Ponto e Contraponto – Suzuki Burgman 650

19
2896
Suzuki Burgman 650

PONTO – O Lado Positivo

Burgman 650 – A MAXI TUDO

Por Edgar Rocha

Se vocês acham que sinônimo de scooter é economia, agilidade e leveza precisam rever seus conceitos. Se estiver acostumado a sentar em uma scooter e bater os joelhos no guidão ou no painel frontal, ter pouco espaço sob o assento que mal cabe um capacete aberto e estar preso aos limites da cidade devido a pouca potencia e desempenho, esta na hora de experimentar uma maxi-scooter.

Suzuki Burgman 650 (11)

Fotos: Edgar Rocha/ Roberto Severo/ Divulgação

Ponto e Contraponto – Suzuki Burgman 650

A Suzuki Burgman 650 é a mais expressiva e única representante de maxi-scooter em nosso mercado. Sua irmã menor, apesar de mais acessível e com quase o mesmo espaço sob o assento, fica longe do que a Burgman 650 proporciona para seus usuários. Até 2008, a Suzuki importava a versão Executive, que é exatamente igual a que temos atualmente, porem sem alguns itens de conforto: para-brisa elétrico, (o que na estrada fez falta, não o comando elétrico, mas a possibilidade de mudar a angulação de alguma forma, mesmo que manualmente); ABS, (que considero imprescindível em qualquer veículo); encosto para o garupa, (alem de útil compõe a linha do scooter) e o comando escamoteável para os espelhos retrovisores, (a única mágica que faz o Burgman 650 conseguir andar pelos corredores de nossa São Paulo).

O modelo Executive custava cerca de R$ 52.000,00 em 2008 e a fim de baratear o preço e tornar seu maxi-scooter mais acessível, esses itens foram cortados e hoje temos a Burgman 650 oferecida por R$ 37.900,00. Um preço justo, se considerarmos o que ela oferece e qual seria o preço de suas concorrentes, caso existissem em nosso mercado (fazendo uma correlação ao preço lá fora e o praticado aqui pelas montadoras). Esse é um ponto que preciso dissertar.

Suzuki Burgman 650 (10)

O público para este tipo de scooter é na sua maioria de pessoas que não dependem de financiamentos tentadores ou promoções imperdíveis. São consumidores que já possuem uma moto de maior cilindrada e querem um veículo prático, confortável e com bom desempenho para circular na cidade e eventualmente pequenas viagens, enquanto sua motocicleta está devidamente guardada esperando o próximo passeio ou um longo “tour”. Acredito ser um mercado bem promissor e com muito potencial, mas infelizmente não explorado pelas montadoras/importadoras aqui presentes.

Bem, vamos andar nesta maxi-scooter e ver o que de bom ela tem a nos oferecer e entender o porquê de vendas tão baixas, menos de 100 unidades vendidas em 2012. O bom acabamento e o esmero nos encaixes plásticos (que não são poucos) assim como materiais escolhidos, mostram bem a alta qualidade do produto e já deixa uma prévia do que vamos encontrar pela frente. A primeira vista ela é grande, bem grande. São 2 metros e 26 centímetros de comprimento e uma largura de 81 centímetros. Já andei com motos mais largas sem problemas, mas seu ponto de maior largura é bem baixo e fica na linha dos retrovisores dos outros carros e em alguns casos abaixo, tornando a pilotagem no corredor muito delicada e em alguns casos impossível.

Suzuki Burgman 650 (5)

Para manobrar a Burgmona, temos a facilidade da altura do assento ser de apenas 75 centímetros e ser estreita, mas seu peso de 245 quilos e seu entre eixos de 1 metro e sessenta complicam tanto as manobras com a moto parada quanto no trânsito engarrafado. Mas tudo é questão de costume e quando nos acostumamos com a posição de pilotagem proporcionada pela Burgmona, fica difícil andar em outra moto. Você se encaixa no banco perfeitamente e ainda conta com um encosto lombar, a posição das pernas e braços fica bem relaxadas e natural e ainda temos um apoio extra para os pés, caso queira esticar mais as pernas. Diria que é quase um sofá, de tanto conforto e perfeita ergonomia.

