Kasinski Comet GT 250 faz sua estreia no Teste do Mês

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por Gabriel Berardi fotos Felipe Cunha

Com o início de mais um Teste do Mês, fui o encarregado de ficar com a Comet nesta primeira semana, e confesso que gosto mais da pequena naked da Kasinski hoje do que sete dias atrás. Pena que, com muito trabalho aqui na redação de segunda a sexta e com uma reforma que me segurou em casa no fim de semana, usei a moto basicamente no caminho casa-trabalho-casa.

Já andei muito de Comet, mas como meu último encontro com a naked Hyosung já tinha quase um ano, as lembranças já não estavam muito frescas, contudo, rapidamente lembrei da posição de pilotagem imposta pela Comet. Bem na verdade, qualquer um que não usar uma cueca acolchoada vai rapidamente perceber que, diferente das outras citys do mercado, esta Kasinski obriga o piloto a adotar uma posição bastante esportiva sobre a moto. As pedaleiras são altas e recuadas, o assento é alto e o guidão é baixo… conclusão, o recheio da cueca fica prensado no largo tanque da Comet. Mas calma, conheço muito dono de Comet que já teve filhos sem precisar recorrer ao Boston Medical Group.

Se juntarmos a essa ergonomia um conjunto de suspensões bastante firmes, rapidamente concluimos que conforto não é o forte da Comet. Ela está longe de ser desconfortável como as verdadeiras esportivas ou até mesmo como a sua irmã carenada, a GTR, mas fica devendo muito se comparada as tradicionais Fazer 250 e CB 300, motos que, não dá para negar, são suas concorrentes. O pior é que a rigidez das suspensões em pisos irregulares não significa mais estabilidade ou esportividade em curvas de asfalto impecável.

Os freios não comprometem, mas falta um pouco de potência no dianteiro. Conforto não é o forte da Comet

Apesar da nítida evolução do motor e câmbio nos últimos anos (especialmente depois que a injeção eletrônica foi adotada) eu continuo sem encontrar na prática o benefício que as grossas suspensões invertidas deveriam teoricamente. O mesmo acontece com o freio dianteiro, ou seja, o disco de 300 mm é mais bonito do que eficiente. Os retrovisores também são estilosos e colaboram para o visual esportivo da moto, contudo, pecam na sua função básica que mostrar ao piloto o que acontece atrás. Além de pequenos, eles vibram muito.

Uma vez adaptados a essas características (o que acontece rápido já que, no geral a moto é bem agradável), passamos a aproveitar o que esta moto de origem Hyosung tem de melhor.

Como não me incomodo em trocar marchas para manter o motor na faixa útil de giro, eu, particularmente, gosto de câmbios com relações mais longas (melhor para viajar, menor ruído, vibração e consumo) contudo, no caso da Comet, há, em minha opinião, um certo exagero.

Se no porte a Comet “lembra” uma moto de 600 cm³, o peso da naked da Kasinski “é” de uma seiscentas. Para você ter uma idéia, uma Fazer 250 pesa 137 kg contra 160 kg da Comet GT 250 e 161 kg da Ducati Monster 696. Com um câmbio longo, um motor pequeno e um peso desses, não há milagre e a grande prejudicada é, justamente, a agilidade. O peso atrapalha um pouco também nas manobras a baixa velocidade e, somado ao pouco ângulo de esterço, são os maiores pontos negativos da Comet no trânsito.

O farol é excelente e a pequena carenagem não destoa do visual. O painel é completo e muito bonito

Como ambas estão equipadas com um bicilíndrico de 250 cm³, a comparação com a Ninja 250 é inevitável. De maneira resumida, diria que Comet mostra ter mais força em baixa, mas, em compensação, não tem a “esticada” da Kawasaki quando chegamos a rotações mais altas. Sabe aquela sensação de esportividade que encanta na Ninja quando passamos de 7 000 rpm… pois é, não existe na Comet.

Igual nas duas é a capacidade de viajar entre 120 e 130 km/h na estrada com muito mais suavidade que nas 250 monocilíndricas, que vão próximo ao limite nessas velocidades. A resposta do motor Hyosung é sempre uniforme, independentemente de estarmos em baixas em médias ou em altas rotações. O mesmo acontece com a vibração, que não incomoda em nenhum momento, mas sempre sentimos (especialmente no assento) que ela está presente.

Como não existe aquele ponto no conta-giros que muda o comportamento da água para o vinho e as marchas são longas, fica uma sensação de lentidão nas acelerações. O ronco que sai do escape — com ponteira de aço de inox — é grave e lembra muito as bicilíndricas de 500 ou 600 cm³, fazendo-nos pensar ainda mais em como seria gostoso se o motor entregasse alguns cavalos a mais ou se, pelo menos, as três primeiras marchas fossem um pouco mais curtas.
Nesta primeira semana de uso o câmbio mostrou-se impecável. Os engates mostraram-se macios e precisos e, mesmo com motor quente, não tive nenhuma dificuldade em encontrar o neutro ou voltar à primeira marcha nos semáforos.

