Qual modelo street comprar?

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O mercado das City 125/150 é o mais concorrido do Brasil. São vendidas cerca de 60 mil unidades todos os meses. O “monopólio” da Honda é evidente com três modelos na liderança (Fan 125, Fan 150 e Titan 150). Bem atrás vem a Yamaha YBR. Esse mérito da Honda não é apenas pela qualidade dos seus produtos, mas sim, pela variedade de opções e investimento em tecnologia dos motores Flex. Sem dúvida, a chegada da Dafra Riva 150 começou a dar mais opções para o consumidor. Mas a Yamaha precisa acordar com a sua YBR para poder ganhar mais espaço.

Para essa avaliação, confrontamos as principais concorrentes do mercado, em que notamos que a Honda tem os preços mais altos, apesar da moto não ser excelente. A vantagem da Honda é que os modelos, apesar de simples, são funcionais e tudo funciona bem, enquanto nas demais, sempre há um ponto evidente a ser melhorado. Contudo, a simplicidade extrema incomoda muita gente e vale a pena conferir os demais modelos antes de fechar o negócio. Yamaha Factor é bem acabada, confortável, mas peca pela motorização fraca e câmbio um tanto duro. A Kasinski tem um bom produto, mas precisa melhorar alguns pontos de ciclística para ficar ao nível das demais. A Dafra Riva tem um preço ótimo e um comportamento muito parecido ao das japonesas e revelou-se uma ótima escolha. E você, qual gostou mais?

Honda 150 FAN ESi:

A Fan sempre foi reconhecida por ser a moto de entrada da marca (exceto Pop 100 e Biz que são cub) e é vista aos milhares nas ruas de qualquer região do país. Na verdade, o modelo de entrada é a FAN 125, ainda carburada. Mas para a nossa análise selecionamos a 150 ESi, por contar com um motor Flex, partida elétrica e freio dianteiro a disco. O modelo 125 não possui nem partida elétrica e nem freio a disco. Com mais de 30 anos de evolução, a Fan é bem agradável de pilotar, pois possui um conjunto mais do que melhorado e aprovado pelos motociclistas. Contudo, é básica demais em seu conceito, com acabamentos simples e sem nenhum item de luxo ou conforto.

A motorização é o ponto forte deste modelo, superando todas as demais marcas com uma potência acima da média, muita suavidade e, principalmente, por ser injetado e ter a tecnologia bicombustível. O câmbio, como é característico da marca, é extremamente suave e preciso, da mesma forma que os demais comandos de acionamento, como o acelerador, freio e embreagem. O banco e as suspensões são duros, mas robustos e o freio dianteiro a disco funciona bem. Apesar de ser uma moto imponente, sentimos falta de capricho, de acabamentos mais refinados e itens que dão mais prazer ao pilotar. Ela é como se fosse um Fiat Mille Flex básico. Os preço de tabela (o mesmo encontrado no mercado) de R$ 6.380,00 vai contra a simplicidade do modelo. Mas ela ainda é um sucesso devido à tranquilidade do público em relação à baixa manutenção.

Veja o nosso Teste do Mês com a Honda Fan.

Honda CG Titan EX:

A Titan EX é a “top de linha” das CGs. O modelo que conta com rodas de liga-leve e um acabamento mais refinado, claramente visto no farol dianteiro com carenagem. De qualquer forma, não foge muito a regra em relação à Fan quanto ao número de equipamentos. Na verdade, a estratégia da Honda nos últimos anos foi deixar a Fan 150 mais “completa” para a maior parte dos clientes, tornando a EX um modelo com a relação custo-benefício ruim para um público mais seleto. Na prática, elas não são muito diferentes, apesar da Titan parecer mais confortável e dar maior prazer na pilotagem. Os preços de mercado e de tabela são de R$ 7.480,00.

Yamaha YBR 125 ED:

Um modelo que tem a sua fama merecida, mas que poderia vender muito mais. A Yamaha tem um acabamento bem esmerado e um design bem atraente, tornando-se uma opção muito válida em relação aos modelos da Honda. Apesar de ser bem acabada e possuir freios a disco e rodas de liga-leve (versão ED), alguns pontos incomodam. O primeiro deles, que vem sendo arrastado desde o lançamento em 1998, é o câmbio um tanto duro e impreciso nos engates. Além disso, o motor 125 carburado só perdeu potência ao longo dos anos pela legislação de poluentes e torna o modelo bem apático para o dia a dia.

