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Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Apesar de as vendas de motocicletas em 2012 terem sofrido uma redução na casa dos 12% (segundo os números da Fenabrave – emplacamentos: 2011 – 1.940.533  /  2012 – 1.707.754),  a Suzuki Motos do Brasil tem muito o que comemorar.

ABERTURA 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga
Fotos: Edgar Rocha

Depois de um ano, onde foram criadas muitas expectativas com relação a lançamentos de modelos e resultou em algumas decepções com a moto Suzuki nova, ela conseguiu voltar ao terceiro lugar no ranking de vendas, posição que havia perdido ano passado.

Com uma gama bem ampla de produtos e participando praticamente de todos os segmentos de mercado, o seu modelo líder de vendas é a Suzuki Intruder 125, ocupa o 14º lugar (8.517 unidades) entre os modelos mais vendidos no país.

ABERTURA 125 Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Também em 2012, mais dois produtos da montadora e de mesma cilindrada, porém focados em mercados diferentes, estiveram no 16º e 17º lugar no ranking. O scooter Suzuki AN 125 Burgman (7.941 unidades) e a nossa velha conhecida, a resistente e robusta Suzuki 125 Yes (7.175 unidades emplacadas em 2012).

Talvez esteja aí, na briga para maior participação no mercado de baixa cilindrada, a resposta para o fato de a montadora ter lançado dois modelos bem semelhantes à Yes 125 no fim de agosto de 2012, a Suzuki GSR 125 e a Suzuki GSR 125S.

Se olharmos rapidamente, elas parecem trazer poucas diferenças com relação à consagrada Yes 125. Coloquei duas fotos abaixo, da Suzuki GSR 125 e da Suzuki 125 Yes e dá até para brincar do jogo dos sete erros.

Suzuki GSR 125

Suzuki GSR 125 Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Suzuki Yes 125

Suzuki Yes Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

O modelo Suzuki GSR 125 possui o mesmo guidão e painel da Suzuki GSR 150i, (analisada aqui em setembro de 2012) composto por dois displays digitais, (um para o hodômetro total e parcial e outro indicador de marcha), velocímetro, conta-giros e indicador de nível de combustível, todos analógicos e de fácil visualização e belo grafismo. Na verdade é uma Suzuki GSR 150i, sem injeção e com o motor 125, que faz muita diferença no comportamento da moto.

Painel Suzuki GSR 125

PAINEL 125 Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Já o modelo Suzuki GSR 125S conta com mais modificações, mas somente visuais, pois a mecânica das duas é exatamente a mesma. O que mais chama a atenção é carenagem envolvendo o farol, o spoiler sob o motor, a utilização de semi-guidão e um prático, e de excelente visualização, painel digital. Ele se destaca pelo grande conta-giros analógico e um display em LCD com velocímetro, nível de combustível, hodômetros total e parcial, além do marcador de marcha engatada. Faltou o relógio!

Painel Suzuki GSR 125S

PAINEL 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Ambas as motos têm as mesmas pequenas dimensões e o macio (até demais) assento está a apenas 73 cm do solo, deixando os mais altos com os joelhos muito dobrados. Os detalhes gerais da moto tiveram atenção especial, para que ambas ficassem com um acabamento superior às concorrentes.

TRASEIRA 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Entre muitos detalhes, podemos citar as rodas com desenho esportivo, amortecedores traseiros com reservatório de gás, porta objeto sob o banco, trava de capacete, bagageiro, piscas com lentes brancas, bocal de abastecimento fixo e articulado (estilo aeronáutico), sensor de embreagem (que impossibilita que a moto seja ligada com a marcha engatada) e pedaleiras do piloto retráteis.

DETALHE TRAS 125 Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Não houve economia na opção por detalhes cromados, como os espelhos retrovisores, a proteção do escapamento, a tampa do cabeçote do motor e os pesos balanceadores do guidão (para evitar que a vibração do motor incomode às mãos do piloto).

