Motos Clássicas e elas

Clássicos, house

Motos Clássicas: Categoria feminina no “Pé na Tábua – Tira-Teima de Motos Históricas” incentiva as motociclistas a acelerarem suas antigas na pista.

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A ideia do Pé na Tábua – Tira Teima de Motos Históricas é colocar em movimento modelos clássicos. Foto: Larissa Costa

TEXTO: Carlos Bazela / Agência INFOMOTO

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Elas e as clássicas

“É bem diferente, tem o câmbio na mão e a embreagem no pé, igual carro. Ela é uma ‘rabo-duro’, não tem a suspensão traseira, então no trânsito ela é horrível”, brinca a dentista Katia Zoppello, 45, sobre sua Indian Scout de 500cc ano 1942. Mas se levar a moto para as ruas é quase um martírio, parada é que ela não fica. Entre os dias 28 e 30 de outubro, Katia e sua Scout estarão na pista do Kartódromo Municipal de Barra Bonita (SP) para a edição 2016 do “Pé na Tábua – Tira Teima de Motos Históricas”, evento que, neste ano, inaugura a categoria “Batom”, disputada apenas por mulheres.

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A motociclista Katia Zoppello e sua Indian Scout 1942. Foto: Miguel Costa Jr

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Katia Zoppello é a idealizadora da categoria Batom no Pé na Tábua. Foto: Miguel Costa Jr

Além de Katia e sua Indian, o evento receberá outras motociclistas fãs de clássicas, como Rosa Freitag, 47, e sua Yamaha DT 250. “É o modelo japonês, bem diferente das outras que passaram por aqui”, conta a também dentista, revelando que foi amor à primeira vista. “Quando eu a vi, me apaixonei”.

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Rosa Freitag e a Yamaha DT250 1974. Ao fundo, outra Yamaha: a TDM 225 transformada em Bronco. Foto: Arquivo Pessoal

Embora curta motos trail e tenha bastante experiência no off-road, Rosa tem outros modelos na garagem, incluindo uma Vespa PX 200 de 1988, que a acompanhou em uma aventura pelas areias do deserto. “Eu já fiz um rali de Vespa no Marrocos e também participei da última edição do BMW GS Trophy” emenda a motociclista, que ainda tem entre suas favoritas uma G 650 X County, que usa para viajar, e uma Yamaha TDM 225 para o dia-a-dia, que também ganhou um toque pessoal com visual retrô. “Eu fui comprando as peças e instalando para deixar ela bem parecida com a antiga Yamaha Bronco”.

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Rosa e sua BMW G650 X Country, um de seus modelos favoritos. Arquivo pessoal

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Rosa Freitag já encarou uma viagem ao Salar de Uyuni, na Bolívia com a BMW F 650 GS. Arquivo Pessoal

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Rosa Freitag e sua Vespa PX 1988, modelo que a acompanhou no rali no Marrocos. Foto: Arquivo Pessoal

Outra admiradora das motos japonesas que também disputará a categoria Batom na pista de Barra Bonita é Kelly Lanzoni, 40, com uma Honda XL 250 1974. “Essa moto é do meu marido há mais de 20 anos”, conta Kelly, cuja história ao guidão se iniciou cedo. “Aos 12 anos eu comecei andar com uma mobilette. Depois, com 14 eu tive uma Honda CG”, relembra.

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Kelly Lanzoni ao lado da Honda XL 250 que levará ao evento. Foto: Arquivo Pessoal

Todo mundo na pista

O Pé Na Tábua Tira-Teima de Motos Históricas traz várias categorias para que os mais diferentes tipos de motocicletas clássicas acelerem na pista. Entre elas estão a “Veteranas”, com modelos feitos até 1919; “Vintage”, que compreende os modelos fabricados entre 1920 e 1939. Já as categorias “Pós-Vintage” e “Fifties” são subdivididas entre motos com mais e menos de 350cc. Há também as competições de regularidade “Turismo I e II,” que premiam o menor e o maior tempo de volta, respectivamente. E agora a “Batom”, categoria feminina, que assim como a “Turismo”, permite modelos fabricados até 1984.

Katia Zoppello Indian Scout 01 Motos Clássicas e elas

Katia e sua Scout também irão competir na categoria Turismo

Realizado desde 2014, o evento nasceu com a missão de ser diferente dos habituais encontros de motos antigas. E conseguiu. “Nos encontros, estamos acostumados a ver as motos paradas, então aqui é bem mais interessante poder vê-las em movimento”, afirma Kátia Zoppello.

Katia Zoppello Indian Scout 02 Motos Clássicas e elas

A Scout 1942 de 500cc é uma das motos históricas que irá competir na categoria Batom

Kátia herdou do pai o gosto pelas duas rodas, e com o marido, colecionador de motos antigas, veio o amor pelas clássicas. O Pé na Tábua foi uma forma de colocar sua paixão para rodar. Experiência que ela pensou em dividir com outras mulheres. “Eu disse que eu não queria mais correr com os homens. Queria uma categoria feminina”, brinca a piloto, reiterando que a prova é uma forma de fazer o encontro, mais familiar e inclusivo. “O evento fica mais família. As mulheres vêm acompanhar os maridos e pensam ‘Eu posso fazer isso também’”, diz a motociclista.

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O gosto de Katia pelas motos clássicas começou com o pai e aumentou ainda mais por conta do marido. Foto: Miguel Costa Jr

Para quem estava pensando que a participação delas estava restrita à categoria feminina se enganou. “Eu gosto de competições de regularidade, para mim são mais técnicas. Por isso vou competir também na categoria Turismo, junto com os meninos”, comenta Rosa Freitag. E ela não está sozinha. “Além da ‘Batom’, vou participar da Turismo e correr ao lado dos homens”, comenta a piloto Kelly Lanzoni, que irá incluir mais essa experiência nos seus 27 anos ao guidão. Uma prova de que o espaço da mulher no motociclismo, assim como na vida, é onde elas quiserem.

Pé na Tábua – Tira-Teima de Motos Históricas

Data: 28 a 30 de outubro de 2016
Local: Kartódromo Municipal – Barra Bonita / SP
Site oficial: www.penatabua.com/novo/tt/
Informações: contato@penatabua.com

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