Ponto e Contraponto: Suzuki GSR 125 S

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suzuki gsr 125 s

Ponto: Suzuki GSR 125 S

Por: J. Dionysio

suzuki gsr 125 s

Fotos: J. Dionysio

Ponto e Contraponto: Suzuki GSR 125 S

Temos nas mãos uma moto com pouco mais de 10 CV, e características de uma moto urbana, para lazer e trabalho, porém pouco indicada para viagens e estrada. Uma bela moto, belo design, com “agrados” encontrados em poucos  modelos desta categoria.

Muitos detalhes cromados dão um toque de requinte, como retrovisores (com boas regulagens), cabeçote e protetor do escape. A tampa do tanque (14 litros, excelente autonomia) é fixada e articulada, gostei bastante, evita muitos contratempos.

Porta objetos sob o banco, bem como a caixa de ferramentas logo abaixo da lateral que esconde a bateria. O semi-guidão (como define o fabricante) é um detalhe que me chamou a atenção, por ser incomum em modelos desta categoria, pode oferecer mais conforto. Pneus 90/90-18 M/C (57P) na traseira e  80/80-18 M/C (42P) na dianteira, ambos sem câmara e rodas de liga, detalhe que realço, importante para a segurança do piloto.

Acompanhando o perfil elegante, destaco o painel, com informações importantes: contagiros analógico e no painel de cristal líquido, velocímetro, odometros total e parcial, marcador de combustível (ausente até em algumas motos de médio porte) e marcador de marcha engatada.

Suzuki GSR 125 S

Lampejador na manete esquerda, muito útil. Muito positivo o sensor de marcha engatada que evita acionar a partida com a moto engatada, o que parece ser uma característica da marca.

Pedaleiras do passageiro em alumínio e fixadas ao chassis: conforto para o passageiro, além de bonitas e bem acabadas. Freios a disco, item importantíssimo que considero, deveria ser obrigatório em todas as motos. Câmbio preciso e eficiente, como em outros modelos, testados da marca.

Amortecedores a gás na traseira propiciam uma regulagem adequada e personalizada para cada piloto. A carenagem na base do motor dá um toque a mais em suas linhas, finalizando minhas considerações positivas deste belo modelo de entrada da linha Suzuki.

Contraponto: Suzuki GSR 125 S

Por Edgar Rocha

Colocar no mercado uma street 125 necessita de muito mais do que belas linhas e muitos equipamentos de série. A faixa de cilindrada mais competitiva de nosso mercado, que nos primeiros cinco meses deste ano comercializou mais de 300.000 unidades, esta cada vez mais exigente e crítica aos novos produtos.

O foco neste nicho de mercado exige qualidade, design, tecnologia, confiabilidade e preço. Infelizmente nem sempre achamos todos estes predicativos juntos e quando isso acontece o preço foge do valor médio que pretendemos gastar. A Suzuki GSR 125 S oferece diversos atrativos aos consumidores que desejam um meio de transporte alternativo e barato ou mesmo uma ferramenta de trabalho.

Suzuki GSR 125 S

Um dos pontos que me chamaram atenção nesta avaliação, foi a não evolução do modelo, que cada vez se afasta da tendência de design de seus principais concorrentes. A adoção do farol dianteiro incorporado à pequena carenagem remete a pequena 125S a suas origens chinesas. Não que sua origem a descredencie, mas sua aparência é semelhante a centenas de modelos de baixa qualidade além de não ser um primor de design. Ao colocarmos ela do lado de uma Yes 125, fica a nítida impressão que foi realizada apenas um face lift de atualização de linhas.

A grande oferta de equipamentos e detalhes de acabamento, como o semi guidão, painel digital, bagageiro, freio a disco, rodas de liga e muitos cromados, tem como finalidade diferenciar o modelo de suas concorrentes diretos, que ao meu ver são as líderes do mercado e sim as street chinesas importadas e comercializadas aos montes no Norte e Nordeste do país, onde até mesmo as lideres de mercado vem perdendo participação.

Muitos dos detalhes necessitavam de um melhor acabamento e juntamente com os equipamentos, precisam mostrar mais precisão, eficácia e durabilidade.  Assim como sua companheira Yes 125 demonstrou, aguentando o pesado rimo de quem a escolheu como ferramenta de trabalho.

Suzuki GSR 125 S

Entra na briga deste nicho de mercado sem um sistema injeção de combustível e adotando o tradicional carburador, já indica qual o seu inimigo nesta guerra. Quem vive este mercado e consome este modelo de motocicleta já opta por um moderno sistema alimentação. A performance da GSR fica bem comprometida e em alta rotação, senti que ela falha, possivelmente por falta de combustível.

