Ponto e Contraponto: Suzuki Boulevard M800

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Suzuki Boulevar M800

Ponto

Por Roberto Severo

Suzuki Boulevard M800

Fotos: Edgar Rocha

Existem motos que são clássicas, que parecem terem sido feitas sob medida para uma necessidade dos motociclistas, um pouco mais ficaria “over” um pouco menos não atenderia. Assim foi com a Dragstar da Yamaha, a Shadow da Honda, Vulcan da Kawa, e é com a Suzuki Boulevard M800. Deixa eu explicar melhor, e para isso vou separar em quesitos bem claros:

Design

É uma clássica! Ao meu ver, a mais “bandida” (no bom sentido) das customs de linha. As linhas são harmônicas, desde o paralama dianteiro, passando pelo farol invocado e finalizando na rabeta belamente estilizada. A Suzuki, ao meu ver, não mexeu em time que estava ganhando e acredito que apostou certo. O ronco do motor que exala pelo escapamento é forte e o piloto pode tranquilamente postergar uma customização trazendo mais volume ao ruído. As rodas de liga também dão um ar esportivo que orna com o resto da moto.

Suzuki Boulevard M800

Motor

Similar à utilizada na linha de esportivas GSX-R, a injeção eletrônica conta com a tecnologia Suzuki Dual Throttle Valve (duas borboletas no corpo injetor, uma controlada pelo piloto e outra pelo módulo eletrônico). O sistema proporciona uma pilotagem sem engasgos na aceleração e motor sempre cheio. Claro que contribui para isso a arquitetura de dois cilindros em “V” posicionados a 45º, que oferece bastante torque desde as rotações mais baixas.

Com refrigeração líquida, oito válvulas e comando simples no cabeçote (SOHC), este V2 produz 6,7 kgm a 5.000 rpm. Entretanto, parte desta potência pode ser observada em baixas rotações..

Outra qualidade é a transmissão final feita por eixo-cardã. Sistema que dispensa lubrificações e revisões periódicas.

Ciclística

A ciclística também é responsável pelo conforto do piloto. Além de utilizar garfo invertido na dianteira, uma solução não muito comum nas motos deste segmento, ela traz uma balança traseira com um único conjunto mola-amortecedor regulável fixado por links. Ao pilotar, isso significa uma melhor absorção das imperfeições do piso, mais estabilidade em alta velocidade e menos oscilações ao contornar curvas. Mais do caráter esportivo que distingue a Suzuki Boulevard M800 da maioria das outras motos custom, que utilizam o sistema biamortecido na traseira.

Suzuki Boulevard M800

Estrada

Com uma vibração bem tolerável, a custom da Suzuki se mostrou excelente em aceleração, torque e retomada. Muito estável em curvas de alta e frenagem acima dos 100km/h. O banco e o guidão deixam o piloto em uma postura bem confortável, fazendo com que seja tranqüilo percorrer grandes distâncias sem desmontar da parruda montaria. Com boa potência, a necessidade de troca de marchas é sensivelmente diminuida, pode-se manter a quinta e última marcha e girar o acelerador para que a M800 retome a velocidade e ultrapasse outros veículos mais lentos com facilidade

Cidade

Potente o suficiente para sair na frente do trânsito, ágil o bastante para trafegar entre os carros quando necessário. Parado no farol suas linhas chamam atenção e por vezes fui questionado se a moto tinha mais de 1000cc.

Conclusão

Perfeito para quem quer uma moto de média potência e não quer investir mais de 40k na sua montaria. Caminho natural para quem tem uma Intruder (ou moto custom de baixa cilindrada) e quer mais potência. Claro que meu colega Edgar vai ter uma difícil tarefa de discordar e de levantar os pontos nem tão brilhantes da pérola negra da Suzuki. Mas daqui para frente o desafio é dele!

Keep Riding!

 

Ponto e Contraponto: Suzuki Boulevard M800

Contraponto

Por Edgar Rocha

Suzuki Boulevard M800

Caro Roberto, quem sou eu para contrapor suas considerações sobre uma moto custom? Você tem muito mais experiência sobre duas rodas do que eu, além do fato de que custom sempre foi a sua praia e não a minha. Talvez por este fato mesmo, que muitas coisas não me agradaram na Suzuki Boulevard M800.

Vou seguir seus tópicos na mesma ordem, colocando minhas considerações.

