Kasinski Comet GT 250. A naked urbana foi para a estrada

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Se vocês estão esperando uma avaliação profundamente técnica, com máximas de velocidade e diagnósticos dos limites da moto, podem ir parando de ler por aqui.

Joelho no chão, só coloco no domingo quando vou a missa. Aqui, falarei sobre os pontos que me chamaram a atenção, positivos e negativos na Comet 250 EFI, uma vez que tive muito contato com o modelo anterior, ainda com motor carburado. Uma Comet 250 2008, igual a que utilizamos nas fotos abaixo para comparar os dois modelos.

Uma coisa que sempre gostei na Comet são suas linhas clássicas e a coragem de uma montadora de fabricar um produto de 250 cm³ com componentes que só víamos nas motos maiores. Quando foi lançada em nosso mercado, em 2005, não tínhamos nada nesta faixa de cilindrada, com disco na dianteira e na traseira, mono amortecimento traseiro, bengalas invertidas na dianteira e, principalmente, dois cilindros em V e oito válvulas.

Acredito que o fato de ser uma 250 de maior porte e mais bem equipada, contou muito para o sucesso deste modelo, principalmente depois que a Kasinski reduziu o preço para R$ 11.700,00, (em 2007 custava R$ 14.300,00) preço que ainda acho um pouco salgado se compararmos que, na Europa, ela custa cerca de € 4.190,00 (aproximadamente R$ 9.600,00).

Uma Comet 250 modelo 2008 (preta) encara a atual 2011. Mais diferenças do que parece

Visual

O estilo do modelo 2011 EFI é bem interessante. Manteve as linhas clássicas que tanto gosto, como o farol redondo e um visual mais clean que as anteriores. Os modelos carburados tinham um festival de cores, com bengalas douradas, quadros e rodas pretos (ou prata dependendo do ano), motor na cor bronze e as cores das carenagens e tanque, azul, vermelho, preta e amarela.

Na época em que o quadro e as rodas eram pintados de cinza prata, a cor que mais vendia era a amarela, tendo até fila de espera nas revendas. A partir de julho de 2007, os modelos 2008 chegaram às concessionárias com o quadro e rodas pintados de preto e, assim, as amarelas começaram a encalhar, cedendo seu lugar na preferência do consumidor às motos pretas (como a 2008 das fotos). Voltando as alterações visuais, hoje a Comet se apresenta mais sóbria com menos colorido. Motor, bengalas, quadro e rodas são pintados de preto e há somente duas opções de cores: vermelho e preto.

O painel da Comet atual é (muito) mais bonito e completo que o anterior

O pequeno defletor sobre o farol ficou bem interessante, mais visual que funcional. O painel digital veio em boa hora, pois o conjunto anterior de conta-giros e velocímetro analógicos pareciam herdados da Kasinski Cruiser 125, também uma Hyosung comercializada pela Kasinski até 2006. A traseira com lanterna de LED (uma exigência do mercado) é totalmente diferente. Ficou digamos assim, moderna. O conjunto de carenagens laterais encolheu. Diversos componentes que antes ficavam escondidos estão expostos na versão injetada, passando uma impressão de falta de capricho no acabamento.

Algumas peças de acabamento presentes na 2008 sumiram com o tempo. Economia tola

Detalhes

O que gostava muito na Comet eram os detalhes únicos que ela possuía. Vejo o capricho de montagem na escolha de pequenos componentes que no conjunto fazem toda a diferença. Os punhos de luz dos modelos anteriores (também herdados da Cruiser 125), eram únicos, bem feitos e nunca davam problema. Nenhuma moto nacional tinha algo parecido. Já os atuais parecem com os de qualquer moto chinesa de má qualidade, isso sem falar que são um pouco imprecisos. Nesta moto que andei, a buzina funcionava quando queria e desligar o pisca era uma função que exigia diversas tentativas.

Estética à parte, o antigo punho era mais robusto e preciso que o atual

A buzina ficou muito exposta como se fosse propositalmente colocada para aparecer, poluindo o visual da moto. Vemos perfeitamente na mesa inferior o local onde ela era colocada anteriormente. Por que da mudança?

O banco traseiro — que pode ser removido para acessar um pequeno compartimento —uma vez retirado, não quis mais ficar no lugar quando tentei recolocá-lo. A borracha que tira a folga do assento saiu do lugar e para não seguir viagem com o barulho do banco trepidando, acabei calçando o banco com um pedaço de papelão.

Uma grata surpresa foi o novo farol, que ilumina muito bem e proporciona uma maior segurança na pilotagem noturna. Apesar das muitas mudanças positivas, infelizmente a atual Comet 250 herdou do modelo anterior os péssimos retrovisores. Além de pequenos, devido a sua posição e ângulo, acabamos vendo mais nosso ombro que o que vem atrás.

