vendas tem q proporcionar mais modelos e ter modelos para concorrer com os concorrentes, e aumentar as concessionárias.

  5. Os números das vendas comprovam que todos os modelos que a J. Toledo coloca à disposição do mercado brasileiro, estão completamente equivocados e/ou fora da realidade apresentada pelas concorrentes. A Suzuki ainda é uma grande marca, portanto, há chance para desviar desta rota de ostracismo e declínio.

  6. Ivan, você está certo! Tem produtos que se não existissem não fariam falta. Ao existir complica o consumidor, que compra e se arrepende depois. Em suma, atualmente só as Honda já sumprem o mercado.

  7. Não é querer desmerecer a moto, ela é durável, tenho um amigo que anda com uma yes faz 3 anos e não teve incomodo.

    o DETALHE é, a moto está completamente defasada, não agrega nada no mercado e nem para seus comsumidores, é mais do mesmo.

    A Suzuki está igual a GM do Brasil que ficou quase 20 anos só com tranqueiras e face lift, só agora está renovando o portfolio.

    Queremos motos NOVAS, não maquiadas.

    Projetos atuais como a Sym 250, podem ser de baixo custo, mas atuais.

    A única que está emparelhando com os lançamentos lá fora é a Kawasaki.

    As outras, na maioria são motos maquiadas.

    Lamentável.

    Se juntem, pressionem o governo, busquem uma forma de trazer lançamentos por preços menos extorsivos, o consumidor já está enojado de comprar 250 a preço de 600.

  8. Pode até ser que o consumidor esteja mais exigente. Mas os fabricantes ainda não perceberam isso. E acho que nem os consumidores. Como é que aceitam que se venda moto pelada ou de desempenho fraco por valor proporcionalmente tão alto?

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


oito − 2 =