Suzuki Burgman 650 (25)

O acionamento é semelhante ao de qualquer outra scooter, mas a diferença fica no barulho do motor de dois cilindros paralelos, com comando duplo no cabeçote (DOHC), refrigeração líquida e 638 cm³ de capacidade (75.5 mm x 71.3 mm). Com alimentação injeção eletrônica permitindo uma combustão mais eficaz, e consequentemente uma excelente performance e baixo consumo. Ela conta com o sistema PAIR (Injeção de Ar na Saída de Escape), que reduz a emissão de gases poluentes à atmosfera.

O motor produz 55 cv de potência máxima a 7.000 rpm. Apesar de silencioso, mostra toda sua vitalidade com uma simples acelerada e sobe de giro bem facilmente. O painel da Burgman 650 é bem completo, apesar de eu achar o design ultrapassado. Conta com velocímetro, conta-giros, hodômetros, computador de bordo com consumo médio, marcador de combustível, de temperatura do liquido de arrefecimento do motor, relógio, termômetro de temperatura exterior, indicador do nível de óleo, luzes de advertência e indicadores da marcha.

Suzuki Burgman 650 (26)

Se você achou o painel completo, é porque ainda não viu a quantidade de botões nos punhos. No esquerdo temos no punho esquerdo, os botões para acionar os sinalizadores de direção, a buzina, a seleção do farol alto e baixo, lampejador do farol alto, os botões para subir ou diminuir as marchas, o da seleção de câmbio esportivo (power) e o botão para opção entre o câmbio automático ou manual. Já no punho direito ficam localizados os botões de partida, do corta-corrente e do pisca – alerta. Não adianta ficar pensando e tentando entender, tem de começar a andar e instintivamente vai aprender a usar as diversas possibilidades do câmbio.

Já que tocamos neste assunto, vale a pena uma explicação. A Burgman 650 tem o exclusivo sistema de transmissão SECVT (Transmissão Contínua Variável Eletronicamente Controlada Suzuki),  ou seja, uma transmissão continuamente variável controlada eletricamente e difere dos sistemas conhecidos centrífugos CVT tradicionais que usam uma correia de borracha. A transmissão final é ajustada variando o diâmetro da polia através de um motor elétrico. A marcha mais apropriada é selecionada automaticamente após o SECVT calcular a relação do câmbio com base nas rotações do motor, velocidade do scooter e a posição do acelerador.

Suzuki Burgman 650 (13)

O SECVT oferece três modos distintos de funcionamento: dois totalmente automáticos (normal e power) e um manual. Os modos podem ser selecionados utilizando botões localizados no punho esquerdo. Em modo normal, a rotação do motor é reduzida, ajudando a economizar combustível. O modo power faz com que a rotação aumente, resultando em uma tocada mais esportiva e com resposta mais contundente ao acelerador. O modo manual conta com seis relações pré-determinadas do CVT, selecionáveis através de botões localizados também no punho esquerdo.  Vai de 1 a 5 e ainda tem o overdrive.

O câmbio SECVT somado ao motor de 55cv e aos 6,32 kgf.m de torque, fazem com que a Burgman 650 acelere bem rápido e ande com bastante reserva de potência, suavidade e silêncio aos 120 km/h. Colocar a Burgmona em movimento é fácil, mas antes devemos soltar o freio de mão, acionando uma simples alavanca abaixo do painel do lado direito, acessório que acho que toda scooter deveria ter. Basta imaginar estar parado em uma ladeira e precisar utilizar as duas mãos para ajustar a jaqueta ou capacete, operação impossível sem o ferio de estacionamento. Logo no início sentimos que ela não gosta muito de baixas velocidades, necessitando de um pouco mais de experiência para andar em desta forma. O motor sobe rápido de giro e o conjunto motriz demora um pouco para responder.