DETALHE MOTOR 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Investimento de um lado e economia do outro. As motos Suzuki GSR 125 e Suzuki 125S vêm equipadas com o velho e tradicional carburador. Chamado de carburador eletrônico, ele opera a vácuo é assistido por um sensor de abertura do acelerador. Não somente este sensor, mais um conjunto com outros instalados na Suzuki GSR, enviam as informações para que o ECU (central eletrônica de controle) calcule o tempo de ignição.

DETALHE TRAS 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

As  GSRs possuem motor de quatro tempos, OHC, monocilíndrico refrigerado a ar, com sistema de eixo balanceador secundário, que desenvolve 10,8 hp de potência máxima e 0,95 de torque. Apesar de aparentemente similares, ele é diferente do motor da Suzuki Yes, que desenvolve 12 hp e 1,14 kgf.m de torque e tem maior taxa de compressão e relação diâmetro X curso do pistão (Yes – 57,0 mm X 48,8mm – taxa de compressão 9,2:1  /  GSR – 57mm X 58.6mm – taxa de compressão 8,9:1).

PUNHO ESQUERDO Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Em ambas, na partida a frio, você não pode esquecer de acionar o afogador, situado no punho esquerdo, até que o motor atinja a temperatura ideal de trabalho. E não se esqueça de verificar se a torneira de combustível esta aberta! A marcha lenta é extremamente baixa e em determinadas situações no trânsito, nem se escuta o motor trabalhando.

Para acionar a partida elétrica, se faz necessário apertar a manete de embreagem, como forma de segurança, mas não existe um sensor que desligue o motor quando engatamos uma marcha com o descanso lateral aberto, o que acho bem mais interessante e seguro.

PUNHO DIREITO Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Outro ponto que não gostei foi o fato que os mais desavisados podem acabar circulando com o farol desligado, pois ela não vem com o sistema em que o farol está sempre acesso. O interruptor no punho direito permite a você desligar completamente ou apenas trafegar com a lanterna acesa.

Diferença de potência e torque na Suzuki GSR 125

Pode parecer pouco, mas esta diferença de potência e torque é sentida na condução dos modelos GSR. Uma curiosidade foi que a primeira moto a ser avaliada foi a Suzuki GSR 125S prata, que estava com apenas 600 km rodados e deixou uma má impressão quanto ao desempenho do motor, que parecia ter menos cilindrada que o indicado.

DETALHE FRENTE ESQ 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Imaginei que o motor não estava amaciado e muito preso. Já a Suzuki GSR 125 vermelha que tinha menos quilometragem ainda (300), parecia outra moto. As respostas, ainda lentas, mas bem mais satisfatórias do que a Suzuki GSR 125S. Fiquei pensando que pode ser uma questão de regulagem do “carburador eletrônico” e que muita gente deve estar andando por ai com a moto rendendo muito menos do que o normal.

Para se extrair o melhor das motos Suzuki GSR, você tem de andar com giro alto e suas marchas bem curtas (5), apesar de macias e precisas, acabam logo. Para tentar acompanhar o trânsito em uma via de 90 km/h tem-se de manter o motor girando perto do limite e volta e meia ela dava “falta”. Devido a isso também, em poucas oportunidades, você consegue fazê-la passar dos 100 km/h.

PERFIL 125 Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Os conjuntos de suspensão e freios são bem calibrados e dimensionados para os modelos e cumprem bem seu papel. Os freios a disco na dianteira e tambor na traseira oferecem boas frenagens que são feitas com progressividade, segurança e sem sustos.

O ponto forte fica por conta da suspensão traseira com regulagem e da dianteira bem acertada, que permite uma rodagem macia e equilibrada. Parte do crédito vai para os pneus Pirelli City Demon sem câmara, utilizados em ambas as versões.

TAMPA DP TANQUE Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

O tanque de 14 litros permite uma autonomia de cerca de 350km, graças a um consumo em torno dos 27 km/l, que poderia ser otimizado se os modelos usassem injeção.

