Caro Motociclista, Decifra-me, ou Devoro-te

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Decifra-me, ou devoro-te. É o que se ouve nos semáforos, corredores de motos, estacionamentos, estradas Brasil a fora.

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Um sussuro que só quem pilota uma motocicleta escuta. Há momentos que o vento na cara cheira a enxofre, e há horas que aspiramos perfume. Enfim, demônio ou arcanjo?

O comportamento do Estado também parece ocilar entre o amor e o ódio.

O próprio profissional motociclista, que depende da motocicleta para trabalhar, sente na pele esta dualidade. É adorado pelo cliente quando contrata seus serviços, pela sua presteza em entregar um documento, uma peça, ou qualquer coisa que haja pressa em levar. Mas este mesmo “cliente” que idolatra, odeia com a maior intensidade quando tem que compartilhar cenas do trânsito com ele.

Indicadores de que as odeiam:

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Carros muitas vezes não as respeitam, nem como um veículo mais frágil, e ignoram o fato de que podem causar sérios danos ao seu condutor caso venham a provocar um acidente;
estacionamentos muitas vezes não as aceitam (?);
– as estradas muitas vezes não tem cabinas de pedágio exclusivas,
– Os guard-rails são lâminas afiadas, amigo, se cair reze para não ser “amparado” por uma destas navalhas que deveriam existir para preservar sua integridade, porém podem dividir seu corpo em partes;
– tanto nas ruas, quando nas estradas, o material que as faixas são pintadas, viram escorregadores e tobogãs quando molhados;
– por falar em faixas, estão excluindo as faixas exclusivas para motos, poucos anos após sua implementação;
– mesmo sendo uma via pública e a moto pagando impostos, de uns tempos para cá, há (muitos) locais que não se pode estacioná-las;
– já tentaram de tudo, até mesmo proibir garupas (!);

Vou “chover no molhado”, mas não desisto. Por que amá-las?

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Ocupam menos espaço nas ruas melhorando o trânsito;
Produz menos gases nocivos, melhorando a poluição;
– falando em poluição, gastam menos combustível, sendo mais sustentáveis;
não participam de rodízios em cidades que implementam este paliativo para melhorar o trânsito (bom também para o condutor);
– São rápidas no trânsito e fazem as fazer excelentes “couriers” para entregas;
– São um instrumento social, há motogrupos, clubes, enfim, faz com que os pilotos possam congregar de alguma forma e aumentar a consciência de segurança no trânsito além de ações em entidades assistenciais;

Caro Best Rider leitor, ajude a aumentar a lista tanto dos “indicadores de que as odeiam” quanto dos “motivos para amá-las”:

Ah, claro que no plano do motociclista, do próprio condutor, concordo em alguns pontos negativos a serem considerados, dentre eles: tem várias “goteiras”, ou seja, se chover, você e o passageiro vão se molhar; transporta apenas dois por vez; não dá para levar um piano no bagageiro (nem alguns carros levam); algumas vezes o pará-choques é o seu corpo. Mas ok, um carro pode ser um segundo veículo, o que resolve 90% destes problemas. Estes veículos são para apenas uma minoria seleta que lida bem com estes possíveis infortúnios 🙂

Mas esta conclusão deve ser feita após o indivíduo decifrar a motocicleta para evitar que a opinião política e pública, e a própria motocicleta o devore.

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Keep riding!

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