Suzuki Burgman 650 (14)

Apesar de ter andado bastante na cidade, o que queria mesmo era avaliar a Burgmona em uma estrada, pois em minha opinião, se você for apaixonado por ela, poderá usá-la na cidade, mas sua verdadeira aptidão é para longos passeios e alta velocidade. Vou abrir outro parêntese aqui. Devido ao seu peso, comprimento, retrovisores, entre-eixos e resposta do motor, sua condução no tráfego pesado pode ser um problema. Dificilmente você conseguirá manobrar entre os carros e a entrega de potência às vezes é meio bruta, isso sem falar no freio motor que é muito forte, chegando a incomodar em alguns momentos. Sim, dá para usar para andar na cidade, mas você tem de pegar as manhas e se ajustar a uma pilotagem mais cuidada. Definitivamente não é uma scooter para iniciantes.

Agora é preparar a scooter e viajar. Uma vez com os pneus calibrados (ela usa pneus radiais sem câmara – 120/70 aro 15, na dianteira, e 160/60 aro 14, na traseira, em rodas de liga leve) e abastecida (o tanque é de 15 litros, o que me pareceu pouco, pois achei que ela consumia bem mais), era hora de colocar as “ tralhas” e aproveitar todos os compartimentos da Burgmona. Sob o assento, cabem 55 litros, suficiente para dois capacetes integrais e mais algumas coisas. O limite de peso neste compartimento é de 10 quilos e, além de ser todo forrado, possui iluminação. Excelente e super útil.

Suzuki Burgman 650 (1)

Nos porta objetos sob o painel, sobrou espaço. Ela dispõe três compartimentos – o principal, localizado ao centro, pode ser fechado à chave e possui saída para carregar dispositivos elétricos de 12 V, e dois laterais de fácil acesso e com profundidade suficiente para levar muita coisa. Depois de acomodar a mochila, capa de chuva, documentos, telefone, óculos e garrafa de água, o próximo passo foi regular o apoio lombar do piloto. Sim, a Burgmona também tem este mimo.

Sob o banco você encontra uma alavanca de fácil acesso que leva o apoio lombar para frente e para trás e possibilita que pilotos de menor estatura sintam-se mais confortáveis. Na estrada a Suzuki Burgman 650 é simplesmente é fantástica. O piloto se sente muito confortável e devido à boa proteção aerodinâmica e ao baixo nível de ruído do motor, da transmissão e dos pneus. Devido a este silêncio, acabamos por não sentir a velocidade e por diversas vezes fiquei bem acima do limite permitido sem perceber.

Suzuki Burgman 650 (19)

Ainda acho que o pára-brisa precisava de uma regulagem de inclinação, mesmo que manual. Essa opção tiraria o fluxo de ar da parte de cima do capacete, melhorando ainda mais o conforto e nível de ruído. Uma coisa que me preocupou foi o tamanho das rodas e curso da suspensão (110 mm na dianteira e 100mm na traseira) em relação ao comprimento, potência e peso do scooter. Mas confesso que fiquei surpreendido. As suspensões são muito bem calibradas e mesmo em pisos irregulares não prejudicaram a estabilidade e controle da Suzuki Burgman 650. Em altas velocidades podemos comprovar a boa ciclística da Burgman. O chassi por baixo de tantas carenagens de plástico e porta objetos é bem rígido e feito em aço tubular garantindo uma boa ciclística. Em curvas de alta e média, percebemos uma perfeita harmonia entre o chassi e suspensões composta com o garfo telescópico na dianteira e a balança de alumínio monoamortecida na traseira.

