Lembro das primeiras vezes que assisti a uma luta de MMA. Na época era chamado somente de vale-tudo. Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com a Kawasaki ER-6n, calma, já vai descobrir.

De um lado vi entrando no octógono um monstro americano que não me recordo o nome, o cara era deformado de forte. Bombado, quase inchado, ele gritava, gesticulava para a platéia, um verdadeiro show-man. Do outro lado da gaiola entrou um brasileiro… Sim, um brasileiro “normal”, sem muita festa, glamour, magro, não parecia um super-herói bombadão. Para o meu olhar leigo, se cruzasse na rua pareceria um cara normal. Era um tal de Gracie. Royce Gracie. Amigo, a hora que soou a sineta e começou o combate, o brasileiro dominou o brutamontes americano em todos os quesitos. Técnica pura. Fiquei impressionado.

Texto e Fotos por Roberto Severo
Contei toda essa ladainha porque quando vi a Kawasaki ER-6n na garagem do Best Riders, olhei de lado e pensei comigo: “ok, ok, lá vem uma semana sem sal rodando pela cidade…”. Mas a aparência já me chamou a atenção: pequena, sóbria, com design arrojado, parece um “transformer”.
Inclusive nas mesmas cores do Camaro do filme de mesmo nome. As poucas peças carenadas em amarelo espalhadas no espaço mecânico da moto parecem esperar o piloto acionar um botão para se agruparem e formarem uma engenhoca viva.

Montei, liguei… Ronco típico de motor bicilíndrico, que lembra um pouco da voz da BMW F800R, porém mais grave e abafado:
O demoninho tetracilíndrico do meu ombro direito já começou a falar: “Puxa, se fossem quatro cilíndros tudo seria mais redondo, suave”. Logo na primeira acelerada o capetinha caiu do ombro e se esparramou no asfalto! Não é que o “Transformer Royce” responde!? Rapaaaaaz, o motor da pequena Royce foi feito sob medida para o resto do corpo.
Motor
WYSIWYG – What You See Is What You Get, ou na língua de Camões, “O que você vê é o que você terá” de experiência. Motociclismo honesto e com charme de sobra. Se fosse para fazer uma comparação desta sensação da Kawasaki com motos de outras montadoras, foi o mesmo que senti ao pilotar uma Hornet ou CB1000 da Honda. A ER-6n é justa, não sobra nem falta nada. A aceleração de sua cavalaria de 71cv @ 8,500rpm é constante e as marchas dimensionadas como luvas.

Chassis
Na rua é perigoso de tão fácil e divertido que a pequena Royce se mostra, é apertar o tanque com as coxas e deitar. Como disse antes, a retomada é suave e constante. Errou a marcha para retomar? Não tem problema, dona Royce chicoteia outro cavalo para auxiliar e vamos em frente.

As carenagens coloridas e espalhadas, valorizam o chassis ao invés de escondê-lo. O desenho do chassis, da suspensão traseira e da balança formam uma linha integrada que vai do cubo da roda traseira até o farol. Os tubos ovalados na balança traseira e no estabilizador contribuem para o visual futurista da ER-6n.

Freios
Os freios, equipados com dois discos dianteiros de 300 mm em formato de pétala e o disco traseiro de 220 mm em formato de pétala, foram projetados para o desempenho da moto e sim, eles são ABS e funcionam muito bem.

Há a versão sem ABS, mas como quem me acompanha sabe, considero uma economia que pode sair caro, para contextualizar, neste teste, passei por um aperto na estrada e se não fossem eles, os ABS, teria ao menos encostado em um carro. Se é que o motorista olhou, deve ter visto uma omelete com um urso em cima crescer no retrovisor dele, e parar a um palmo do para-choques.

Conjunto ótico e Instrumentos
Já que estamos falando em retrovisores, a ER-6n tem espelhos em formato de diamante que propiciam ótima visão da estrada passada. Nada a declarar sobre os faróis, desempenham a contento o papel. Vista por trás ou pelos lados, a lanterna traseira, a rabeta e o assento formam um desenho único e se destacam na paisagem.

Os instrumentos do painel incluem conta-giros analógico com iluminação backlight com LED’s brancos, permitindo uma boa visualização noturna. O painel LCD multi-funcional tem iluminação backlight âmbar com as funções: Shift Light, média de consumo, consumo instantâneo, hora, dois hodômetros parciais, um total além dos avisos obrigatórios.

Meu teste de estrada foi feito duas vezes na Rodovia dos Bandeirantes/Anhanguera no trecho São Paulo-Jundiaí. A postura não chegou a incomodar, mas em um percurso mais longo creio que iria.

Isso vale para o garupa, pois o banco bi-partido não compromete a carona. Mas quer saber? A moto foi dimensionada para um passeio solo perfeito e quase perfeito acompanhado. Sendo homem ou mulher, consiga aquela carta de alforria e vá para um passeio sozinho/a e have fun!
A baixinha Royce, além do amarelo, é também oferecida naquelas cores de nomes esquisitos e afetados: Pearl Shining Yellow / Metallic Spark Black / Candy Lime Green. Em português sem frescuras: amarelo, preto e verde.

Este é o vídeo (em inglês) oficial da época do lançamento da Kawasaki ER-6n, claro que é comercial e tudo, é super, ultra, mega extraordinário, portanto caros leitores aproveitem as belas imagens da pequena:

Em resumo, a amarelinha Royce é uma daquelas motos que dá pena na hora de devolver e vontade de incluir na carta ao bom velhinho.