O peso elevado da moto e o câmbio de relações muito longas prejudicam o desempenho do bom motor Hyosung. LED na traseira trouxe beleza e funcionalidade

Além do ajuste fino na mecânica, rodando à noite encontrei outro ponto positivo da Comet 2011; a iluminação. Atrás, a lanterna com LED concilia design e funcionalidade enquanto o farol dianteiro, um ponto muito criticado nas primeiras versões, mostrou-se excelente. Com uma lâmpada Philips de 60/55w, a luz é forte e bem distribuída. No painel, a iluminação em verde e vermelho no conta-giros e azul claro no display digital (que pode ter a intensidade ajustada em três níveis) é de bom gosto, não cansa e traz sofisticação à moto.

Por falar em sofisticação, vale dizer que, se por um lado, o porte avantajado e alguns equipamentos colaboram para o peso acima da média, por outro, conferem a esta 250 aquele conhecido status de moto maior. Apesar de estar a seis anos no mercado, ela ainda chama muita atenção na rua (ainda mais nesta cor vermelha).

Até por essa imagem imponente e moderna que a Comet preserva, ainda acho que ela continua prometendo mais do que realmente entrega, contudo, se até um par de anos atrás os defeitos superavam as virtudes, este modelo 2011 inverteu a balança. Com uma equipe de desenvolvimento tecnicamente competente e mais capricho na linha de montagem, a marca conseguiu ressaltar o que a Comet têm de bom e amenizar as falhas. Sem dúvida, hoje é o melhor produto da linha Kasinski.

Com características que não encontramos na CB 300R e na Fazer 250 e com um visual que a diferencia da Ninja 250R, a Comet GT é um produto a se levar em conta na faixa de preço até R$ 12 000. Neste momento, a “nossa” Comet está com nosso colunista e colaborador Edgar Rocha — que tem bastante experiência com o modelo. Na sexta-feira (22), Edgar colocará aqui o que achou desta atraente naked.

20 COMENTÁRIOS

  1. Não achei o consumo dela exagerado não.Levando-se em conta que uma 125 faz em média 35 a 40km/l,ela está na tolerância para um motor com o dobro de cilindrada.
    Quanto ao acabamento que o Renan falou,discordo:
    O acabamento da Comet é muito melhor que o da Fazer e da cb300!Resumindo em dois exemplos:
    Na fazer,o tecido do banco parece que é de papel,e na cb 300,aquele plástico preto fosco,horroroso que envolve o tanque e a lateral da moto apresenta espaços que chegam a 1,5cm na curva do tanque!Isso é acabamento bom para uma líder em vendas?

  2. Boa tarde, galera! O que eu posso dizer é que já estou na minha 2º Gt 250, porem, 2012, e digo com propriedade que estou satisfeito com a que eu tive e a atual. A minha 2011 fazia 23 km/l na cidade, e com 6.8890 km, chegava fácil aos 140km/h. Não me arrependo de tê-las. Valeu!!

  3. Moçada. estou pensando muito em comprar esta moto, ñ só pelo visual d+ dela e sim pelo papo que tive com uma senhor a frente de meu trabalho hoje(18/09), vi a comet 250 preta e achei que fosse uma 600cc, o que ele me disse que guardei, “um ano de uso só troquei uma lampada do pisca direito dianteiro, já tive Fazer e esta é muito melhor, coloquei o pneu da hornet o 180”. Vi é a moto ficou muito mais robusta.
    abs.

  4. poxa estou muito afim de comprar uma comet gt 250 ,mais fico na duvida pois agumas pessoas dizem que ela é uma boa moto outros dizem que é ruim , nao sei o que fazer !

  5. tenho uma gt com 1980 km estou bem insastifeito pricipalmente com as duas revendas de curitiba pr onde morro as pecas da moto sao muito caras o pessoal e despreparado tive que compra o pedal de freio me custo 160 reais as revisoes sao muito caras …madei pra 1 revisao nao olharao os discos de freio e o traseiro quase caiu eles dizem que e um erro da fabrica CUIDADO O MEU SOLTOU QDO EU FAZIZ UMA UTRAPASSAGEM A 140 KM/h podia ter morrido FORA QUE AS PECAS NUNCA CHEGAM..ABRACOS A TODOS

  6. Referente à desvalorização da comet, com certeza o mercado é mais restrito. Porém, quando você for vender qualquer moto, a situação nas revendas será a seguinte: se a moto for menos conhecida, o vendedor vai dizer que é difícil vender e vai pagar pouco. Se a moto tiver muita saída, ele também vai dizer que é difícil vender pois tem muita opção no mercado. Ou seja, compre a moto para você usar e não para vender !!!