A buzina mudou de posição e na moto 2011 está exposta na lateral do quadro. Solução com cara de adaptação mal feita

Ergonomia

Ao sentar já percebemos que a Comet emagreceu. Seu banco foi estreitado e, consequentemente, mudou a ergonomia da moto. No modelo anterior me sentia mais encaixado e com a parte interna das coxas amparadas pelo tanque… tinha a impressão de estar em uma moto maior.

Agora, sinto que a posição não está tão confortável, porém, com esta pequena mudança de posição de pilotagem, senti a moto mais leve e maleável, facilitando as manobras no trânsito.

Entre 2008 e 2011, o assento mudou muito. Isso também influenciou a ergonomia e a posição de pilotagem

Motor e Câmbio

Logo ao ligar a chave escutamos o barulho da bomba de combustível pressurizando e vemos o painel fazendo a checagem completa. Ao acionar o botão de ignição, ela pegou de primeira mas logo comecei a escutar um barulhinho de alguma coisa batendo no painel. Era a carenagem superior do farol, que estava vibrando e o parafuso de fixação batendo contra o painel de instrumentos. Bem, colocado um pequeno calço, segui em frente.

Ao apertar a embreagem, senti que ela ficou muito mais leve que a do modelo anterior. Andando com este modelo 2011, senti uma enorme diferença sobre o modelo carburado, além de mais silenciosa ela ficou mais ágil e mais elástica. A única coisa que incomodou foi o barulho de plásticos vibrando durante a aceleração. Nada absurdo, mas quando se escuta uma vez, depois ficamos ligados, pensando de onde vem aquela vibração.

Para quem já andou com a carburada, a Comet EFI parece outra moto. Perdeu aquela sensação de moto grande, lenta, barulhenta e com câmbio duro e impreciso. Antes de andar pela primeira vez na Comet antiga, imaginava que fosse encontrar uma moto de boa performance e respostas rápidas. Afinal, uma 250 bicilíndrica DOHC e com dois carburadores deveria ser ágil nas acelerações e retomadas. Contudo, confesso eu fiquei decepcionado. Achava que ela seria mais rápida e emocionante.

No final, toda a performance e desenvoltura que esperava encontrar na carburada, encontrei neste modelo injetado. Realmente as respostas e elasticidade do motor ficaram satisfatórias, o que se traduz em uma moto agradável de pilotar.

Acostumado com a Comet carburada, o motor com injeção eletrônica me surpreendeu positivamente. Depois de retirado, o banco do garupa não quis mais se encaixar em seu lugar como deveria

Lógico que a injeção faz toda a diferença, mas olhando atentamente descobri que parte de sua agilidade e leveza de condução deve-se a troca do pneu traseiro. O 150/70-17 da antiga deu lugar a um 130/70-17. O câmbio é bem preciso e senti que, devido ao motor ficar mais elástico com a injeção, as trocas de marcha ficaram menos constantes.

O ponto mais importante foi a facilidade de encontrar o ponto morto com o motor quente. No modelo anterior, era praticamente impossível essa operação. Pelo que percebi, a relação de marchas e final é a mesma. Ainda me deparei com alguns “ponto morto” falsos e aviso falso de luz de neutro, mas foram raros os casos, comparado com o câmbio da versão anterior.

Durante o teste rodei mais de 80% do tempo em estrada, onde ela se comportou muito bem e, de certa forma, bem econômica – média de 24,5 km/l. Em cinco ocasiões o motor apagou quando reduzia de marcha, sempre em baixa velocidade e em retas (sem maiores consequências).

Li algo a respeito sobre isso e, se bem me recordo,  trata-se de um acerto em um dos componentes da injeção, o que já foi resolvido pela fábrica.

A traseira mudou radicalmente, já a ponteira de escape... nem tanto. O pneu traseiro mais fino trouxe uma melhoria enorme na dirigibilidade da Comet

Suspensões As suspensões estão bem duras. Um buraco ou outro tudo bem, mas quando pegamos imperfeições na pista, ela começa a pular e fica difícil manter a aceleração. Em um trecho que rodei, peguei pavimentação de concreto e ela entrou em um ritmo de reação ao piso que tive de desacelerar muito.

Depois de um bom trecho de estrada, o conjunto suspensão dura com banco fino e pouca espuma, causou certo incômodo e já não encontrava mais uma posição boa sobre a moto, precisando parar para um descanso.

