Pronto para viajar? A Kawasaki Versys Tourer está pronta, te esperando!

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Basta colocar a tralha em suas malas e pegar a estrada!


Texto: André Garcia Fotos: Marcos Brasil

Não é de hoje que, ditando tendências, a Kawasaki vem assumindo um papel interessante no mercado mundial. Foi assim com a Z750, fazendo as concorrentes subirem a cilindrada de suas nakeds de média cilindrada, é assim desde 2006 com a Versys, uma big trail de média cilindrada que não gosta de terra.

De todas as big trail vendidas no mercado, quer seja de média ou de alta cilindrada, são raros os proprietários que colocam essas máquinas na terra ou no rípio.

Versão vem completa para viajar!

No entanto, as vendas de motocicletas do estilo trail têm crescido ano a ano, já que oferecem uma posição mais ereta, confortáveis suspensões de longo curso e a possibilidade de colocar top case e malas laterais sem deixar a máquina feia, já que esses acessórios acabam combinando com o estilo dessas motos.

Olhando esse nicho de mercado a Kawasaki adaptou a Versys, uma típica trail citadina, para viagens, denominando-a Tourer (turismo), mas só com as malas laterais. Há ainda na Europa, outra versão, a City, com o top case, vulgo baú.

Com a mesma base mecânica de suas irmãs ER-6 e Ninja 650 R, a Tourer teve o motor amansado para 64 cv de potência a 8 000 rpm e 6,2 Kfgm de torque a 6 800 rpm, ante os 72,1 cv a  e 6,7 Kgfm das “manas”.

O painel completo oferece boa e rápida leitura. O banco bipartido é confortável para piloto e garupa.

O objetivo dessa alteração é proporcionar um motor mais elástico, com uma curva de potência mais plana  e torque abundante já em baixas rotações, o que deixa as respostas mais suaves e acaba evitando assim muitas trocas de marchas.

A Tourer está pronta para quem quer viajar sozinho ou acompanhado, já que em cada mala é possível armazenar até 10 kg, entretanto, com elas instaladas, todo cuidado é pouco  no tráfego urbano, já que a referência do piloto é a frente da moto e as malas a tornam mais larga, não sendo possível trafegar em corredores estreitos.

A bolha cumpre bem sua função e o tanque já vem com protetor.

O banco é confortável para piloto e garupa e a posição de pilotagem é adequada, mantendo-nos em uma postura bem ereta, pés bem posicionados nas pedaleiras e braços relaxados no largo guidão. Os botões são intuitivos e bem acabados e o belo painel oferece uma leitura rápida, como se deve ser em qualquer moto, com conta-giros analógico e uma tela em LCD com hodômetro total e parcial, relógio e marcador de combustível.

O pára-brisa cumpre bem sua função, desviando bem o vento para acima do capacete e assim mantendo a viseira limpa de insetos. As mãos também ficam protegidas com o protetor de série na cor da moto. À noite a iluminação por leds do painel é bonita e o farol oferece ótima iluminação, leds também são utilizados na lanterna traseira.

Botões de comandos são intuitivo, de bom acabamento, protetor vem de série.

O que achei muito interessante na Versys Tourer é a ampla possibilidade de acerto da suspensão. Atrás, são 13 níveis de ajuste no amortecimento e 7 níveis de retorno de pré-carga da mola. Na dianteira também podemos ajustar compressão e pré-carga da mola, sendo assim possível deixá-la mais confortável (com uma trail) ou mais esportiva (como uma naked). Mas é necessário sensibilidade e aprender a fazer os ajustes.

Como faz curva! Se o piloto adorar estradas sinuosas, o casamento é perfeito e o limite são os pneus. Não é exagero afirmar que faz, realmente, curva como uma naked, já que suas rodas de liga-leve são de 17 polegadas calçadas com pneus esportivos de 120/70 na dianteira e 160/60 na traseira, chassi em aço com boa rigidez, massa centralizada com o escape curto e abaixo do motor.

Boa de curva!

Com essas características, nítida e honestamente, a Versys Tourer não é moto para pegar estrada de terra ou rípio apesar de contar com boa distância do solo (180 mm), o escapamento e as rodas de liga-leve com pneus esportivos limitam e muito qualquer aventura que seja fora do asfalto. Sem as malas, a Tourer volta às origens e se torna uma máquina ágil no trânsito passando fácil pelos corredores, mas sofre com os buracos como qualquer moto com rodas e pneus esportivos, menos é verdade, dado o maior curso das suspensões, que contam com 150 mm na dianteira e 145 mm na traseira.

Pronta para o final de semana! Pronta para o dia a dia!
Freios são excelentes! Disco em formato de pétala remete a esportividade que na prática não nega.

Para parar a máquina, há um disco duplo de 300 mm em forma de pétala na dianteira com pistões duplos e na traseira disco simples de 220 mm, também em formato de pétala com pistão simples com ABS, como no modelo testado, aliás o ABS é um investimento mais que recomendado. Lembre-se que segurança não é gasto!

A Tourer pode ser classificada como uma moto 2 em 1, ou seja, é possível com uma única motocicleta, uma utilização durante a semana sem as malas e viajar no final de semana sem a preocupação de não ter onde alojar o necessário para um passeio curto ou longo.

E ai? Vamos viajar?

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Outro problema é que muitas marcas possuem apenas uma concessionaria em cidades como em P. Alegre por exemplo, e não há como barganhar, você tem que morrer ali mesmo, além de não inspirar muita confiança. Existem ainda marcas que mudam constantemente de concessionárias ( pior ainda ).

    Já sobre a Tourer, achei muito afastadas as malas, sem necessidade na minha visão. Cabem capacetes em seu interior ? Os protetores de mãos são mal acabados, aparecendo parafusos. as da BMW me parecem bem melhores. O parabrisa poderia ser transparente em vez de fumê. Não prejudica à noite ou com neblina ?

  2. Concordo plenamente com o amigo. Falta a qualquer um dos vários sites que fazem teste, maiores informações sobre o pós-venda. Ninguém vai querer gastar tanto dinheiro numa moto para depois descobrir que ainda vai ter que continuar gastando muito. Preços de peças e manutenção são fundamentais na hora da escolha.

  3. Boa matéria, mas como todas as máterias relacionada a motocicleta, isto sem excessão, perdão, esta tem uma a ¨CESTA DE PEÇA¨, não vem falando nada sobre as manutenções preventivas na garantia, por exemplo: de quanto em quanto(KM) e preços. Falo isso, já que estou avaliando qual moto comprar(e versys e uma que estou muito interessado), porque já eliminei a BMW G 650 GS devido ao alto custo de manutenção, inclusive anuciado(a duas semanas atrás depois retirado) no prórpio site.(1000 Km R$ +/- 180,00 – normal, 10000 R$ +/- 570,00 – alto, 20000 RS +/- 850,00 – um absurdo), como também as motos da honda(transalp) e suzuki(Vstrom), que temos que fazer revisões de 3000 em 3000 km (pelo menos foi a informação que tive na concessionária). Hora fico só com a XT(Já tive uma é EXCELENTE, mas extremamente visada por ladrões), Tenere(ídem) e a versys(Que esta chegando aqui na terra dos marechais) ou eu mudo de estilo. Resumindo lembre-se, best riders, de fazer esta pesquisa, aí sim a matéria será ÓTIMA.

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