Honda SH 300i é classe executiva dos scooters

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Honda SH 300i: Com bom desempenho, moderno e seguro, lançamento da Honda é uma opção diferenciada no segmento, mas cobra demais por isso.

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Bonito, moderno e seguro: Honda SH 300i é excelente scooter de roda grande, mas cobra caro por isso

TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Renato Durães / Agência INFOMOTO

honda Honda SH 300i é classe executiva dos scooters

Novo SH 300i é classe executiva dos scooters

O novo scooter Honda SH 300i chega neste mês às lojas com design elegante, rodas de liga-leve de 16 polegadas, freios ABS e sistema “Smart-Key” como argumentos para atrair um público classe A, usuário de automóvel. Originário da Europa, o “classudo” scooter chegou ao Brasil por um preço bastante elevado: R$ 23.590. Só como comparação, o outro modelo de 300cc à venda no mercado brasileiro, o Dafra Citycom S, reformulado para 2016, é vendido por R$ 18.490.

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Rodas de 16 polegadas, pneus largos e suspensões com bom curso enfrentam bem nossas ruas

A dúvida da maioria dos consumidores é se o SH 300i vale tudo isso mesmo? Ou seja, vale a pena desembolsar esse valor – próximo a algumas motos de 500cc da própria Honda – por um scooter?

Acostume-se à modernidade

Quem vê o SH 300i de perto pela primeira vez se impressiona: seu porte é avantajado e ele parece maior do que em fotos. Impressão reforçada pela enorme bolha de série, mas que pode ser removido. Alguns itens cromados, o farol e a lanterna de LED, assim como o bom acabamento, evidenciado pelo rebaixo para o encaixe do emblema “SH 300i” na lateral, chamam a atenção. Estacionado sobre o cavalete central e com as rodas de liga-leve com pneus sem câmara, o scooter é diferenciado.

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Grande bolha de série pode ser retirado, mas não deforma a visão e protege da chuva

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Cavalete central e descanso lateral são de série, assim como a bolha e freios ABS

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Iluminação diurna e farol usam LEDs: iluminação é excelente mesmo em ruas mais escuras

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Lanterna traseira também usa LED e oferece maior visibilidade a distância

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Emblema encaixado na lateral e a pedaleira retrátil da garupa mostram bom acabamento do scooter

Tão diferente que ao tentar dar a primeira partida, levei uns bons minutos. No lugar da chave de ignição, há um botão que, com a proximidade da “Smart Key”, é iluminado por uma luz azul e liberado. Além de liberar a partida, as outras três posições permitem abrir o banco, o porta-objetos no escudo frontal ou ainda travar o guidão.

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Espaço do porta-objetos no escudo frontal também é pequeno

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Smart Key libera o botão que permite dar partida, abrir o banco ou travar o guidão

Na hora de subir no SH 300i e montar no alto banco (805 mm do solo), “trombei” com o capacete fechado na grande bolha. Essas trapalhadas me lembraram a minha primeira viagem de avião na classe executiva, quando gastei um bom tempo tentando entender como funcionava aquele enorme controle do assento – e outro tanto para descobrir como colocá-lo na posição vertical para a decolagem. Da mesma forma, após certa prática com o SH 300i entendi que precisaria virar o guidão para evitar bater o capacete na bolha toda vez que fosse subir no scooter.

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Espaço sob o banco é limitado: é preciso certa manha para colocar um capacete integral

Confortável e silencioso

Quando enfim consegui colocar o novo scooter para rodar, a resposta do motor monocilíndrico de 279,1 cm³ com refrigeração líquida impressiona. A aceleração é vigorosa e o mais surpreendente, para mim, foi o baixo nível de ruído do conjunto motriz (motor e câmbio CVT). Com bom torque de 2,59 kgf.m já a 5.000 rpm, o SH 300i enfrenta subidas íngremes com tranquilidade, sem gritar muito e com vigor.

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Motor de um cilindro, 279,1 cm³ e 24,9 cv tem bom desempenho e arranca na frente das motos

O banco é confortável e os pés vão bem acomodados na estreita plataforma que não permite passar os pés de um lado para o outro. Apesar disso, a ergonomia do SH 300i é boa: costas eretas, razoável espaço para as pernas e adequada para o uso urbano.