Duras, as bengalas dianteiras sacrificam o conforto em irregularidades no asfalto. Para esterçar mais, a moto de 2011 teve parte do limitador cortado

Resumo

Apesar de pequenos probleminhas, como o do defeito intermitente na buzina, pequenos barulhos de vibração e demais pontos citados acima, a Comet 250 EFI é excelente tanto para o uso urbano quando para viagens de médio percurso. Sua confiabilidade mecânica e respostas a altura de sua cilindrada, garantem diversão e uma prazerosa condução.

Considero uma boa compra para quem procura uma moto de cidade com porte mais imponente e de estrada com boa performance, porém fico um pouco preocupado com o preço e oferta de peças de reposição.

19 COMENTÁRIOS

  1. Tenho uma dívida sobre essa naked tem como colocar a carenagem da GTR nela de alguma forma ??? Se alguém souber me avisa whats 17 992158807

  2. Òtima avaliação galera do bestriders só gostaria de tirar uma dúvida! no espaço que existe embaixo do banco do garupa cabe alguma coisa? exemplo: uma bolsa com ferramentas ou uma lata de motolux Reparador Instantneo Para Pneu, ou é apenas o buraco de colocação da bateria assim como existe na Next 250?

  3. Pessoal, tenho uma gt 250 2012 e digo o seguinte: a moto pega de primeira, não dá sinal de falha no motor, anda bem e digo mais, chama mais atenção que muitas motos grandes, principalmente para proprietários de cb300, titans e biz. Problemas ?? Até o momento nenhum que me deixou empenhado. Apenas reparos que considero normais e prontamente atendidos pela Concessionária. se é melhor ou pior que outras marcas, não me interessa. O que importa é que estou muito contente com a moto e ainda tenho 2,5 anos de garantia de fábrica. Abraços!!

  4. Pessoal nao caiam nessa de moto nao ser visada, eu trampo na fundação casa (antiga febem0 e sempre troco ideia com os ladrao que puxam moto, essa molecada rouba até bicicleta, qto mais uma moto bonita dessa, mesmo q nao tem tanto mercado pra venda de peças como as honda, yamaha os caras e acharem facilidade levam sim, nem que seja aó pra dar um rolezinho e dispensar depois, enfim, é melhor nao abusar da falta de segurança, nao deixar estacionado em lugares ermos etc…

  5. Na minha opinião, o melhor modelo foi o lançado no ano de 2009, pois tem todas as melhores características do modelo antigo e o painel digital da 2010.
    Hoje estou com uma 2010 preta e meu pai com uma 2008 azul (muito linda).

    P.s.: Meu pai teve uma 2006 amarela, ela foi roubada em Campinas e nunca a recuperamos! Nunca pensem que não é visada! Isso faz parecer que não existe a possibilidade de roubo…

  6. Pessoal eu sou um apaixonado por motociclismo, até agora só tive moto 125 velha e da honda, sempre sonhei em comprar motos potentes, hj isso ja pode se tornar realidade, mas ainda estou pesquisando que modelo vou comprar, a Comet parece ser uma ótima opção, considerando que prefiro a exclusividade, aqui em Maringá só vi duas naked e duas carenadas mas cb 300… ha… essa tem de “rodo” tem até mototaxi usando a 300 a fazer.

    A garota que trabalha comigo tem uma fazer edição limitada, e ela tira sarro de mim quando digo q gostaria de comprar uma kasinski, mas o fato é q ue fiz uma simulação, montei um anuncio dizendo que queria vender uma comet 2011, em menos de um mês ja tinha interessados, e olha que anunciei por 10.000, conclusão é a melhor opção!

    vlew

  7. Ae pessoal..

    Já venho namorando está moto a uns 4 meses, e agora que fui numa cc e conheci o modelo 2012 não tenho duvida é esta a moto que eu quero!

    Só acho que vou esperar até fev/mar para pegar 12/12, meu uso será de casa pra facul que só vou começar ano que vem mesmo.

    Posso dizer que já pesquisei muito, fiz varios comparativos e coletei informações com muita gente, donos de Fazer CB300 Ninjinha… e o melhor pra mim e mesmo a GT 250 2012, é certo que a unica que ganha dela em poucos quesitos e a Ninjinha, mas o custo beneficio não compensa pra mim

    sei que daqui a pouco muitos loucos por Honda e Yamaha vão falar;
    essa moto não presta, é coisa de ching ling e tal e coisa…

    mas minha primeira moto foi uma Honda, não posso falar mal mas tambem não posso dizer que era a 8 maravilha, e olha que a minha era a mais completa do mercado além de umas melhorias que fiz :), gastei muito pra deixar do jeito que eu queria

    e com uma opção completinha destas não penso em outra moto agora.

    Quem passou/passa pela mesma duvida que eu fica aqui minha umilde opinão:
    Vai de GT 250 2012 que vai bem…

    A moto é muito linda, e a galera paga um pau mesmo

    Valew…

  8. Estou pensando em comprar uma Comet 250 estava em duvidas, pois quero andar na estrada tbm, mas depois de ouvir os depoimentos descidi… vai ser uma comet 250!!! Minha antiga moto era uma Fazer 2010..
    Abraços.

