Pilotar ou não pilotar na chuva? Eis a questão!

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Fotos: moto-pilotagem.blogspot.com.br; viagemdemoto.com; funbike.com.br

O ideal mesmo seria não pilotar na chuva. Inúmeros perigos nos espreitam em cada trecho molhado da estrada, além do forte vento e da visibilidade dificultada. Portanto, se não der mesmo para esperar a chuva passar, vamos ter ciência de vários procedimentos a serem tomados para que a viagem siga sem problemas.

Primeiramente, lembremos que a primeira chuva, quase sempre aquela mais fininha, é a mais perigosa de todas porque toda a sujeira junto com o óleo e outros resíduos de borracha forma uma película escorregadia, traindo qualquer frenagem brusca. Agora que toquei no assunto, ao frear, dê um espaço maior que o normal para que você tenha uma parada segura o suficiente.

Com a chegada da noite, a visibilidade piora gradativamente, principalmente em estradas pouco sinalizadas e sem iluminação, além do reflexo do piso molhado que reduz a noção de profundidade. As viseiras molhadas produzem um efeito psicodélico principalmente com os faróis em sentido contrário. Mas dos males esse é o menor ao termos a noção de passar a lateral da mão ou a luva, que tem materiais macios na parte externa dos dedos, para limpar o visor.

Evite ao máximo as poças d’água, pois existe um detalhe chamado aquaplanagem, fenômeno onde os pneus funcionam como esquis aquáticos sem atrito algum entre o chão e a borracha, proporcionando acidente independente da sua velocidade. Atenção também às poças d’água, elas escondem buracos e imperfeições na estrada, podendo levar ao chão qualquer piloto mais experiente.

De qualquer forma, se você resolver continuar com essa turbulenta “viagem molhada”, aqui está algumas dicas extra importantes (e que salvam vidas):

– Evite passar sobre as faixas e as sinalizações pintadas no chão. Elas te derrubam facilmente.

– Aumente a distância para com os veículos à sua frente e reduza a velocidade. Só não vá retardar o trânsito logo atrás de você, pois os outros condutores também precisam de espaço para frear.

– Se começar a chover quando estiver na estrada, se possível, dê uma parada e espere a chuva lavar um pouco o asfalto para que saia um pouco a camada de sujeira citada no início da matéria.

– Em derrapagens leves, não solte o acelerador, não acione os freios e deixe que a moto saia um pouco antes de aliviar a aceleração e recuperar a segurança da situação.

– Para derrapagens agressivas, solte o acelerador e não acione os freios, vire o guidão para o lado que a moto quiser ir e tente recuperar o equilíbrio alterando o traçado. Após recuperar o equilíbrio, volte ao percurso original. Se estiver com a velocidade baixa, você pode usar os pés no chão como apoio.

– Caso você não queira, ou não tiver como parar durante a noite, use farol baixo, abra um pouco a viseira para a entrada de ar – evitando que embace por dentro – e evite olhar diretamente para os faróis em sentido contrário.

– Não ligue o pisca-alerta se você estiver em movimento. Acione-o apenas se o veículo estiver parado.

– Utilize bem os espelhos retrovisores para monitorar o erro dos outros e ter noção de distâncias.

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