Honda CB 300R: A versátil CB 300R mostra seu valor

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Comecemos por aqui: a Honda CB 300R freia muito! Ponto.

Honda CB 300R

Confesso que era um pouco cético em relação ao ABS para motos, pois nunca achei que isso salvaria um piloto de um acidente.

Realmente, há circunstâncias que o vivente vai cair sem dúvida nenhuma, e não vai ser ABS, pensamento positivo, e nem asas que vão salvar, mas  constatei que um bom freio, no caso o ABS da Honda CB 300R, ajuda muito, principalmente, para evitar colisões.

Em suma, mudei a minha opinião.

Honda CB 300R Não é preciso dizer que foi o que mais me chamou a atenção nesta semana de convivência com essa Honda, carinhosamente batizada por mim, “Bloody Mary 300”.

Não pretendo fazer uma matéria nem apologia sobre ABS, até porque não é a ideia deste espaço, mas sim, compartilhar um pouco do conhecimento prático e de pesquisas que obtive durante esta semana em relação ao assunto, e considerando que foi uma das principais características observadas na Honda CB 300R deve ser de interesse geral para os motociclistas.

Os primeiros sistemas ABS foram desenvolvidos inicialmente para aeronaves. Um sistema primitivo foi o sistema Maxaret da Dunlop, introduzido na década de 1950 e ainda utilizado em alguns modelos de aeronaves. Era um sistema totalmente mecânico.

O freio ABS atual foi criado pela empresa alemã Bosch, tornando-se disponível para uso em 1978, com o nome “Antiblockiersystem”, diferentemente do que achava, que era “ Anti-Blocking  System”.

A derrapagem é uma das maiores causas ou agravantes de acidentes; na Alemanha, por exemplo, 40% dos acidentes são causados por derrapagens.

A física da derrapagem

A vantagem do freio ABS se baseia num conhecimento da física. Quando as rodas ainda não estão em movimento, elas sofrem com a superfície na qual deslizam com uma força na hora de atrito estático.

Quando derrapam, elas sofrem uma força de atrito cinético. Como a força máxima de atrito estático tem sempre um valor maior do que a força máxima de atrito cinético é mais vantajoso para a frenagem que a roda diminua sua rotação em movimento do que simplesmente travar. Em outras palavras, é melhor freiar menos do que fritar borracha.

Curiosidade sobre Risco

Os freios ABS são objeto de estudo de muitos experimentos em favor da teoria da compensação de risco, que defende que os motoristas se adaptam à segurança proporcionada pelo sistema ABS e passam a dirigir mais agressivamente.

Os dois maiores exemplos destes estudos são os das cidades de Munique e Oslo. Em ambos os casos, foram comparados taxistas de diferentes frotas, provando que os que possuíam carros equipados com ABS apresentavam um comportamento de risco maior do que aqueles que não possuíam ABS.

No entanto, as taxas de colisões entre os que utilizavam ABS e os que não utilizavam não foram significativamente diferentes. (fonte: Wikipedia)

Chega de Falar em Freios e vamos falar da Honda CB 300R

Honda CB 300RDeixando um pouco os freios de lado, outra característica que chama a atenção nessa Honda, na Mary, é a boa ciclística, muito notada pela sua capacidade de fazer curvas em velocidades acima de 80km/h.

Na prática, hoje, transito pelo Rodoanel (via perimetral que circunda o núcleo central da Região Metropolitana de São Paulo) todos os dias aproximadamente 150 km. e foi onde pude perceber o comportamento da moto na estrada.

A 100 km/h, a Honda CB 300R Bloody Mary se comportou muito bem, sem muitos ruídos e vibração bem aceitável. A moto faz curvas de forma obediente e tem um bom motor para não passar vergonha nas ultrapassagens.

Claro que ao passar um caminhão mais extenso o piloto sente o deslocamento de ar, dado ao peso reduzido do conjunto, e pode ser um pouco desconfortável.

Como já dito antes, além dos freios serem excelentes, e ao meu ver até super dimensionados (lá vem eles de novo), o ABS da Honda CB 300R é um “ABS combinado”, ou seja, quando o disco traseiro é acionado isoladamente, o dianteiro recebe, automaticamente um acionamento proporcional, porém mais leve (dos três pistões da pinças, apenas uma é acionada) , equilibrando bastante o arrasto e dando muita segurança na frenagem. Bem, não preciso mais falar sobre freios…

Honda CB 300R

O câmbio é justo e com marchas curtas. Na minha opinião, poderia ter uma relação um pouco mais longa, especialmente para trechos extensos  de estrada.

O painel é bem legível de dia e bem iluminado à noite, o marcador de combustível fica até uns 120 km sem apagar nenhuma barra, entretanto, quando a primeira se apaga, as barras seguintes vão sumindo rapidamente.

Cheguei a ver até o último estágio, quando a pequena barrinha que sobra começa a piscar preto e vermelho… Não sei se haveria um estágio com a barra toda vermelha, mas, a beira de uma pane seca, não esperei para ver.