 

A vantagem desse motor é a sua robustez indiscutível e um sistema antivibração que o torna supersilencioso e liso. A posição de pilotagem é bem confortável, em que o piloto vai sentado “dentro da moto”, e as suspensões possuem um excelente compromisso entre conforto e estabilidade. O freio dianteiro a disco com apenas uma pinça é bom, mas poderia ser melhor. O preço de R$ 6.920,00.

Dafra Riva 150:

Esse modelo de entrada da Dafra vem aos poucos substituindo o legado “nublado” que a versão Sport deixou. Bem mais acertada e adequada, esse modelo da Haojue vem conseguindo ótimos resultados no concorrido segmento. Esteticamente é muito bem resolvida e acabada, com exceção da traseira um tanto apagada, e conta com inúmeros acessórios como rodas de liga-leve, freio a disco, carenagem de farol, conta-giros, etc.

Na prática, é um modelo bastante ágil e adequado para o dia a dia, com suspensões progressivas e freios eficientes. Uma injeção eletrônica cairia bem para dar um comportamento mais linear para o motor. A boa notícia é o preço de R$ 4.990,00, inferior à maioria dos modelos, apesar de contar com um conjunto digno de nota.

Confira o teste de Impressões feito com a Next.

Kasinski Comet 150:

A Kasinski Comet 150 já está há um bom tempo no mercado, mas ainda é pouco vista na rua. Ela até apresenta números expressivos de vendas, mas a ‘multidão’ Honda e Yamaha ofuscam qualquer oponente. Dona de um belo design, a Comet é bem completa com rodas de liga-leve, partida elétrica, bagageiro e freio a disco. Em movimento ela é bem honesta, com boas respostas do motor, mas aquém das concorrentes de 150 cilindradas.

O câmbio é preciso e curto, pois nas rodovias andamos dentro da faixa vermelha. Se por um lado isso favorece nas retomadas, aumenta o ruído e as vibrações em rodovias. A ciclística tem alguns pontos que poderiam ser melhorados, como a suspensão dianteira um tanto macia e os pneus chineses que não transmitem muita confiança. Bom mesmo é o preço de R$ 5.390,00 que está bem abaixo das concorrentes japonesas.

Leia o teste de Impressões feito com a Comet 150.

21 COMENTÁRIOS

  1. Cara, fui ver uma HOnda FAN ESDI 2015 e uma Yamaha Fazer 150. A honda dá 3 anos de garantia a Yamaha 1. Sem comentários..Se não dão garantia é porque não confiam no produto….

  2. Olha tenho uma factor 10/11 e acho uma moto ótima, já tive outra yamaha uma ed 125 02/02 e rodei com ela mais de 130.000 Km!! Isso mesmo 130 mil e só abri o motor uma vez para revisar, uma verdadeira guerreira!! A Yamaha deveria investir mais nas suas 125 e em informação aos consumidores, pois não deixa nada a desejar para quem quer uma moto leve, de baixa manutenção, baixo consumo e para ser utilizada principalmente como ferramenta de trabalho.

  3. Sinceramente, a Honda jah foi seu tempo, de 2009 pra k ela tah deixando a desejar… minha ultima moto antes da atual (Fazer 12/13, excelente, melhor q cb 300) foi uma cg 150 Sport 2006, da categoria, a melhor, nunca tive problemas com ela, excelente ciclista!!! Pena tive q desembolsar bem mais pra comprar uma Sport, e as concorrentes estão aih pra dizer sim q são melhores q as atuais 125 e 150 da Honda, q na minha opnião eh como disseram acima, eh igual a VW, soh pq vendem bastante, não qr dizer q eh a melhor não!!!

  4. que materia mais tendenciosa, tenho uma factor e a primeira coisa que percebi foi que seu cambio e muito mais macio e preciso que outra moto que tinha, e continua assim a te hoje.
    Em questao de resistencia e durabilidade , motos como as da yamaha e suzuki
    nao deixam a desejam em nada para honda, conheço pessoas que tem yamaha e suzuki e suas motos ja passaram dos 100 mil rodados e continuam andando muito bem.
    enquanto pessoas e sites como estes continuarem puxando saco da honda ainda teremos que pagar 8 mil reais numa cg

  5. Site comprado é foda.
    É a mesma coisa com a Volkswagen, os carros são uma bosta mais as revistas compradas continuam falando bem!!!!Povinho burro que compra Honda.

  6. sinto muito mas tenho uma factor ed e não “sinto” isso que disseram da moto. que o engate é duro e o freio é + ou -. já tive uma 150 sport que foi , na minha opinião a melhor 150. 125 confortavel e não vibra em pista irregular é a factor, na minha opinião como “usuario”.