Suzuki Burgman 650 (24)

Não esperava tamanha performance em curvas de alta, mas o fato que ela surpreende e transmite muita confiança. Na estrada pude experimentar as alternativas de câmbio (manual e automático) e entender melhor seu funcionamento. Mantive os 100 km/h e acionei o modulo “manual “ do câmbio. No mesmo instante o número 5 apareceu no painel mostrando em que “marcha “ estava. Com um simples toque no botão (+) coloquei o câmbio na posição “overdrive” e com isso o giro do motor baixou cerca de 1.000 rpm. O nível de ruído baixou mais ainda e nesta posição a scooter fica mais econômica. Logo a frente tinha um pedágio e fui diminuindo a velocidade gradativamente retornando o acelerador. Foi aí que percebi que no modulo manual, você precisa reduzir as marchas utilizando o botão (-), pois caso contrário a scooter “reclama” com pequenos solavancos, semelhantes quando usamos uma marcha alta e giro baixo e insistimos em acelerar assim mesmo.

No modo “Manual”, se você estiver em 5 marcha ou no overdrive e fizer uma parada completa, não é preciso reduzir para a “primeira”, o motor faz isso automaticamente. Bom, acho que já vi como funciona a posição manual do câmbio, permite tocar a de forma mais esportiva, mas requer atenção nas retomadas ou em diminuições grandes de velocidade. Apesar de ter viajado a maior parte do tempo no overdrive (no câmbio manual), quando entrava em uma cidade e precisava reduzir a velocidade por causa dos quebra-molas, passava rapidamente o câmbio para a posição “automático”, para evitar ficar trocando as marchas. Quando optamos pela seleção de câmbio Automático, não temos a opção overdrive, temos a opção “Power” que faz com que o motor aumente em 1.000 rpm, seu regime de trabalho, independente da velocidade e assim, torna a scooter mais rápida em ultrapassagens ou quando precisamos de muito freio motor.

Suzuki Burgman 650 (8)

Os freios a disco nas duas rodas (duplo na frente com 260mm de diâmetro e  simples atrás com 250mm), infelizmente sem o ABS, são eficazes. O tato dos freios e sua progressividade garantem boas frenagens com total segurança e sem sustos.

Viajar de Burgman 650 é uma experiência muito prazerosa. Saí sem destino pela rodovia Fernão Dias e só me dava conta da distância que percorri quando necessitava abastecer. Foram quase 700 km em apenas um dia, sem sentir cansaço e querendo mais. É uma excelente companheira de viagem que privilegia o conforto, a performance e a capacidade de carga.

O consumo da Burgmona foi dentro do esperado. No primeiro abastecimento, andei com ela bastante em trechos urbanos de media e alta velocidade. Ela marcou em seu comutador de bordo 18,4 km/l quando na realidade o consumo aferido foi de 15,9km/l. No segundo abastecimento, onde andei somente em estrada e com o overdrive ligado, o computador marcou 17,5km/l mas nas minhas contas foram 18,97km/l, excelente marca. Na terceira medição, já um misto de estrada e cidade, a média do computador foi de 16,6km/l, enquanto na minha matemática ela fez 18,6km/l. Os números provam o que havia dito acima, que com o tempo, pegamos o modo certo de conduzí-la e isso se reflete diretamente no consumo.

Suzuki Burgman 650 (17)

Não acho que a marca de 18km/l seja a melhor de todas para uma scooter de uso urbano, mas quando levamos em conta o pacote de conforto, mimos e desempenho que a Burgman 650 nos proporciona, está excelente. Costumo dizer que, se com essa potência, conforto e itens de série, ainda fizesse 30 km/l, deveria custar R$ 80.000,00 !! Não dá para ter tudo. É, infelizmente para mim, ainda não dá para ter uma Burgman 650, scooter que foi para minha “ lista de desejos” e que certamente deixou saudades, por rodar com segurança, silêncio e muito conforto.