  7. Ola amigos! tenho uma comet 250 2008 carburada é estou muito feliz com ela, quando a comprei(03/2011) estava com 10 mil km rodados fiz uma revisão com um mecanico de confiança e a motoca ficou dez. A minha andando de boa 80 a 110 km/h faz 24/26 p/litro uma amigo tem uma que faz a mesma coisa vai do ajuste dos carbura, chego com a minha de veloc final a 170 km/h um camarada duvidou colocou a cb500 dele junto e se supriendeu 170 nos dois paineis, já tive cbx250, fazer, gs500 e falo vale a pena a comet ñ é perfeita mas nas é uma 250cc q ñ deixa a desejar. Em relação ao peso vc acustuma aprende a maneja logico que ñ se compara com uma 125cc mas garanto que isso ñ é problema.

  8. vou dar minha omilde opinião de ex proprietario de uma twister muito boa tbm e feliz proprietario de uma gt 250 2011 ,sem muitas palavras não entendo quando o autor do texto diz que esta moto mais promete do que faz uma 250 com este peso todo e mesmo assim atingir 155km na reta total e 168 kl em descida sem duvida é unica no mercado e em relação ao consumo não é bem este citado acima pois gasto com ela o mesmo que gastava com a cbx250twister no mesmo trajeto casa trabalho não da pra confiar em testes assim tem muitos interesses por traz de tudo isto é minha opinião….

  9. Amigos,
    eu tive uma mirage 250 e é o mesmo motor!boa moto para viajar e fazia 20km/L sendo carburação dupla!estou comprando em alguns dias a comet naked gt 250,ela vem com injeção e deve fazer na faixa de 23 á 25 km/L, andando numa média boa de velocidade.
    Agora estou comprando ela para uso de viajens de encontro motociclistico e irá me atender muito bem,pelo custo e beneficio e também nao estou comprando com pensamento em depois vender!como falam que é uma moto difícil de comercialização!!!
    Aos companheiros que querm comprar, minha opinião é uma boa escolha,na estrada ela conserteza anda na frente da cb 300 e fazer 250,depois da minha amaciada direitinho irei comprovar e falo avcs aqui!
    abraços…

  10. estou pensando em comprar uma , acho que a moto é muito boa , de um visual único e de uma marca MUITO CONFIÁVEL . alguns amigos falaram em desvalorização , porem digo que isso é relativo pois tive uma twister e com 4 anos de uso estava com apenas com 4200kms rodados e apArencia de zemi-nova , porem quando fui vender mesmo sendo pela tabela fipe tomei canseira de 4 meses para achar comprador , e era uma “HONDA” .

  11. Esta foi a matéria mais sensata e objetiva sobre testes da GT 250 2011. Demais sites apenas apresentavam as boas características, mascarando algumas pequenas falhas mostradas neste teste.

    Fui hoje (13/08/2011) a uma Concessionaria Kasinski em Campinas para avaliar de perto esta moto – que está na promoção R$ 10.490.00 ou 48 x R$ 408.00 sem entrada.

    Apesar de aparentar uma moto robusta, seu acabamento peca muito em relação as concorrentes (Fazer 250 e CB 300). Não vou negar, a vontade de comprar esta moto a um preço promocional é muito grande, mas ainda devido a falta de referencia especializada desta marca, e pela falta de assistencia tecnica disponivel, faz com que a credibilidade e aceitação nos produtos da marca seja muito pequena.

    Gostaria muito de ter uma Kasinski, mas ainda vou aguardar mais informações e referências antes de aplicar meu “suado dinheirinho” nesta moto.

    Abraços e parabéns pela avaliação!

  12. entao otima materia so axo que peca no imformaçao sobre consumo pois tenho uma comet gt 2011 com 3000km e esta fazendo em media na cidade 23 a 25 por litro andando entre 5000 a 8000 rpm e questao do sensor de temperatura do motor quando vc liga a moto do lado do marcador de combustivel aparece um medidor axo que é o de temperatura mais logo que esta ligada ele desapareçe…

    • Li em algum lugar que o medidor que vc comenta funciona somente na GTR. Na GT ele aparece ao ligar a moto, mas não tem função então é desativado durante o funcionamento!!!

  13. Pelo que eu li em vários testes (inclusive este), a moto anda bem mas o consumo é alto para uma 250cc.
    Estou pra trocar de moto (sair da 125cc e ir pra 250cc) e pensei bastante em uma comet gt mas o que me preocupa é “durabilidade” da moto.
    Após avaliá-la, mesmo que em um curto período de tempo, dá pra dizer se ela é bem construída e se passa confiança a quem dirige?

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