  9. Tenho uma GT Naked 2012… Acho que foi (é?) a primeira de Brasília….
    Ainda chegando aos 710Km (amaciando)… Ô vontade de “enrolar o cabo”… Por enquanto só alegria… Muito bonita e motor que “puxa” mesmo…

    Meu principal uso é casa trabalho…. Estou “reaprendendo” a pilotar pois minha primeira moto é uma XTZ 125 desde 2006…

    • Cara parabens pela moto, que curta bastante e tenha varios momentos bons com ela..
      Não liga pra aqueles que pensam o contrario, a moto é muito show e tambem pretendo comprar uma em breve…

    • Atualizando meu próprio comentário. Agora minha Comet 250 GT está com 17 mil e poucos Km… Só tranquilidade… Nenhum defeito. Anda muito bem, tranquila para o trânsito urbano (Brasília)…
      Única infelicidade foi ontem, quando um mané, na saída do retorno, acertou meu escapamento traseiro e a motoca foi ao chão… Resultado: quebrou a alavanca do câmbio, arranhou o paralamas dianteiro, entortou o guidão e amassou um pouco o tanque… Tristeza para conseguir essas peças num preço bom já que, em Brasília, só tem a Dubai motos e eles colocam os valores que querem:
      alavanca câmbio: 239,60 – Paralamas dianteiro 280,50 – disco freio dianteiro 365,40 – Guidão 139,00 e Tanque 1620,00 (que espero não precisar trocar)…
      Em tempo: para conseguir cobrar isso do maltorista, só na justiça. O cara disse que foi culpa minha… Safado.

  10. Então pessoal, eu tenho uma GT 250 com 2500 rodados ta lindona, mes passado tentaram roubar ela, estoraram o miolo mais não levaram o cara que arruma minha motolevou na gerenal q tem um lugar q arruma, o cara ja tinha arrumado so naquele dia 4 miolos de Comet!! mais nenhuma conseguiram levar é muito bom o sistema de segurança do guidão delas, então pessoal fiquem atentos!!

    eu amo meu cometa, apesar de muita coisa q a moto tem de acabamento seja por que ela émontada aqnobrasil as coreanas ou amerticanas não temesses acabamentos feios, tipos osfios aparente e tal!! mais isso é detalhe!! Não tempra 300, Fazer, Ninjinha!! comet é comet!!

  11. Queria comprar uma versão 2008, mais depois desse comparativo dessistir, essa seria minha primeira moto, acho que com o primeiro problema eu teria uma desilusão, mas quero que minha primeira moto seja uma kasinski , não quero honda pois não gosto ao não ser se for uma 500+++ =D, pois qualquer coisa que a honda lança muitos compram igual a cb300 que quase não corre nada ao não ser se for modificada a que andei estava com 14km sofri para chegar aos 140.

    flw muito obrigado excelente comparativo

  12. Peguei minha Comet 250GT ontem. Rodei 120km sem abusar do velocimetro em função do amaciamento, mas tive que me controlar pois ela pede velocidade!! O que mais estranhei foi o acelerador, que achei muito folgado, e a suspensão um pouco dura. Acredito que a questão do acelerador seja apenas uma questão de regulagem do cabo. No entanto o que mais me decepcionou foi o fato de que a concessionária aqui de Caxias do Sul não instala alarme!!! E além disso disseram que se eu instalar um vou perder a garantia da moto!!!??? Vou verificar em outras CCs, pois ninguém pode negar ao consumidor que protega sua aquisição! Apesar de não ser uma moto visada (não se sabe até quando)não fico tranquilo sem um alarme, apesar de usar cadeados!!! Apesar disso fiquei fascinado pela moto!!!
    Abça todos!

  13. Muito bom o comparativo…

    Comprei a moto p/ utilizá-la na cidade….

    A princípio, não gostei muito….Achei a moto dura demais..Em relação ao consumo, ainda estou averiguando, mas com certeza entre as 250cc é a que mais bebe……Mas também é a que mais anda (já tive a kawasaki ninja 250 e não tem muita diferença)…

    Em relação ao banco, encontrei uma empresa no centro de São Paulo (Pedrinho Bancos – Rua General Osório), em que refazem todo o banco tanto do piloto quanto garupa…Ainda não fiz mas garantiram que o conforto aumenta e muito….

    Agora, estou mudando de opinião….Moto perfeita não existe…E estou começando a gostar desta moto…..O que levo muito em consideração também, é o fato “sossego”, pois a moto não é visada….

    Abcs

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