O que se ganha em consumo se perde em aceleração e retomada. Essa baixa performance acaba por limitar o uso da GSR 125 S em pistas com velocidade superior a 90 km/h. Em dias frios, se faz inevitável usar o afogador, item encontrado em motos antigas e que muitos consumidores atuais nunca ouviram falar.

Suzuki GSR 125 S

O banco, apesar de espaçoso, é um pouco duro  e somado a pedaleira um pouco alta acabam por trazer um pequeno desconforto para quem vai passar horas trabalhando em cima dela. Será que seu pacote de equipamentos de série  e diferencial de acabamento valem os R$ 6.490,00 pedidos ?

Acho que a resposta está no volume de vendas. Segundo dados de uma associação, a GSR 125 S vendeu até junho de 2013 apenas 202 unidades, contra 633 da GSR 125 e 2.421 da veterana e consagrada Yes 125. Sua baixa venda até mesmo comparado com sua irmã a GSR 125 mostra que o consumidor deseja algo mais do que um face lift e muitos equipamentos.

22 COMENTÁRIOS

  1. adquiri uma gsr 125 2013 – tenho muitas dificuldades com manutençao – o custo e alto para uma moto de baixo potencial – aos 25mil km rodados estouro os amortecedores que custam na loja fisica 1200 o par – traçao so encontro em local no centro da cidade filtro de ar tambem e cabos de embreagens e freios. eu nao estou tendo boa experiencia com ela nem recomendo a ninguem.

  2. Minha gsr já tem 10200 km rodado. Mas estou observando que quando com carona ela perde a estabilidade na dianteira, .Ou seja da impressão que dança a frente parecendo suspensão. Só que não. Os amortecedores traseiros por mais duro que regule está sem fraco quando carona e buraco

  3. Usei uma Suzuki yes por quatro anos, só me desfiz da moto por causa de um negócio que fiz em um carro, pois a família aumentou, posso fala com conhecimento de causa de quê quem fala mal das motos de baixa cilindrada da Suzuki não conhece as motos e nunca usou uma, nesses quatros anos que fiquei com essa guerreira, nunca mas nunca mesmo ficou um dia na oficina por quebra do que seja a moto simplesmente não dar defeito, salvo uns cumpins de ferro que não trocam sequer o óleo da moto, aí não existirá moto boa para esses né?
    Comprei uma gsr 125s no consórcio chave na mão e sei que a moto é confiável sim, e o fato dela ser carburada pode ser sim uma vantagem, pois o motor é apenas a gasolina motores flex são mais problemáticos pois não foram desenvolvidos nem pra um combustível ou outro e não conseguem atingir toda a potência, não sou eu quem diz isso, são os especialistas.
    A moto é sim excelente, não estou defendendo marca só acho injusto a maioria falar mal de um produto só porquê alguém disse que não presta, se a moto é feia ou bonita, vai do gosto de cada um, não gosto das motos da HONDA pois já conheço e posso falar que ela a HONDA só tem fama e as motos são frágeis por mais que o dono tenha cuidados o motor fuma as peças quebram muito cedo, sem fala no preço que é um absurdo de caro, quem mais respeita o consumidor aqui no Brasil são, Suzuki, Yamaha e Dafra Sym, veja a next, uma moto com ares de moto premium com um preço justo!!!!

  4. Muito boa, comprei uma até agora nunca me deu problema, acho muito bonito o painel, se tem algum contra ponto ao meu ponto de vista é somente o desing da frente, que poderia ser mais bonito, enfim tenho já 2 anos e nunca me deixou na mão… algumas pessoas poderiam ao menos fazer um teste driver pra poder comentar algumas coisas sem noção, julgam sem saber de nada…

  5. e um lixo essa moto nao tem estabilidade muito menos arracada se vc levar uma fechada vai pro chao com certeza eu to aki com a perna engessada minha empresa so trabalha com essas motos da ate desanimo sou mas a minha cg 150 titam tem mais agilidade se for fechado tem estabilidade pra desviar de qualquer coisa enquanto a yes nao tem como desviar se tentar vai cair nota 0 pra essas motos da suzuki

  6. “O pisca da minha cg tá quebrado, mas honda é honda mano.”
    “Minha twister faz muito barulho na corrente, mas honda é honda mano.”
    “Paguei 8mil na minha titan ks mas honda é honda mano”
    “Minha cb 300 tá com o cabeçote vazando mas honda é honda mano.”
    Érlison, enquanto houverem CGzeiros com mente fechada o mercado não vai mudar.