Concordo com o fato da B800 não ser “over”, mas acho-a básica demais, sem encantos ou mimos. Muito espartana. Talvez isso explique suas baixas venda em 2012, quando obteve apenas 502 unidades emplacadas. Na categoria custom de média/alta cilindrada a líder foi a Yamaha Midnight Star 950 com 1.142 motos vendidas. Sua re-estilização em meados de 2010 não alterou somente suas linhas, mudou seu preço e estes fatores podem ter contribuído para sua queda no ranking de emplacamentos. Antes destas mudanças, brigava com a Shadow 750 de igual para igual no números.

Suzuki Boulevard M800

Quanto ao design, concordo que ela tenha linhas fluidas e suaves, mas aquela carenagem sobre o farol, me lembra das pick ups dos anos 50 e 60. Não, não ria. Procure uma foto e de uma olhada na frente de uma pick-up GM 1957, vulgarmente chamada de Marta Rocha. Parece que a frente da Suzuki Boulevard M800 foi inspirada nela. Acho que falta charme, para destacá-la das outras custom do mercado.

Com relação ao motor, achei ele muito “manso” e por vezes parecia estar sobre uma 650 e não 800.  Esperava um pouco mais de emoção e disposição pelas 800 cilindradas. O ronco de seu escapamento não faz jus à moto, que a meu ver merecia algo de mais presença. Não gosto de barulho, mas um escape com a sonoridade certa dá personalidade à moto.
Sobre o câmbio e transmissão, concordo com você. Ponto pacífico.

Suzuki Boulevard M800

Sua ciclística é boa, devo concordar, mas apesar do confortável banco, me incomodou a vibração do painel aos 80km/h, a dos espelhos acima dos 100. Parte desta vibração é passada ao piloto, mas nada que seja insuportável.  Esperava freios mais potentes com reações mais imediatas e melhor progressividade. Para uma moto com esta distribuição de peso, não imaginava encontrar freio a tambor na traseira.

Na estrada é uma boa companheira, mas a suspensão mais dura e a baixa autonomia acabam forçando o piloto a paradas mais breves para abastecimento e descanso.
Na cidade anda com desenvoltura e apesar do seu caster avantajado, manobra bem no trânsito.

Suzuki Boulevard M800

Preciso colocar 2 pontos curiosos que percebi. Quando paramos a moto, temos de evitar esterçar o guidão para o lado direito, pois fica muito difícil retirar a chave do contato. Outro ponto é sobre a posição do pedal de freio, que merecia ter uma regulagem, evitando que o piloto fique com o pé reto, para não encosta-lo no pedal. Este fato cansou bastante na estrada.

Desculpe Roberto, mas definitivamente uma custom precisa de mais atributos para me seduzir e me fazer unir a este universo gigantesco que é dos amantes das motos custom.

19 COMENTÁRIOS

    • para ser conceituada de melhor moto, deveria ter um freio a disco na trazeira. gosto mto da minha M800, mas a vulcans tem freios a disco. A vulcan s custon tem. N troco pq me apaixonei por ela. mas a Vulcan é melhor. De uma olhada nela e verá freio ABS.

    • Quase sofri acidente por falta de freio. Nos q pilotamos ela, temos q e estar mto atento. A minha tirei zero 2012. e tinha freio a disco na trazeira. tomei vários susto no inicio, agora ando mais cuteloso. se tisse freio a disco, n teria moto melhor, mas o Cardan tinha q sair, e gtrocar por correia ou corrente, mas ficaria bem melhor.

  1. Bom dia. Uma questão pouco levantada refere-se ao período de revisão. Salvo engano, o intervalo é de 3000 km. Sinceramente, para uma estradeira, precisar baixar no estaleiro a cada 3000 km é desanimador. É um ponto negativo que, para mim, chega a inviabilizar a aquisição de motos Suzuki.

  2. Prezados Edgar e Roberto,
    Estou estudando a compra de uma custom, vamos lá:
    – Harley: não tem concessionária em minha cidade, está descartada.
    – Midnight: é a mais vendida, mas quando vc senta é igual um caminhão.
    – Boulevar: tem a opção 800R que é mais esportiva, me parece a melhor compra para mim q tenho 30 anos.
    – Vulcan: é uma boa moto, mas como a mecânica é cara ninguém quer. Pela emoção eu compraria de olhos fechados.
    – Shadow: é a mais acessível, tem concessionária em todo lugar e tem ABS, mas dizem não ser muito boa.
    Qual a opinião de vocês sobre as motos acima? Pelo que percebo a Harley vai mesmo tomar conta do mercado de custom.