Se eu achei que o pezinho da Yamaha Fazer 250, a Violeta, era escondido, a Honda escondeu melhor a ainda. Com minha botina 43, é um sufoco puxar o apoio da moto para fora.

Concluindo, a Honda CB “Bloody Mary” 300 R se mostrou uma moto urbana com um bom apelo para estrada (onde foi mais utilizada no meu teste), mas para quem tem que percorrer longos trechos diários a uma velocidade cruzeiro, uma relação mais longa de marchas seria bem-vinda.

Outra coisa: barbaridade! Que freios!

21 COMENTÁRIOS

  1. Hehehehe. parabébns pela matéria. Tenho ha pouco mais de meio ano uma cb 300 abs dourada 2011. peguei com 8004km. hoje ja passei dos 11000km e estou adorando ela. E claro um dos principais motivos que ha escolhi foram pelos FREIOS ABS. KKKKKK

  2. Excelente matéria… Tenho uma Cb 300 2010, atualemente com 30000 km, mas com estado de ZERO. Estou muito satisfeito com ela também, moto muito econômica. As peças da moto duram bastante tempo, a relação eu troquei com 28000 km, aguentou bastante tempo e o pneu dianteiro ainda é o original de fabrica, porém já esta na hora de substituí-lo. Fiz uma viagem de quase 1000 km com ela e ela se comportou muito bem. Realmente é uma boa moto.Detalhe, é uma cb 300 sem abs.. abraços

    • Murilo,

      obrigado por deixar este importante comentário em relação a durabilidade das partes da moto. Como sempre digo, sou apenas um dos autores 🙂

      Abraço,

      Roberto

    • Marcio,

      22.000 é ainda muito jovem para o resistente motor da CB, mas, como gosto de dizer “a melhor marca de motocilcetas é: 0 quilometro” 🙂

      Abraço,

      Roberto Severo

  3. A minha CB 300 R é a vermelha sem ABS. A moto tem muito torque e entrega com poucos RPM.
    Estou muito satisfeito com a minha CB 300 R 2012 com disco traseiro.
    O único senão seria para o uso de LED na lanterna traseira e nos piscas.
    É uma esportiva.

    • Érlison,

      Muito grato pelo comentário. Faça um test-ride com uma com ABS e verifique a diferença. Vale a pena os reais a mais.

      Abraço,

      Roberto Severo

  4. A minha CB 300 R é a vermelha sem ABS. A moto tem muito torque e entrega com poucos RPM.
    Estou muito satisfeito com a minha CB 300 R 2012 com disco traseiro.
    O único senão seria para o uso de LED na lanterna traseira e nos piscas.

  5. Pessoal, primeiramemte gostaria de parabeniza-los pela excelente matéria. Tenho diversos amigos que rodam com a CB 300R e sempre fizeram elogios ao custo-beneficio desta moto. Depois desta materia eu irei dar uma volta com uma CB 300R de algum amigo.

    • Giu,

      realmente o benefício as vezes fica acima do custo, mas creio que é uma excelente aquisição conforme você contatou.

      Abraço,

      Roberto Severo

  6. Pelo que pude observar na “Matéria” a CB300R é uma moto versátil e excelente custo beneficio…acredito que serviu de balizamento para minha nova motocicleta. OBRIGADO!!!

    • Olha winter,

      despreocupado eu não andei não, apesar da moto estar com seguro, um assalto não é nada agradável. Mas não ocorreu nenhuma situação de ameaça, e olha que eu fico bem atento.

      Abraço,

      Roberto

      • para quem mora em São Paulo a situação dos motociclistas não está fácil.
        hoje tivemos mais uma notícia de morte em assalto, no caso foi uma Fazer600. Mas me parece que o motociclista teria tentado acelerar e fugir, quando foi baleado.
        Você acha que o fato da CB300 e da Hornet serem teoricamente mais visadas, é um ponto negativo e fator de decisão na compra dessas motos?

        • winter,

          acredito tudo na vida é uma questão de trocas. Da relação custo/benefício. Existem grandes benefícios de se ter uma moto como uma Hornet, ou a CB300, mas as estatísticas estão aí para todos ver, e o risco pode ser mais alto do que andar em uma outra moto, mas para onde pesa esta balança? Para os benefícios ou para os custos (riscos)? Esta é uma decisão pessoal, só recomendo que coloque todos os ingredientes na panela, para fazer a melhor gestão de risco possível, decidindo se quer ou não correr o risco. Se este risco se materializar (acontecer)? Você vai estar preparado psicologicamente, financeiramente? Vai encarar? É isso.

          Espero ter ajudado.

    • David, concordo que a Wikipedia não é um site lá muito confiável, mas a informação apresentada é dispensável se você está interessado mesmo na avaliação da motocicleta. Se você parou mesmo de ler o post ao ver a palavrinha “Wikipedia”, perdeu o restante do que foi um grande post. Estou pesquisando sobre motos e pesando os prós e contras de se ter uma para poder tomar a decisão de comprar ou não comprar e qual comprar e gostei muito das avaliações que vi por aqui. =)

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