 

Contraponto – O Lado nem tão Brilhante

Burgman 650 – O Legado dos Jetsons

Por Roberto Severo

Depois do Edgar mostrar as alegrias de se ter uma Burgman 650, chegou a hora de apresentar um lado menos brilhante. Para escrever sobre particularidades negativas de uma excelente moto não é fácil. Mas não é necessário acordar naquela manhã cinzenta com o pé esquerdo chamando loro de meu urubu. Basta perceber o que pode ser melhorado, e colocar a Burgman 650 em um contexto diferente. Se você tem outra moto na qual você divide a atenção com a nossa lutadora de sumo japonesa, a Burgmona 650, cuidado… a Scooter Burgman tem tudo diferente de uma moto e para a alguns pilotos leva um tempo para se acostumar.

suzuki burgman 650 resize_jetsons car 1

Ela seria o orgulho do Hanna e do Barbera se ainda estivessem vivos. A Suzuki trouxe à vida a representação mais real, porém terrestre, da nave da família Jetson. As vezes até o barulho é semelhante. Vou falar mais sobre isso mais para frente.

Para-brisas

Suzuki Brugman 650

Para ursos do meu tamanho, o item é insuficiente para segurar o vento ou mesmo fazê-lo passar por cima de meu capacete. Na versão Executive o para-brisas pode ser levantado ou abaixado para proteger melhor o piloto e melhorar a aerodinâmica.

Freios

Suzuki Burgman 650

Não ter ABS é um problema para este modelo pesado e potente. Travei por duas vezes na chuva e acredite, é horrível ver o para-choque do carro da frente crescer para você embarcado em um transatlântico quase aquaplanando.

Centro de massa

Suzuki Burgman 650 TBOPBAG

A moto é pesada, pesada, e com todo o peso embaixo, isso significa que há um efeito “João Bobo”, sabe aqueles brinquedos que insistem em ficar em pé por mais que você puxe ou empurre? Esta é a Scooter. Agora imagine você tentando colocar um objeto que teima em fica em posição ereta na curva, a 120km./h; na chuva; sem ABS. Qualquer imprevisto pode ser fatal!

Rodas pequenas

Em terreno irregular o piloto sente a trepidação por causa dos 15'' das rodas. Se o piloto por acidente encontrar uma cratera maior, a situação pode piorar colocando em risco o piloto.

Modo manual

Dispensável, só faz gastar mais combustível. É análogo a carros automáticos que tem a opção de mudança sequencial de marchas, sabe quantos proprietários efetivamente usam a mudança sequencial? Só usam para mostrar aos amigos logo quando compram o carro e ponto final.

 

Cidade

Suzuki Burgman 650

A Burgman 650 é larga e esqueça os corredores apertados do trânsito. Não é nada fácil de se esquivar e serpentear os carros em um congestionamento. Se não tiver experiência e teimar em ficar no espaço entre carros, vai virar uma grande rolha de trânsito, com dezenas de condutores de pequenas motos atrás de você, insatisfeitos e xingando suas gerações dentro dos capacetes.

Consumo

Por conta do próprio sistema CVT, e amplificado pela potência do motor, a Burgman 650 usa o próprio motor e aceleração para “escolher” a marcha, isso significa que há um tempo entre você acelerar, a moto transferir a potência para o CVT, este “entender” se está na melhor marcha e se adaptar. Isso consome gasolina, e eleva o consumo. Fiz 15km/l na cidade. Quanto mais acelera/freia mais gasta.

Customização

Suzuki Burgman 650

Ah, amigo, se queres customizar a Burgman 650, colocar bagageiro, trocar o parabrisas, farol de milha, bolsas laterais, deixar a sua cara, esqueça. Sua cara é essa e pronto. Ame-a ou não tenha. Poucos itens estão disponíveis e ficam agradáveis de ver na grandona. Escapamentos, nem pensar, se gosta de motos com aquele rugido que acorda o quarteirão, vá para uma custom, ela vai ter sempre aquele som amplificado da nave dos Jetsons. Para manter a tradição, gravei o som do motor, o que pode ser meio decepcionante. Antes de gravar, tive que combinar com os passarinhos, galos e cachorros da vizinhança para eles não fazerem nenhum ruído.