    • Por uma questão de qualidade absoluta, eu ficaria com a HD porque caso tenha grana pra investir e uma concessionária próxima a sua cidade, vale a pena o deslocamento, pois já seria um pretexto pra pegar estrada. Mas tirando as HD, que estão num nível acima das demais, eu ficaria com a boulevard. Tenho uma modelo M800R ano 2015, que comprei zero km, e até aqui só tive alegrias com ela. Mecânica fácil, motor forte, baixo custo de manutenção, esteticamente linda e bom porte pra pegar estrada. Espero ter ajudado!
      Abraço!

    • A HD é excelente moto melhor. Tem algumas q tão c preço bem próximo de um M800. A Dyna Super Glide e uma excelente moto e é correia. A minha M800/11, comprei zero, a unica coisa q é ruim nela é qdo fura o pneu traseiro, n tem borracheiro q conserte, vc tem q levar a moto até um borracheiro em um reboque, meter a mão na massa, tirar o cardam, entregar ao borracheiro consertar. ele te da a roda e vc monta. N é mto dificil, o youtube ta chei de video. é só ter as ferramentas. Fora isso n tem moto melhor no mercado. N dá manutenção, nunca deu um defeito, é so seguir o manual, as revisões n são caras. To c 61mil km e paguei 650pratas. Só uso óleo motul e velas iridium, qto ao freio traseiro, se tiver bem regulado, da p andar de boa. Oleo de motor troco e filtro a cada 3mil e cardam 6mil. To querendo comprar outra do ultimo ano, mas n gostei mto do seu novo visual, mas vou encarar assim mesmo. de uma olhada n super glide, n tem esse problema do pneu traseiro. e a HD se tiver revisada, dificilmente terá problemas. e se tiver reboca ate a cidade q te concessionária e da um rolé da hora. Espero ter ajudado.

  3. Prezados Roberto e Edgar, eu tenho uma ER6n e to querendo trocar por uma custon pq eu entrei num motoclube. Analizando temos:
    Midnigth – Yamaha: mais vendida, é boa, mas é igual um caminhã pra pilotar. Não gostei.
    boulevar – suzuki: dizem ser boa, tem a versão M800R que é esportiva. Acho q vou comprar esta!
    Vulcan – kawasaki: dizem ser uma moto boa, mas por ser de manutenção cara , ninguém quer e pra vender é muito ruim de mercado (pela emoção eu compraria ela).
    shadow – honda: é a mais fraca em todos os sentidos das 4, mas a vantagem é q tem ABS e peça de fácil acesso.

    Qual a opinião de voces sobre as 4 motos?
    obs: não tem harley na minha cidade, por isso está fora de cogitação.

  4. Boa noite Roberto Severo. Você que gosta do estilo custom, me ajude a tirar uma dúvida por favor. Estou querendo adquirir uma moto desse estilo, mas estou um pouco receoso em relação aos comentários que o povo faz em relação ao desconforto do amortecedor traseiro em pisos irregulares. O problema é que minha única referência em motos é a minha YBR 125. Portanto, por mais idiota que pareça a minha pergunta (mas para mim vai fazer a diferença), em relação ao amortecimento traseiro, comparando a YBR 125 com uma custom, por exemplo, essa Boulevard da reportagem, qual delas sentimos mais as irregularidades do asfalto? Se a resposta for no mínimo igual, para mim já estará ótimo, pois não me incomodo nem um pouco com a “dureza” da YBR. Muito obrigado e parabéns pelo excelente trabalho.

    • são estilos mto diferentes. As custos são mais confortaveis em estradas. a ybr125 é bem mais macia em pisos irregulares. Eu tenho uma M800 2012. gosto mto dela, mas aconselho vc averiguar 2 motos. a shedow e a vulcan S, ambas tem freios a disco na trazeira só mais seguras. A qustão é: qto vc tem p gastar. a Shedow tem manutenção facil de achar e e a vulcan ainda é vendida zero, mas a manutenção e mais cara e nem tdas cidades tem. qto a M800 é uma boa moto. mas a frenagem dela é péxima. ja tomei varios sustos c ela, mas n me desfaço dela, pq já me acostumei e ta comigo desde zero. boa sorte na escolha.

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