Indian Roadmaster: Ride Command é tablet que inclui a moto

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Novo sistema de Infotainment da Indian tem tela colorida de 7 polegadas sensível ao toque, conexão Bluetooth e GPS em português do Brasil. Por R$ 104.990 inclui a Roadmaster

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Indian Roadmaster 2017 traz o novo sistema de infotainment Ride Command

TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Renato Durães / Agência INFOMOTO

Indian Roadmaster: Ride Command é tablet que inclui a moto

Se o objetivo era aproximar os gadgets do universo digital à experiência “analógica” e mundana de pilotar uma clássica motocicleta touring com o novo sistema de Infotainment Ride Command, a Indian Motorcycle acertou em cheio. Com tela colorida de 7 polegadas sensível ao toque, navegador e diversas informações é como ter um tablet com uma moto já incluída no pacote. As opções de moto incluem a touring Roadmaster e também a bagger Chieftain 2017.

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Novo sistema Ride Command melhorou ainda mais a experiência de viajar com a touring da Indian

Brincadeiras à parte, a Roadmaster, avaliada, não sofreu mudanças mecânicas significativas. Apenas a adoção da nova central multimídia, mas que tornou a experiência de viajar com modelo mais luxuoso da marca norte-americana mais confortável e, por que não dizer, divertida.

Há seis telas no novo Ride Command: navegação por GPS; conexão Bluetooth com o smartphone e intercomunicadores; uma tela de música; e outras três personalizáveis, que podem ser divididas em duas, com informações da moto e do percurso. Para começar a diversão, o primeiro passo foi conectar meu smartphone com o sistema. Tudo fácil e intuitivo.

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Telas informativas podem ser divididas em duas e trazem diversas informações

Pode-se usar a tela sensível ao toque até mesmo com luvas – pelo menos aquelas feitas para isso – e deslizar entre as telas, ou simplesmente apertar um dos quatro grandes botões abaixo da tela, que servem como “atalhos”.

Vale destacar a rapidez de processamento do sistema: em poucos segundos após ligar a moto já aparece um alerta para não desviar a atenção da estrada (tudo em português do Brasil, outro ponto positivo da central da Indian). Em alguns minutos, consegui conectar meu celular e minha playlist já estava disponível para ouvir através do sistema de som.

Como o objetivo era avaliar e conhecer o sistema Ride Command, decidimos escolher um destino final para nosso teste: a Bolsa do Café, em Santos, no litoral paulista. O GPS funciona como outro qualquer, pode-se buscar endereços ou pontos de interesse (POI).

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Sistema de GPS colorido é de fácil visualização e em português do Brasil

Talvez pela distância, o charmoso edifício de 1922 que hoje abriga um museu do café não aparecia entre os pontos de interesse. Foi preciso fazer uma pesquisa pelo endereço do local na internet. Com a direção exata, a busca pelo endereço foi um pouco complicada. Primeiro procura-se pela cidade, mas aparecia uma lista com 500 munícipios e descer a barra de rolagem até a letra “S” não era uma opção. A dica é dar um espaço após a palavra “Santos” e pronto: já aparecia Santos, SP na tela do GPS. Buscar pelo número 95 da Rua XV de Novembro foi, entretanto, mais simples e rápido.

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Roadmaster tem disco duplo na dianteira e simples na traseira; sistema ABS é de série

 

A estrada de Santos

O GPS não informa o tempo estimado como outros aplicativos de navegação, mas mostrava a distância de 56 km até o centro velho de Santos. Por outro lado, a tela funciona como a de um tablet ou smartphone: pode-se ampliar ou reduzir a imagem do GPS com dois dedos. Outro ponto inovador do sistema.

O fotógrafo acomodou seu equipamento no enorme topcase – que leva dois capacetes fechados com folga – e sentou-se na confortável garupa. Rumamos então para o litoral pela Rodovia dos Imigrantes. A 120 km/h em sexta marcha, o grande motor V2 gira a 2.500 rpm e o consumo instantâneo marcava cerca de 5,6 litros por 100 km (padrão europeu), o que dá cerca de 17,8 km/litro. A média foi de 5,9 litros por 100 km – ou 16,9 km/l como estamos acostumados.

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Top case leva dois capacetes fechados com folga

Não havia o tempo restante da viagem, mas nas outras três telas não faltavam informações sobre a moto e o percurso. É possível fazer uma lista com o que é mostrado, mas as mais interessantes são: a pressão dos pneus e o nível do aquecedor de manoplas e da carga da bateria na tela “Condição do Veículo”; na “Parcial 1”, a autonomia e a quilometragem parcial, além do consumo médio e instantâneo; em “Info Veículo”, a velocidade e a rotação do motor de forma digital, além da marcha engatada.