Aproveitem:

Conclusão: Se a sua prima menor a Burgman 125 é moto para a cidade, diria que a Burgman 650 é moto de asfato largo e de preferência liso. Se você gosta de abraçar uma moto, tê-la mais na mão, não simplesmente sentar e pilotar, considere outro modelo de moto, você não é da turma das scooters. O mesmo vale se você tem predileção em deixar a moto do seu jeito, não encontrar nenhuma outra igual a sua, em outras palavras, customizar, customizar, customizar.

Keep Riding!

Suzuki Burgman 650

19 COMENTÁRIOS

  1. Ola a todos..!!
    Excelente matéria…!!! Parabens…!!
    Sou propietario de uma burgman 400 e vou salter para uma 650….. Minha duvida é? Eu pretendo fazer uma viagem longa de Curitiba a Santiago do Chile com a burgman 650 gostaria de saber se ela aguenta andar 2.300 kilometros no intrrvalo de dois dias e claro fazendo paradas para descansar.!

  2. Sobre o centro de massa, passei de uma b400 para a b650 e tive a mesma impressão do João Bobo nos primeiros 2 dias, depois peguei a manhã da moto e está sendo só alegria. Uma Baita moto, confortável, forte e potente. Ando no corredor sem problemas em SP.

  3. burgman650 essa e muito boa a minha ja estava com 43500.00 km ai veio a quebrar a correia de trasmissão preço 6000.00 so a correia custa 3350.00+mão de obra 1500.00 e mais outras peças.

  4. O que faz dela uma moto urbana? O fato de ser uma scooter?
    Que preconceito.. é uma moto totalmente voltada para estrada.. Comprar uma 650cc dessas, com esse conforto, como se fosse uma Titan, não acontece. Temos versões menores, a 125 e 400 (no Brasil).. essa é a top.

    • Alvaro, tem razão , o habitat da B650 é a estrada, mas piloto muito em cidade também e vou te dizer que quando recolho os retrovisores mesmo com garupa pego os corredores juntamente com os motoboys e não trava em lugar nenhum.

  5. Tenho um Burgman 400 a 3 anos e paquero a B650 a pelo menos 1 ano, sempre com receio de me decepcionar com tamanho, peso, consumo, pilotagem urbana, etc. Depois dos esclarecimentos acima não tenho mais dúvida, vou partir para 650. Parabéns pela matéria .

  6. Tenho uma Burgman 650 faz 2 anos. Já tive de tudo. Até mesmo a LT 1200.. E moto diferente. Uso todos os dias e vai ficar para meus netos. Nao tem nada igual. Os motoboys ficam loucos quando ando nos corredores com os espelhos fechados.
    Pena que o brasileiro nao a conheça porque na Europa e Japão as máxi scooter representam 80% das motos.
    Para aventuras tem que ter outra moto.
    Abs.

      • Estamos juntos nessa …já tive todo tipo tbm…quando peguei a City 300 (2) e depois Maxsym 400 vi q tinha me encontrado …e amanhã vou pegar a Burg Exec 650 pra finalizar…

  7. Muito bom o Texto! Tenho muita curiosidade sobre este veículo, pois tenho problemas na lombar e acho que esse apoio lombar me seria muito útil, além do posicionamento das pernas ser variável e não não fixo como em outras motos. Este texto matou muitas dúvidas e fiquei fã do Burgão.

    Gostaria de saber se há uma boa comunidade/fórum na internet de proprietários deste scooter, pois tenho dúvidas com relação às revisões e quilometragem de trocas de componentes, como correia por exemplo.

