LED vira mania nas motos

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LED: Sucesso mundial, este tipo de iluminação é mais durável e oferece baixo consumo de energia.

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A Africa Twin, a nova bigtrail da Honda, conta com LED no farol dianteiro

TEXTO: Guilherme Silveira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Divulgação

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LED vira mania nas motos

Diferente de iluminações complicadas e caras, o LED (componente eletrônico semicondutor, ou seja, um diodo emissor de luz) veio para ficar. Inicialmente incorporados em componentes eletrônicos, o início de seu uso em veículos se deu nas lanternas de carros luxuosos.

LED
Componente eletrônico semicondutor, o LED é um um diodo emissor de luz

O sucesso em sua vasta gama de aplicações, tanto em veículos como em uso doméstico, não foi por acaso: além da iluminação clara e vibrante, os LEDs conquistaram o mundo pelo baixíssimo consumo de energia e a durabilidade incomum – até dez vezes mais em relação à lâmpada incandescente.

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Várias motos europeias, como a italiana Ducati Diavel, contam com LED

No mundo das motos, as aplicações começaram na forma de iluminação de segurança: carreiras de LEDs dispostos nas lanternas traseiras, luzes de piscas e iluminação diurna do farol dianteiro. Painéis de instrumentos mais atuais também contam com pequenos LEDs internos.

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O maxiscooter da Yamaha, o TMax 530, também usa LED

Economia de bateria e gasolina

Segundo Victor Trisotto, diretor de engenharia da Dafra, há vantagens evidentes ao utilizar LEDs nas motos, o que levou a marca a incorporá-los na iluminação traseira do scooter Citycom 300i. “Isso representou uma grande economia de energia, que passou de 42 watts e 3,5 Ampéres de consumo, para os mesmos 42 watts de potência com apenas 0,4 A ao usar os LEDs. O gerador de energia da bateria, por exemplo, sofre menos após dar a partida, assim como a bateria reabastece sua carga mais rápido. Na marcha-lenta, o consumo elétrico chega a ser 20% menor”, completa.

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O LED foi incorpodo na iluminação traseira do scooter Dafra Citycom 300i

Leonardo Figueiredo, gerente de produto da Philips, relata que há outras vantagens no uso dos LEDs de sinalização (freios, piscas e placa). Entre elas, ele pontua intensidade luminosa cinco vezes maior, além de acendimento instantâneo – lâmpadas incandescentes demoram centésimos de segundos para acender – fator que aumenta a segurança ao frear, por exemplo.

Nas palavras do engenheiro da Dafra, o uso dos diodos se tornou comum na iluminação de painéis; o Cityclass 200 é um exemplo. Para a iluminação frontal, indireta por conta da necessidade do refletor do farol, normalmente é preciso utilizar um globo refletor específico.

A Harley-Davidson já oferece tal aparato como opcional para parte de suas motos, e como item de série para a top de linha Ultra Limited CVO. O kit Daymaker para o modelo Forty-Eight, por exemplo, custa em torno de R$ 4.000. Flavio Villaça, gerente de marketing da H-D, explica que “o uso do projetor de formato polielipsoidal é necessário para o farol emitir um facho de luz que atenda à luminosidade exigida pelas normas de segurança vigentes”.

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A Harley oferece LED como item de série para a top de linha Ultra Limited
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A Harley-Davidson oferece o sistema de LED como opcional para alguns modelos da marca

Logo, faróis de LED vendidos no mercado paralelo tendem a ser imperfeitos. Ao contrário da lâmpada incandescente, com filamento que dissipa uma parábola de luz lateralmente – que é então refletida pelo projetor –, o LED não emite luz da mesma forma que o filamento.

Isso pode representar um risco para o motociclista, como alerta o engenheiro Alfredo Guedes Jr., da Honda “Lâmpadas de LED paralelas tendem a formar um facho de luz com zonas apagadas, foco disperso ou mais fraco que o necessário para a segurança de condução”, diz.

No entanto, existem no mercado diversos modelos parecidos com “espigas de LEDs”. Com encaixes tipo H4 e H7, tais lâmpadas trazem dezenas de diodos para tentar compensar a falta de potência luminosa ao serem usados em um refletor de farol comum.

A Philips, por sua vez, já fabrica uma lâmpada tipo bulbo (H4) com LED interno que atende ao uso com projetores comuns. Mas por enquanto, a chegada do produto por aqui ainda está em estudo.

Características

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Até a nova Honda CB Twister recebeu lanterna traseira com LED

O funcionamento do LED consiste em energizar pastilhas de silício ou germânio – que vão soldadas em placas de CI (circuito impresso) – que iluminam. Normalmente, as carreiras de LEDs ficam dentro de um conjunto selado, à prova de umidade. Por isso, quando um LED apaga, é muito complicado de trocá-lo em separado dos outros.

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A linha de motocicletas BMW usa LEDs há alguns anos, como por exemplo a R 1200 GS

Segundo Trisotto, da Dafra, o que pode acontecer com LEDs dispostos em placas é a soltura da solda, algo normalmente raro de ocorrer. “Se a solda das placas começa a soltar, outros diodos costumam apagar em seguida; aí o jeito é trocar a placa toda. Eles também sofrem com umidade; situação que causa oxidação e condena a iluminação”. Trisotto completa ainda dizendo que o tempo de uso de um LED varia entre 50.000 e 100.000 horas, contra cerca de 10.000 a 20.000 horas de uma lâmpada comum.

Já Alfredo Guedes Jr, da Honda, revela que outra vantagem do uso de LEDs em motocicletas é sua resistência contra a vibração. “O ‘calcanhar de Aquiles’ de uma lâmpada incandescente é o seu filamento interno, que sofre com a vibração. No caso do LED, em estudos notamos que a solidez das pastilhas oferece uma resistência muito maior”. O custo maior do diodo, portanto, acaba compensando o investimento.

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