Na tela “Dados do Percurso”, o tempo em movimento e parado, e um altímetro, que vai agradar os viajantes que vão para a Cordilheira dos Andes. O sistema registrava a altitude de 746 m na Zona Sul de São Paulo e depois mostrou a variação de altitude no trajeto até Santos, onde apontou “0 (zero) metros” acima do nível do mar. Estávamos na praia.

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Altímetro e condições do veículo são informações interessantes para quem faz longas viagens

Música para distrair

Depois de um saboroso café no museu da bebida era hora da sessão de fotos – cansativa, pois não é fácil manobrar os 428 kg em ordem de marcha da Roadmaster nas ruas calçadas de pedra no histórico centro santista. Aliás, o sistema fez a touring ganhar cerca de 6 kg em relação à versão anterior.

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Destino com a Roadmaster equipada com o sistema Ride Command foi o centro histórico de Santos
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Na estrada, a Roadmaster vai bem, mas não é fácil manobrar seus 428 kg em ordem de marcha
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Garupa conta com amplo espaço e conforto na Roadmaster, além de dois alto-falantes com 50W cada

De volta à estrada fomos obrigados a subir a Serra do Mar pela sinuosa Rodovia Anchieta, pois um caminhão havia tombado e interrompido a Imigrantes. Uma boa oportunidade para relembrar que o comportamento dinâmico dessa grandalhona Indian é surpreendente.

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Apesar de seu porte imponente, comportamento dinâmico da Roadmaster surpreende positivamente

O conjunto de suspensões e o quadro em alumínio praticamente ignoram a presença da garupa e ela contorna curvas muito bem, mas as ponteiras de escapamento limitam a inclinação.

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Capacidade de carga e conforto para piloto e garupa fazem da Roadmaster uma touring de respeito

Como era previsto, um grande engarrafamento no final da serra com diversos caminhões. Foi a hora de aproveitar o renovado sistema de som e curtir uma música para distrair, afinal não é fácil circular entre os caminhões com a Roadmaster: a facilidade de controla-la em velocidades mais altas desaparece e sua desenvoltura em baixa velocidade é semelhante a de um “elefante”.

Ainda bem que o novo sistema de som compensou: são 200 watts na Roadmaster (e 100 W na Chieftain). Além da potência, impressiona também a qualidade e limpeza do som. Mesmo em alta velocidade – ou cercado por caminhões – era possível curtir os acordes de “Mr. Tambourine Man” dedilhados pelo vencedor do Nobel de Literatura, Bob Dylan, na minha playlist de “Hits dos anos 60”.

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Mesmo em alta velocidade, o som com 4 alto-falantes e 200 W é limpo e de qualidade

Sistema dá vantagem à Indian

Mesmo desperdiçando uma hora e meia com o trânsito carregado, o bate-e-volta de pouco mais de 100 km até o litoral foi recompensador. Afinal, um dia ruim e moto é melhor do que um dia bom sem moto. Mas também porque a luxuosa touring é uma delícia de pilotar na estrada (reforço, na estrada): vibra pouco, tem torque de sobra e oferece muito conforto.

Com a adição do novo sistema Ride Command, a Roadmaster 2017 ganha certa vantagem sobre a concorrência (leia-se, Harley Davidson Ultra Limited). Sua central multimídia é mais completa e intuitiva do que a dos modelos Harley e a qualidade do som também me pareceu melhor.

Caso você tenha curtido esse novo tablet, que vem com uma moto incluída, saiba que o preço é um pouco salgado: o modelo 2017 da Roadmaster é vendido a partir de R$ 104.990, contra os R$ 95.900 da H-D Ultra Limited. Mas o “tablet”, que inclui a bagger Indian Chieftain sai mais em conta: R$ 92.990.

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Novo sistema Ride Command, com a Roadmaster inclusa, sai por R$ 104.990
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Carenagem frontal tem dois faróis auxiliares e para-brisa com ajuste de altura elétrico

Indian Roadmaster 2017 – Ficha Técnica

Motor Thunderstroke 111, com dois cilindros em “V” e refrigeração mista ar e óleo
Capacidade 1.818 cm³
Câmbio Seis velocidades
Potência máxima ND
Torque máximo 16,48 kgf.m a 3.000 rpm
Suspensão dianteira Garfo telescópico de 46 mm de diâmetro e 119 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor com 114 mm de curso e ajuste pneumático na pré-carga da mola
Freio dianteiro Disco duplo flutuante de 300 mm com pinça de quatro pistões e ABS
Freio traseiro Disco simples de 300 mm com pinça de dois pistões e ABS
Pneu dianteiro 130/90-16
Pneu traseiro 180/60 – 16
Comprimento 2.656 mm
Largura 1.000 mm
Altura 1.572 mm
Entre-eixos 1.668 mm
Altura do assento 673 mm
Peso (em ordem de marcha) 428 kg
Tanque de combustível 20,8 l
Cor Thunder Black e Black&Grey
Preço R$ 104.990

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