  7. Comprei uma fan 150 esi e rodei 80 mil km em 2 anos,hj tenho uma factor ed serie black.A fan e uma exelente moto,economica tem 2cv a mais e nao da manutençao,o problema e que e alvo constante de ladroes por vender muito.Se vc tem uma e ainda nao colocou alarme vai la fora e ve se ela ainda esta la…rs,a factor e muito mais confortavel,mais bonita com uma ciclistica exelente.Pra quem anda muito de moto sem duvida vai ter prazer em pilotar a factor,qdo a yamaha acordar pra vida e trazer a fzs 150 injetada com monoshoque que e vendida na india por menos de 3 mil reais ai a honda pira.

  8. Por que tanto puxa saquismo da Honda? Qual é o medo? Perder patrocínio ou motos para testar? Saibam que existe muitas outras marcas no Brasil e que vocês já tem autonomia suficiente para EXPLICITAR todos os fatos, ao invés de omitirem metade das coisas.
    Podem ter certeza de que se a Honda não der motos para testar, vocês poderão escrever no próprio site e assim todos nós, leitores, apoiaremos. No entanto, vocês podem comprar os modelos deles como cidadãos comum e testa-los a vontade.

    No mais, algumas coisas, obviamente, chamaram-me atenção. Farei por partes:

    – Segundo parágrafo: “ A vantagem da Honda,[…] tudo funciona bem, enquanto nas demais, sempre há um ponto evidente a ser melhorado.”
    Esqueceram de mencionar que todo mecânico reclama que seu motor não passa de 60.000km sem fazer o motor. Ou do próprio sistema “flex” que não funciona perfeitamente por causa da baixa taxa de compressão, sendo que TODO ENGENHEIRO alega que a taxa de compressão deveria ser maior, pelo menos 10,5:1;

    – Que tal falarmos do funcionamento da suspensão das CG? Tem curso longo, mas é seca na absorção de impacto, logo, não é tudo que funciona bem;

    – Quadro de ficha técnica: Ali fala sobre o chassi das CG serem do tipo diamond, mas não falaram que o chassi de toda CG é de chapas de aço, coisa inaceitável pelo preço que cobram. Até a Biz tem chassi tubular. E por que não falaram que o chassi da YBR é, além de diamond, feito em tubos de aço?;

    – Criticaram a YBR por ter câmbio duro desde quando foi lançada, em 1998. Como se ela foi lançada em 2000? Ok, o câmbio é duro e é característica da Yamaha;

    – Todos sabemos que o motor da YBR, claro que há variações para Honda e para Yamaha, são bem parecidos em termos de desempenho! Já que falaram que o motor é apático, algo contraditório, pois todos elogiam seu torque em baixa rotação, por que não falaram do consumo dela onde muitos consegue passar facilmente dos 40 km/litro mesmo sendo carburada?;

    – Já que mencionaram o fato da CG ser pelada em termos de equipamentos, por que não exaltaram os equipamentos das outras motocicletas? Por que não comentaram do belo painel completo da Comet 150? Ou por que não comentaram dos piscas emborrachados e flexíveis da Yamaha?

    Bom, acho que perceberam que a maioria dos leitores do site não são alienados e são bem informados quanto as motocicletas. Sugiro mais cuidado nas matérias e serem mais imparciais, pois estamos atentos e não admitimos puxa saquismo. Estamos cansados da mesma superficialidade que vem desde as revistas mais vendidas no país.

  9. É realmente a Honda monopoliza o mercado. Talvez isso mude quando a imprensa “especializada” para de puxa o saco da marca. Tudo o que a honda lança é bom. Não importa se não tem durabilidade, conforto, tecnologia.
    E sempre essa mesma história de que as marchas da Yamaha é pesada e freios são ruins. Se não conseguem achar pontos fracos, (por mais que procurem) falem bem. Talvez assim o monopólio mude.
    Porque não falam das pedaleiras traseira da CG que são fixadas na balança traseira e transmitem toda a vibração para o carona, ou ainda daquela argola que serve de guia para os cabos de freio e velocímetro, que ta sempre quebrada.
    Mas não compença, não é! É preferível continuar onde da mais audiência.
    Infelizmente quem acaba pagando por isso é o consumidor “ingenuo”, que toma sua decisão com base em opiniões formadas a anos. “Sempre foi assim, porque mudar? Não é?”.
    Acorda povo, não é porque vende mais, que vai ser melhor.

  10. Bah pessoal, um toque para voces do site, sempre que se lê uma matéria de tempo em tempo o site atualiza e o que acontece, volta para o topo da página e o josé que está lendo tem que rolar até o ponto que estava! Se estou errado alguém me ajude abraço!

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