Nova Honda Gold Wing fica mais leve, potente e moderna para manter reinado

0
3938

Conhecida como “rainha das estradas”, grã-turismo japonesa foi completamente renovada. Motor de 126 cv agora tem câmbio automático DCT

A nova geração da Honda Gold Wing GL 1800 foi completamente remodelada. A começar pelo design, passando pelo quadro, suspensões, motor e transmissão tudo é inédito na grã-turismo japonesa. Mais leve, potente e recheada de tecnologia, a Gold Wing 2019 mudou para manter a fama de “rainha das estradas”.

O luxuoso modelo chega às concessionárias da marca em duas versões: a Gold Wing, que se diferencia pela ausência do topcase, e tem menos equipamentos, vendida a R$ 136.550; e a Gold Wing Tour, mais completa e dotada de câmbio de dupla embreagem (DCT), cotada a R$ 156.550 – e avaliada em nosso teste. Apesar do preço elevado, já foram entregues 85 unidades das duas versões aos clientes que encomendaram o modelo na pré-venda.    

Tecnologia de carro

Para manter o reinado, a Gold Wing herdou tecnologias dos automóveis Honda, como o câmbio de dupla embreagem (DCT) com sete marchas e trocas automáticas. Além da suspensão dianteira do tipo double-wishbone inspirada no esportivos Honda NSX e o já conhecido airbag.

Com duas embreagens, as trocas do câmbio são quase imperceptíveis. A princípio pode não fazer sentido uma moto “automática”, mas lembre-se que a Gold Wing foi feita para quem quer rodar centenas de quilômetros em um dia. Nessa situação não ter que apertar a embreagem milhares de vezes pode significar mais conforto ao chegar ao hotel.

Além disso, o renovado motor de seis cilindros opostos (boxer) de 1.833 cc produz bastante torque: 17,3 kgf.m já a 4.500 rpm – como efeito de comparação um Honda Civic EXL tem motor 2.0 e 19,3 kgf.m de torque. As trocas rápidas e a relação de marchas permitem aproveitar bem toda essa força.

Agora, se quiser sentir a esportividade dos 126 cv de potência máxima, pode escolher o mapa “Sport” entre os quatro modos de pilotagem disponíveis ou trocar as marchas manualmente, por meio de “borboletas” no punho esquerdo. O novo sistema de controle de tração, que pode ser desligado, cuida para a roda traseira não derrapar mesmo que você se empolgue demais.

A nova suspensão dianteira com duplo braço oscilante não atua diretamente sobre o guidão e isola o piloto de trancos. Na traseira, o monobraço traz o eixo cardã embutido. Ambas têm regulagem eletrônica de acordo com a carga.

Prazer de moto

Mas a Honda também aplicou sua tradição em construir motocicletas fáceis de pilotar na nova Gold Wing. Além da suspensão, quadro, rodas e pneus foram redesenhados. O objetivo foi perder peso: a grandalhona grã-turismo emagreceu 18 kg e marca 369 kg a seco na balança. Mas, na prática, nem parece tanto.

Com centro de gravidade bem baixo, e o assento a apenas 74,5 cm do solo, a Gold Wing é fácil de manobrar – mas, se precisar de ajuda, há o “Walking Mode” que movimenta a moto para a frente e para trás com o apertar de um botão.

Em baixas velocidades, a sensação é de se estar pilotando uma moto bem menor. O centro de gravidade baixo deixa o guidão leve. A largura de 90,5 cm exige cuidado, mas foi possível até pegar o corredor nas Marginais paulistanas em direção à estrada.

Na Rodovia dos Bandeirantes, a 120 km/h, a Gold Wing mantém-se firme na trajetória. O conforto é garantido pelo amplo banco e pela proteção aerodinâmica do para-brisa, que ganhou ajuste elétrico.

Era só curtir o som da nova central multimídia. O sistema tem Apple Car Play, que espelha a tela do iPhone na tela colorida TFT de 7 polegadas, mas só permite conexão Bluetooth para dispositivos Android. O som das quatro caixas tem boa qualidade, e a navegação do sistema é intuitiva por meio de botões no punho esquerdo. Há também uma infinidade de informações sobre consumo, distância percorrida, autonomia e até a pressão dos pneus. 

A Gold Wing é equilibrada em baixas velocidades e bastante estável em um ritmo mais rápido na estrada. O motor tem potência para ir bem rápido e a ciclística transmite confiança para ultrapassar o limite de velocidade.

Nas rodovias sinuosas da região de Morungaba, interior de São Paulo, a grã-turismo também não faz feio. A geometria revista do quadro e o motor posicionado mais à frente ajudam a fazer curvas com confiança e incrível desenvoltura. Apesar do porte avantajado, a Gold Wing é ágil como uma moto mais leve, mas com muito mais conforto.

Tudo para continuar a reinar

As duas malas laterais e o top-case têm capacidade para 110 litros. O que, logo de cara, resolve um problema de se viajar de moto. O espaço é suficiente para a bagagem de um casal sem exageros. A nova chave de presença (smart key) permite abrir os compartimentos à distância ou os trava, caso você se esqueça.

A lista de mimos é extensa. Aquecedor de manopla e bancos, piscas com auto cancelamento, cruise control, assistente de saída em ladeiras…. Ao motociclista, só se preocupar em não errar o caminho e curtir a estrada.

 Leve, mais potente e fácil de guiar do que nunca, a nova Honda Gold Wing mudou completamente em relação ao modelo anterior. Com novas tecnologias e o câmbio DCT, que é uma atração e uma comodidade à parte, a grã-turismo japonesa tem tudo para manter o trono de “rainha das estradas”.

Ficha técnica

Honda Gold Wing Tour GL 1800

Motor         Seis cilindros opostos (boxer), OHC e arrefecimento líquido

Capacidade       1833 cm³

Diâmetro x Curso        73,0 x 73,0 mm

Taxa de Compressão 10,5 : 1

Alimentação       Injeção eletrônica PGM-FI

Potência máxima        126 cv a 5.500 rpm

Torque máximo 17,3 kgf.m a 4.500 rpm

Câmbio     Sete velocidades com dupla embreagem (DCT)

Transmissão Final      Eixo-cardã

Partida       Elétrica

ESTRUTURA

Quadro      Diamond twin tube

FREIO: -Dianteiro   Disco duplo de 320 mm com pinças radiais Nissin com seis pistões e ABS combinado;
-Traseiro     Disco de 319 mm com pinça Nissin de três pistões e ABS combinado

SUSPENSÃO: -Dianteira   Double-wishbone com amortecedor Showa e 110 mm de curso;
-Traseira     Monobraço Pro-link com 105 mm de curso

PNEUS: Dianteiro   130/70 – 18        Traseiro     200/55 – 16

DIMENSÕES

Comprimento     2.575 mm

Largura     905 mm

Altura         1.430 mm

Distância entre eixos 1.695 mm

Altura do Assento       745 mm

Capacidade do tanque                 21 litros

Peso seco 369 kg

Cor   Vermelho e preto metálico

Preço R$ 156.550     

Texto: Arthur Caldeira / INFOMOTO
Fotos: Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


1 + um =