    [ ]’s

    • Meu amigo … Já tive a 400 entre 2008 e 2011 e de lá para cá tenho a 650 … Eu adorava a 400 pela agilidade e facilidade, mas ela vibrava um pouco mais… Agora a 650 não tem comparação. Eu nunca venderei a minha, mesmo que adquira outra … O toruqe, o freio motor, a agilidade são impressionantes … Não é tão pesada e acaba sendo mais águl em São Paulo do que era a 400 (talvez pela força do torque e do motor) … Dou um conselhyo: o preço vai lá em baixo com as motos que ficam encalhadas na fábrica … Eu comprei a minha em setembro de 2011, zero, e o modelo era 2010 … Peguei entre 15 a 205 de desconto (não lembro bem) … E o preço baixou mais ainda no Salão 2 rodas (que em 2013 acontecerá de novo) … Geralmente nesta encalhadas as lojas da Suzuki ainda dão uns 5% de descontos adicionais comprando no Salão … E em 2013 deve chegar o modelo novo … Muito mais linda
      Valeu …
      Daniel Seabra

      • Olá Daniel,

        Gostaria de saber se você sabe a respeito da apresentação da Nova Burgman Executive 650 no Salão Duas Rodas 2013 e se a mesma será comercializada aqui no Brasil. E como que funciona estas promoções feita direto no salão ou em algum ponto de vendas para comprá-la mais barata.
        Podem falar o que for, mas eu acho a Burgman Executive 650 a Top entre as Maxi-scooters.
        A nova então ficou ainda mais bonita, espero que tragam com um preço melhor, pois será compra na certa.

    • Ô Kuati, também tenho problemas de coluna e me adaptei muito bem na B650, mas mesmo assim vai um conselho e nem vou te cobrar rsrs: Quando começar doer a lombar numa viagem, procure contrair os músculos da coluna e barriga mesmo sem parar a moto.Pra mim funciona bem…

    • Olá Santos,

      Grato pelo comentário, realmente esta seção Ponto e Contraponto é um texto muito elaborado e, sinceramente, difícil de escrever. e por ser refinado é de leitura exigente e atenta. Muitas vezes o leitor fica inebriado pela aquisição que fez, justificável, pois gastou milhares de reais em uma moto, aí vem o carinha (eu) meter o pau neste investimento. Complicado, né!? Difícil de ler, né?

      Bom você falou em dor de cotovelo, e acertou! É isso mesmo, para escrever esta seção do site, como disse, é difícil, e a gente tem que buscar lá no interior sentimentos obscuros, sem perder o pé com a realidade e da verdade pessoal para achar defeitos numa boa moto. É difícil, mas divertido se feito de forma responsável e profissional. Seria menos dolorido ter feito o EXCELENTE trabalho que o Edgar fez, pois a moto é muito boa, mas achei mais divertido o “Não” ao “Sim” desta vez, como um desafio… entendeu… Cara, o negócio é se divertir e ser franco. E falando em franqueza, isso vale para a Honda. Tenha certeza, que a gente escreve aqui muito mais por paixão e diversão responsável do que para virar um magnata das duas rodas sustentado por uma marca específica. Olha, este texto é legal de ler quando tiver tempo: http://bestriders.com.br/blog/quem-e-esse-cara-que-escreve

      Santos, continue, criticando, dizendo o que não gosta e esperneando, afinal os textos aqui são para vocês, e não para uma ou outra montadora. Acredite velho!

      Keep riding,

      Roberto Severo

  8. Muito boa a materia, realmente vc conseguiu expressar bem esse scooterzão. Em outubro de 2012 comprei um e num primeiro momento quase, eu disse quase me arrependi, mas hoje tenho dificuldade em em imaginar numa moto novamente. Tenho trabalhado todos os dias com ela, pegando corredores dificeis como Av Tiradentes em SP e depois de me acosturmar, ando com bastante desenvoltura. Quanto a acessorios, aqui no Brasil realmente é dificil encontrar, mas pesquisando no ebay a coisa fica mais legal. Ate o escapamento da minha ja troquei por um com a ponteira em fibra de carbono. Acho que muita gente deveria fazer um test drive antes de criticar porque provavelmente se supreendera.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


1 + = quatro