Keep Riding!

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Kawasaki ER-6n: O Transformer Japonês e Eu,




Parabéns pela matéria…vou pegar uma 600cc over e dúvida cruel…ER-6 ou XJ-6 ando diariamente e pego 60% de estrada. 60 kml total…help me!!rs abs
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My friend, as duas vão te servir muito bem. A ER-6n é mais nervosa e ágil na cidade.
Abraço,
Roberto Severo
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Tenho uma kawasaki 650r na cidade é otima facil de pilotar e tomada rapida, na estrada tambem é otima nao vibra em alta velocidade e sempre com tomadas altas e constante
consumo razoavel em cidade mas na estrada é otima. A unica coisa que nao gostei dela foi o escapamento embaixo e o ronco de dois cilindro. Por acaso vc sabe como posso mudar esse ronco? Conhece algum escape para kawasaki 650r que possa dar um ronco melhor? gostei da materia e vou compartilhar no meu face, meus parabens.
Felicidade abs.
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Oi Ramos,
obrigado pelo comentário, realmente é uma moto excelente tanto pela agilidade quanto pela potência do motor. Eu particularmente gosto do ronco dela, e não sei se há como alterar. Tente consultar uma oficina especializada. Mas tenha em mente que o escape não é apenas ronco, é dimensionado para o motor da moto e pode afetar na compressão mudando o desempenho drasticamente em alguns casos.
Abraço,
Roberto Severo
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O bom e velho twin. Motorzaço, Anda bem e não bebe tanto quanto um 4 cilindros. Pena que essas estradeiras japonesas de hoje estão com pedaleiras altas e recuadas, cansando demais pilotos e garupas, e isso até nas grandes cilindradas. Uma pena, pois essa Kawa é mesmo linda.
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Ola Tabajara,
Obrigado pelo comentário!
ela é bem mais econômica do que uma tetracilíndrica mesmo, consome quase 3/4 de uma da mesma cilindrada com 4 cilindros.
Abraço,
Roberto Severo
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Obrigado Roberto. E, como primeira moto, entre as bicilindricas er6n e a f800r, qual seria sua escolha?
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Boas Tiago,
Ambas se adaptam bem a utilização mista ((estrada/cidade) se for pegar trechos mais longos de estrada, ficaria com a F800r se for para a utilização mais urbana, iria para a ER-6n.
Grande abraço,
Roberto Severo
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Ei, carinha,
um belo texto, continue assim que vc tem futuro.
ah ah ah ,
abrax
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Luis, obrigado novamente,
Futuro = Melhorar sempre, e isso é bom!
Grande abraço e continue nos lendo!
Roberto Severo
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Parabéns Roberto. Bom texto e sem fanatismo. Algum comentário sobre a suspensão ? Se puder me encaminhar a resposta ao Diego eu agradeço. Abço e bom Ano
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Olá Tiago,
Sim, bem observado, a suspensão da ER-6n se mostrou um pouco dura, mas permite uma regulagem na mola. Esta regulagem é para pré-carga e não para deixar mais suave ou dura na rodagem, mas alivia um pouco.
Abraço,
Roberto Severo
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Olá Roberto
Parabéns pela matéria.
Tenho uma dúvida sobre qual comprar Hornet, er6n e xj6n.
Qual vc compraria?
Se não puder expor sua opinião no site e quiser me responder por email agradeço
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Olá Diego,
Se for para uma utilização mais urbana, sem necessidade de pegar muitas estradas, eu optaria pela ER-6n, agora dado ao motor de 4 cilindros das outras duas, ambas são mais confortáveis para maiores trechos. O preço do seguro/risco de roubo também me levaria para a ER-6n ou XJ6 N o que deixaria a Hornet como terceira opção.
Abraço,
Roberto Severo
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Obrigado Roberto
Mais uma vez parabéns pelo trabalho
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O texto é bem explicativo porém não ilustrou em momento algum os pontos fracos desta moto, como se eles não existissem.
Gostaria que fosse um texto com cara de avaliação e não com cara de matéria paga.
Desculpe Roberto, mas é assim que vejo esta matéria, isso em nada desabona sua competência!!
Abraço!!
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Olá Rafael,
Obrigado pelo comentário. Talvez tenha ficado subliminar. Vou deixar mais claro aqui: Digo que a moto é muito boa para passeios solo, logo não é tão boa para garupa, pois o motor é 650cc. Outras coisa que coloquei no texto é que para pequenos “tiros” ela é muito boa, mas para trechos maiores pode cansar o piloto (“…A postura não chegou a incomodar, mas em um percurso mais longo creio que iria…”). Para mim estes foram os principais “defeitos” mas gostei sim da experiência com a moto, por isso que aparecem mais os pontos positivos.
Abraço,
Roberto Severo
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Grande Roberto.
Mais uma bela reportagem.
Obrigado e sucesso!!!
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Grande Zeca,
obrigado por mais um comentário!
Boas festas e um 2013 de muito kart para vc.
Abraço,
Roberto Severo
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Na foto do painel dá para ver que o que é analógico (não é análogo) é o conta-giros. O velocímetro deve ser digital.
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João,
Obrigado pelo comentário, o erro de escrita foi meu. Já corrigimos!
Abraço.
Roberto Severo
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