Suzuki GSR 125 e 125S: Veredicto

Para uma circulação urbana, elas são bem aceitáveis, e cumprem bem o papel de moto de entrada na categoria 125, porém, seu preço fica inversamente proporcional a sua proposta. Para o consumidor que busca iniciar-se no segmento e tem como prioridade  um menor preço na hora de comprar a moto, terá de desembolsar R$ 5.990,00 pela Suzuki GSR 125, e se desejar um apelo mais esportivo e escolher a Suzuki GSR 125 S, gastará R$ 6.490,00.

Caso o consumidor queira fazer das Suzuki GSR uma utilização profissional, a fábrica dispõe para ambos os modelos a versão cargo, que suporta até 20 kg de carga.

PERFIL 125 S Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga

Os modelos são bem acabados e nelas você encontra itens pensados para o maior conforto do piloto (não citei ainda o cavalete central e o relampejador do farol alto) e para colocar as Suzuki GSRs em um patamar superior às suas concorrentes diretas. Ainda é cedo para estimativas, mas até a metade de 2013, saberemos se elas cumprirão seu papel de aumentar o “share” da Suzuki no Brasil no segmento e como afetará a vendas da veterana Suzuki 125 Yes.

Ficha Técnica:

Motor
Motor: 4 tempos, 1 cilindro, OHC, refrigeração a ar
Cilindradas: 125 cm³
Diâmetro X Curso: 57,0 x 58,6mm
Taxa de compressão: 8,9:1
Sistema de lubrificação: Cárter úmido
Sistema de Partida: Elétrica
Alimentação: Carburador
Tipo de ignição: Eletrônica
Potência máxima: 10,8 hp (métrico) a 9.000 rpm
Torque máximo: 0,95 kgf.m a 6.000 rpm

Transmissão
Transmissão: 5 Velocidades
Sistema de transmissão: Corrente

Suspensão e freio
Suspensão Dianteira – Telescópica de amortecimento hidráulico, mola helicoidal
Suspensão Traseira – Balança articulada, com amortecedores hidráulicos, mola helicoidal, com ajuste de pré-carga da mola
Freio Dianteiro: Disco
Freio Traseiro: Tambor

Peso e dimensão
Comprimento Total: 2.055 mm
Largura Total: 730 mm
Altura Total: 1.090 mm
Distancia Mínima entre Eixos: 1.270 mm
Distancia do Solo: 165 mm
Altura do Assento: 735 mm
Peso em ordem de marcha: 134 kg
Pneu Dianteiro: 80/80-18 M/C (42P), sem câmara
Pneu Traseiro: 90/90-18 M/C (57P), sem câmara
Tanque de Combustível: 14 litros
Óleo do Motor: 1,100 litros (com troca de filtro)

Nível de ruído
dB(A): 88
rpm: 4.750
Marcha Lenta: 1.500  ± 100

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Suzuki GSR 125 e 125S: Prontas para a briga, 5.0 out of 5 based on 7 ratings

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  1. joao paulo marcelino correa Responder

    Boa noite eu tenho uma yes 2006 ela esta com 650.000 km rodados ja fiz 4 vezes o motor dela resolvi compra uma gsr 125s faz um mes e meio que estou com ela e ela ja tem 7.000 km rodado e foi o melhor investimento que eu fiz ela atinge seus 115 km/h em um curto tempo estou muito satisfeito
    OBS: eu uso ela pra trabalho como moto boy e tb a passeios

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  2. fernando Responder

    Comprei uma GSR 125 ano 2012 modelo 2013 ela esta com 500km, agora começou a dar uma mancada quando chego a 100km horarios, levei na Susuki em Curitiba e me informaram que isso é normal, ou seja que este carburador a vacuo que ela usa faz isto mesmo, peço a gentileza de vocês me orientarem, pois nunca vi isto.

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  3. ivan Responder

    Parabéns Sr. Edgar.

