Sua vida anda monótona? Vá pilotar a nova Honda CB 600F Hornet 2012

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Honda CB 600F Hornet 2012

Ou continue sentado depois de ler esta matéria.

Harmonia no ideograma japonês

Texto: André Garcia / Fotos: Gustavo Epifânio

Se pudesse numa única palavra ou símbolo definir a CB 600F Hornet certamente seria HARMONIA.

Se a segunda geração da Hornet no Brasil (4ª geração na Europa) não conseguiu unanimidade, o modelo 2012 vai dar muito o que falar.

A Hornet continua bem acertada com suas suspensões, chassi em liga de alumínio e motor derivado da CBR 600 RR.  Continua bem acertada e instigante. É quase impossível se comportar com essa moto, salvo quando lembro que 20 pontos na carteira de habilitação causam um grande transtorno.

Diferentemente da moto comercializada na Europa, a  Honda Brasil preferiu manter a suspensão dianteira da Hornet sem opção de regulagem, o que concordo, já que mantém de fábrica o bom acerto da engenharia e evita dores de cabeça, já que sabemos que uma pequena mudança pode tirar o que se tem de melhor da máquina: a eficiência do conjunto. A rede de concessionárias também agradeçe. Infelizmente, o Brasil não tem as boas ruas e estradas pavimentadas do velho continente. Na traseira manteve-se a possibilidade de ajustar a pré-carga da mola em 7 (sete)  regulagens.

Falando em traseira, ela ficou mais afiliada, ganhou LED na laterna e ficou mais bonita e harmônica com o conjunto. Agora, tudo fica integrado ao banco, inclusive a alça do garupa.

Traseira

A dianteira lembra e muito sua irmã CB 1000R, com o belo painel digital  totalmente integrado, sem aquela “coisa estranha” saltada como acontecia no modelo anterior.

Ah! O painel! Podia utilizar a matéria toda para falar só nele, mas vou pincelar alguns detalhes e fica para o leitor a curiosidade de ver in loco como não só ficou lindo e funcional, mas divertido. Cuidado para não perder o foco na pilotagem e causar um acidente.

Painel

Eu sempre tive, como continuo tendo minhas reticências com conta-giros digital. Acho o analógico mais funcional para se fazer a leitura, especialmente quando se está em alta velocidade.

Neste novo painel, quanto mais claro o dia melhor é a sua leitura, pude constatar que numa “batida de olho” se sabe qual a rotação da máquina. Durante a noite, a leitura do painel continua perfeita e a iluminação ficou muito legal. Só em zonas de sombra, durante o dia, é que surge uma maior dificuldade para se ler o conta-giros. Você consegue ver a marca da rotação e só saberá qual número se já estiver bem familiarizado com o instrumento.

Utilizando display em LCD, conta com velocímetro, indicador do nível de combustível, conta-giros, temperatura do líquido de arrefecimento, relógio, leitura do hodômetro total e parcial e computador de bordo (consumo instantâneo e médio em km/litro e range em litros/100km), além de luzes indicadoras de direção, neutro, farol alto, injeção eletrônica, pressão do óleo, H.I.S.S. (Honda Ignition Security System) e sistema de freios C-ABS se o modelo tiver este item. Na minha opinião faltou o marcador de marcha, que tornaria tudo quase perfeito.

Todas essas informações possibilitam ao piloto interagir mais com a máquina, o que eu, particularmente, adoro. Optando pelo consumo instantâneo, por exemplo, o piloto pode obter a informação do quanto o motor está bebendo de gasolina. Durante uma condução “light” em 6ª marcha, cerca de 2000/2500 rpm a 50 Km/h, o painel indicava  29,8 km/l enquanto  numa pilotagem mais nervosa  o consumo instantâneo caiu para 10 km/l.

O computador de bordo mostrou boa precisão  já que no abastecimento mostrava consumo médio na marca de 16 km/l enquanto, nas minhas anotações, cheguei a 15,5 km/l. Falando ainda da dianteira, o novo farol agora com LED de posição manteve a excelente iluminação à noite e, durante o dia, auxilia os motoristas a notarem o motociclista.

A Hornet beira a perfeição, não pelo motor que falta torque em baixa rotação, já que não considero isso um problema, gosto de cambiar e é característica de um motor com DNA esportivo, mas a “cereja do bolo” seria uma maior preocupação da Honda com pequenos detalhes como dos piscas na dianteira e traseira que destoaram do conjunto: poderiam ser menores, mais afilados e porque não já adotar  LED. Na minha Hornet,  me desagradaria muito gastar um pouco mais para resolver o que poderia vir de fábrica, já que não sou adepto a customização.

Na ficha técnica, a Hornet ganhou 15 kg de peso, todavia, tanto pilotando como durante manobras a baixa velocidade, sinceramente não notei qualquer alteração.

Seguro e peças de reposição

Durante a coletiva de imprensa a Honda informou que lançará um pacote que envolve seguro mais barato e peças de reposição com preço mais acessível, mas sem maiores detalhes por enquanto.

Mercado

Com a saída da Yamaha FZ6, a Honda nada de braçadas no mercado,  já que suas únicas concorrentes agora são a Kawasaki Z750 e BMW F800R. Na minha opinão, sua concorrente direta é a Z750 apesar da arquitetura mais modesta em termos de freios, suspensões e chassi. A F800R é opção, mas é bi-cilindrica e cai no dilema levantando no vídeo-teste.

Na Europa, suas concorrentes diretas são Yamaha FZ8 (sucessora da FZ6), Suzuki GSR 600 e GSR 750 e Kawasaki Z750 R.

Tanto aqui como no Velho Continente,  motos como Yamaha XJ6, Kawasaki ER-6, Suzuki Bandit 650N e suas irmãs S e GSX-F, estão numa categoria que considero de entrada e que não competem com a Hornet, aliás, não tem comparação.

História da Hornet

Foto: divulgação Honda

Nascida em 1998 no Japão a Hornet cuja tradução do inglês significa “Vespa ou Vespão”, recebeu essa denominação dado sua traseira elevada e gorducha.

Na Europa não foi considerada simplesmente uma naked, mas uma “streetfighter”. “Streetfighter”  ou brigadora de rua eram aquelas motos esportivas que apostavam corrida dentro da cidade, tinham suas carenagens retiradas para menos prejuízo em caso de queda.

Foto: divulgação Honda

O modelo que inaugurou a 1ª geração no Brasil, em 2004, na realidade já era a 2ª geração na Europa, com motor derivado da CBR 600F. Só em 2008 a 4ª geração da Hornet na Europa desembarcou no Brasil como 2ª geração, completamente alterada com motor derivado da CBR 600RR.

Foto: divulgação Honda

E a 3ª geração no Brasil que sofre pequenas, mas importantes alterações:

Foto: Gustavo Epifânio

 

André Garcia utilizou jaqueta da TACNA, calça jeans com proteção da HLX, capacete Shark RSX, luvas de couro Sepang  SBK e botas modelo Ridge da Alpinestars

6 COMENTÁRIOS

  1. se a z750r vinher mesmo pro brasil …. ja era , vao ter q fazer utra moto ….. tem coisas q essa nova hornet brasileira nao tem como as ja lançadas no sterior,, se liga hondeiros vocs semple foram vitimas dessa honda nacional ..

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