Vídeo-Reportagem: Entenda como é feita a revisão de uma motocicleta

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Por André Garcia // cinegrafista: Marcos Brasil

Adquirida 0Km em setembro de 2009, nesses 2 anos e 3 meses percorri 41 mil quilômetros.

Sempre mantive a revisão em dia e segui todas as orientações no manual do proprietário fornecido pelo fabricante.

Infelizmente, me deparo no dia a dia com consumidores, colegas, amigos motociclistas que conquistam o grande sonho, mas esquecem o elementar: fazer manutenção preventiva.

Como verão no vídeo, até a simples troca de óleo, algo essencial para o bom funcionamento do motor, passa desapercebido e não tarda muito para o próprio usuário colher frustrações e falar mal da marca.

Ler o manual de uma motocicleta é como descobrir os segredos da namorada(o), já que é ali que você saberá como tratar e lidar com sua grande companheira(o).

Parece redundante, mas é no manual que consta advertência que pode evitar um acidente, como na página 6-30 que trata sobre pressão dos pneus em condução em alta velocidade, ou seja, obrigatoriamente dianteiro com 33psi e traseiro com 36 psi, quando nessa moto em condições normais com piloto mais garupa pode ser utilizado 36 psi no dianteiro e 42 psi no traseiro.

O individuo vai para um track day, coloca 36/42 sofre um acidente e de quem é a culpa?

E por que troquei a relação?

Porque a moto passou a vibrar e durante a pilotagem eu passe a sentir um efeito que denomino “andando a cavalo”. Imagine-se cavalgando e a rédea do cavalo indo e vindo. Essa é a sensação da corrente ovalizada. Detalhe: segundo o mecânico apesar da corrente ovalizada, seria possível sua regulagem por mais 9 mil km. Mas minha sensibilidade não aguentaria todo esse tempo.

Para não ficar voltando a concessionária, mesmo os pneus com vida de mais uns 1000Km e as pastilhas ainda dentro dos parâmetros exigidos pelo fabricante, mas próximo a troca, optei por fazer o serviço completo e deixar a moto em estado de 0km novamente!

Portanto, minha intenção aqui foi mostrar que a simples troca de uma relação e pastilhas dos freios dianteiro e traseiro, não só torna a moto mais segura, como melhora seu rendimento, a performance, algo que o piloto muitas vezes não percebe a perda.

Espero que gostem e aqui termina minha jornada no Best Riders.

Nos vemos na estrada!

Os números pós revisão são impressionantes, se na frenagem 2 metros não parece ser muita coisa, apesar que entendo que tal medida pode lhe tirar de um acidente, no dinamômetro ficou provado que o motor girou menos e ofereceu mais:

a 9.675 RPM o motor atingiu o pico de torque a 6,27 Kgf.m ante os 5,29Kgf.m a 9800RPM e de 85,55 cv de potência a 11.300 RPM ante os 80.66 cv a 11.450 RPM. Errata: no vídeo falo em 2 cv, mas foram quase 5 cv de diferença.

O que me chamou atenção foi comprovar que a alteração do mapeamento de injeção eletrônica que vem de fábrica com C1 – 0 e C2 -0, quando alterado para C1 – 12 e C2 – 8, ou seja, enriquece a mistura de gasolina, números que proprietários da FZ6 e Fazer 600  juram de pés juntos que a moto fica mais esperta, infelizmente no dinamômetro o desempenho caiu cerca de 2 cv no pico de potência e quase 1 kgf.m no pico de torque.

Conversando com o piloto italiano Sebastiano Zerbo que correu as 500 Milhas de Interlagos pela Perfect Motors, este me confessou ter uma FZ6 na Itália e o que a deixou mais esperta em baixas e médias rotações, foi, simplesmente, trocar a coroa de 46(original) para 45.

Zerbo afirmou que a condução na cidade ficou mais prazerosa, não necessitando tantas trocar de marcha, como acontece com a FZ6 na configuração original, onde o motor tem certa preguiça para encher até os 6000RPM.

Vou fazer essa substituição, mas essa será outra história.

Agradeço imensamente ao Santo Feltrin, Macabeu, Tyson  e toda equipe da Feltrin Motos; Carlos Henrique Ludman, Geovanni e toda equipe da Perfect Motors que colaboram com a revisão dessa moto.

5 COMENTÁRIOS

    • Não Renato! É a corrente mesmo que ovaliza. O que acontece na coroa são os desgastes dos dentes. Mas no caso da FZ6 isso não chegou acontecer, porque sempre estava bem lubrificado. Mas foi trocado tudo: coroa, pinhão, corrente e as 6 buchas que vão no cubo da roda anexo a coroa. Inclusive dá para notar nitidamente comparando a corrente velha com a nova.
      grande abraço e obrigado.

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