  7. Tenho uma Suzuki GSR 125, modelo sem carenagem. Adquiri a moto em dezembro/2012 e não tenho do que reclamar. Nunca tive problema algum, pelo contrario, a moto é linda e chama muita atenção. Os amortecedores a gás são realmente um diferencial. Infelizmente, os tradicionalistas nao se permitem experimentar “o novo” em suas vidas, e carregam consigo o absurdo tecnológico que modelos como Titan e Fan oferecem. Onde já se viu R$ 6.000,00 uma fan 125 sem ao menos, ter partida eletrica?
    Meus sinceros sentimentos para vocês, comprem uma GSR 125/150 ou ao menos, façam o teste drive, depois voltem e comentem.

    • Tive uma Yes e passei para uma Next, mas da Yes não tenho do que reclamar, só mudei de moto para ter uma mais potente para viajar. O ruim da Suzuki é o pós venda que consegue ser pior do que da Dafra. Mas se a Yes já era boa essa deve sem bem melhor, considerando eixo balanceador e amortecedores traseiros a gás melhorou muito em relação à Yes. Sobre honda e yamaha nem preciso comentar, é ridículo o que eles vendem como modelos 125cc no Brasil, modelos caros sem nada para oferecer e quem já teve Suzuki com certeza sabe que motor, pintura, plásticos, metais, borrachas, etc, tudo é superior a honda e yamaha, o problema é que o brasileiro é bitolado em uma única marca, é como volkswagen para carro, povo de mente fechada, sem contar que muitas revistas e artigos sobre motos tendenciam a favor de honda e yamaha pois são patrocinados por essas marcas.

  8. Moto horrível tenho uma que me deu muitos problemas e ainda me da, frente pesada ja trocaram chassi e caixa mais continua e afrente treme se aliviar um pouco as mãos não compre.

  9. Eu só gostaria de saber se as pessoas que fazem os comentários têm ou já tiveram moto!
    Será possível que conseguem fazer essas análises tão “profundas” apenas olhando cinco fotos?
    Algum desses “técnicos” que comentou já viu uma Dafra Apache importada da Índia, de perto e qual o índice de reclamação de seus usuários?
    É por essa visão tão estreita e distorcida dos consumidores brasileiros que quem manda e desmanda no mercado é uma única marca
    Por favor, informem-se antes de comentar tão levianamente sobre qualquer assunto.

    • Eu só gostaria de saber se as pessoas que fazem os comentários têm ou já tiveram moto!
      Pelo que eu entendi ninguém,nem vc mesmo

      Será possível que conseguem fazer essas análises tão “profundas” apenas olhando cinco fotos?
      Ninguém aqui fez analises profundas,apenas meros comentários

      Algum desses “técnicos” que comentou já viu uma Dafra Apache importada da Índia, de perto e qual o índice de reclamação de seus usuários?
      Eu já tive uma o que vc quer saber??

      É por essa visão tão estreita e distorcida dos consumidores brasileiros que quem manda e desmanda no mercado é uma única marca
      Verdade

  10. Excelente matéria… esse ponto e contraponto é muito bom!!

    Realmente o painel é muito bonito e com boas informações, rodas de liga e pneu sem câmara amortecedor a gás…. mas o preço é muito pra esse modelo com cara de xing-ling…

  11. feia D+ essa vai brigar com a kasinski e dafra pra ver qual tem as piores motos para o mercado brasileiro o designer dessa moto deve ser o mecanico so pode!

    • Vou discordar de vc amigo,a única 150 da Dafra que não presta é a speed 150,e mesmo assim não é todas speed 150,teve algumas que são premiadas.Agora a Kasisnki todas 150 dela são runis,mas mesmo assim tem as premias…

  12. Gostei das rodas, do amortecedor a gás do painel de LCD, dos piscas deste vermelho, contrapeso, manopla, e do indicador gear no painel. Agora, tanque parece um bala de confete, spoiler bloqueia o ar para o motor, carburador só usa em combe, o suporte da pedaleira do passageiro e muito aberto e não tem beleza, o motor é OHC, o refletor no amortecedor parece item de bicicleta e o chassi é muito fino.

    • “O chassi é muito fino?!?” Você por acaso já viu uma fan desmontada? Você parece meus vizinhos com dor de cotovelo quando eu comprei minha primeira moto que foi uma Yes, colocaram defeito em tudo, e eles tinham a honda fan pé de boi, resumindo, enquanto depois de 5 anos minha yes estava zerada e sem defeitos a fan deles já estava um lixo. O que você entende de moto para dizer que spoiler bloqueia o ar para o motor? A fan nem tem refletor no amortecedor, a ybr ainda usa carburador e a honda ainda usa o estribo fixado no motor para quando você cair com a moto ter que trocar a peça toda.

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