    Parabéns pela FOTO…rsrs. Você tentou deixar a moto bonita a todo custo na primeira foto e quase conseguiu. Bela paisagem.

    Realmente não são produtos ruins, apenas defasados em relação as pequenas que lançam atualmente mundo afora.
    A propria Dafra Riva é um exemplo. É uma pequena bem atual, em design, painel e soluções.

    Há muitos e muitos anos eu já via esse tipo de suspensão gás nos catálogos de motos japonesas, isso não salva o modelo.
    Como também o logotipo Suzuki não salva essas motos.

    Mas deve ser como você falou, tentar frear o avanço das chinesas no norte do país. Não creio que consigam.

    Lamentável essas estratégias da Suzuki.
    Querem 50 yes no portfolio, e Inazuma que é bom nada.

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  4. Jefferson magno Responder

    Muita criatividade copiaram a carenagem da Dafra apache.

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  5. Junior Responder

    Olá walison a briga do nordeste esta bem acerada ele lançaram o Jegue 13/13 e a concorencia e muito grande o senhor tomaz criador de jegue esta vendedo mais que a suzuki com esse modelos 1930. e pra acabar mesmo viu por que não coloquar a GSRi 150 com o painel Top igual dessa carnisa carenada….e de Rir mesmo viu

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  6. Emmanuel Queiroz Responder

    Enquanto isso…
    Dafra está montando MV Agusta, isso mesmo, o mito italiano de 75 títulos mundias, incluindo 19 na categoria rainha (MOTOGP), né brinquedo não!
    Suzuki coitada, acorda pra vida!!!

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    • Emmanuel Queiroz Responder

      corrigindo* são 18 titulos na categoria principal.

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  7. nandujapa Responder

    Tadinha dela,meu irmao tem uma e qdo ele anda na minha factor ed ele quase chora,ciclistica horrivel,revenda medonha e comprar e casar..ate que a morte ou a loteria os separe….eles se perderam no tempo,no japao qdo vc pergunta a um japones qual a melhor moto fabricada la eles dizem que e a suzuki,mais esses modelos sao 100% china e deveriam custar uns 4500 no maximo.

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  8. walison Responder

    A suzuki está MUITA atrasada, tem tecnologia e grana pra investir, mas não faz muita coisa. Eu acho ridiculo essas tentativas de ficar maquiando a yes e dizendo que e outra moto. A dona SUZUKI

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    • Edgar Responder

      Olá Walison,
      Obrigado por seu comentário.
      Temos de tentar entender a estratégia de mercado de cada montadora.
      Talvez estes produtos recém lançados, sejam para brigar com modelos importados da China que estão tomando o mercado no Nordeste. Em algumas cidades do Nordeste os modelos de entrada da Suzuki ficam bem longe das primeiras posições de venda, perdendo de marcas chinesas sem expressão e totalmente desconhecidas aqui no Sudeste. Evento localizados que são combatidos pontualmente.
      Abraços
      Edgar

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  9. Mac33 Responder

    Não compro mais produto da SUZUKI…estão parados no tempo!!!

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  10. Robson Responder

    O tipo de moto que a Jtoledo devia trazer para o Brasil seria , por exemplo, a dr125m. Ela tem o mesmo motor da yes.
    Esses modelos são simplesmente mais do mesmo. Não acrescentam nada, simplesmente nada, nada vezes nada.
    http://www.suzuki-gb.co.uk/bike/dr125smsml0/

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    • Edgar Responder

      Olá Robson,
      Obrigado por sua participação.
      Existem vários modelos que, não só a Suzuki, mas outras montadoras poderiam trazer para o Brasil e não o fazem.
      Ela não tem nenhum modelo na faixa das 250cc e nada abaixo das 650cc na linha trail e no meu ponto de vista isso faz falta em sua linha de prosutos aqui no Brasil.
      Abraços
      Edgar

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    • ivan Responder

      Imagine a DR125SM por 6 mil reais, seria uma destruidora de xtz 125 e a incrível Bros com freio TAMBOR.

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