Nas ruas e avenidas, o grande porte do scooter não incomoda. Embora pese 162 kg a seco e tenha 1.438 mm de entre-eixos, o SH 300 é estreito (728 mm) e circula com facilidade entre os carros. O ângulo de esterço é excelente e o ângulo de cáster facilita as mudanças de direção – os largos pneus nas rodas de 16 polegadas (110/70 na dianteira e 130/70 na traseira) deixam o scooter um pouco lento na entrada de curvas e zigue-zague, mas compensam na absorção de impactos.

De fato, a roda maior do que o Honda PCX (14 polegadas) e o bom curso das suspensões enfrentam com mais facilidade nossas ruas esburacadas. Esse, aliás, era um questionamento comum sobre a novidade da Honda. Os freios com sistema ABS de série são outro ponto que merecem destaque: eficientes e seguros em situações de emergência ou até mesmo em piso molhado.

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Amortecedores traseiros tem bom curso e sistema de freio a disco nas duas rodas é eficiente

Outra pergunta que me fizeram durante uma semana de avaliação com o novo SH 300i foi sobre a bolha: “ela deforma a visão?”. A não ser por uma pequena ondulação vista nas extremidades, a grande bolha não atrapalha o campo visual. E ainda oferece boa proteção contra a garoa e até mesmo chuva. Mas confesso que é necessário algumas voltas até se acostumar com ele.

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Painel é simples, porém completo e de fácil visualização. Bolha não deforma o campo de visão

Consumo e praticidade

Se o desempenho e a ciclística do SH 300i são superiores aos scooters menores, como o PCX 150 e o Lead 110 da própria Honda, o mesmo não se pode dizer da praticidade e da capacidade de carga. Para colocar um capacete fechado no espaço sob o banco é preciso certa “manha” e uma mochila maior não cabe ali – senti falta também de uma trava que segurasse o banco aberto, como há no PCX.

Como a plataforma é estreita, é possível levar apenas uma sacola pequena pendurada no gancho do escudo frontal. Outro inconveniente fica por conta de ter de abrir o banco para abastecer, já que o bocal fica na traseira. O tanque tem capacidade para bons 9,1 litros.

O completo painel – com velocímetro, nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento de leitura analógica – tem também um pequeno visor digital com hodômetros, relógio e consumo médio que indicava 25,7 km/l. Mas na hora de abastecer, 7,5 litros foram utilizados para percorrer 217 km: média de 28,9 km/l. Bom número para um motor de 300cc com quase 25 cavalos e câmbio CVT – conjunto que geralmente tem fama de “beberrão”.

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Consumo foi de 28,9 km/l – o que com o tanque de 9,1 litros projeta autonomia de mais de 250 km

Mas vale a pena?

Recentemente reformulado na Europa, onde é sucesso de vendas, o SH 300i é um excelente scooter: bonito, confortável, moderno e seguro. Pode não ser o mais prático da categoria, mas compensa com o bom desempenho do motor e do conjunto ciclístico.

Mas para responder aquela pergunta – vale tudo isso? – recorro à mesma analogia com a classe executiva de um avião. Quem já foi de São Paulo a Paris, há de concordar comigo que a sensação é de que vale cada centavo a mais pela passagem após as 12 horas de viagem. Mesmo que em alguns casos a diferença de preço entre a classe executiva e a econômica seja o dobro, o espaço extra, a poltrona reclinável e até mesmo o menu diferenciado fazem com que você chegue ao seu destino mais disposto e não com aquela sensação de sardinha enlatada após um voo intercontinental.

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SH 300i é como viajar de classe executiva: o preço de R$ 23.590 é alto, mas scooter é diferenciado

Pois, essa foi a conclusão que cheguei após rodar com o novo Honda SH 300i: trata-se um scooter excelente, mas que cobra muito por isso.

Vale a pena pagar tanto? Isso vai depender do quanto você tem em sua conta bancária ou do uso que fará do scooter. Se for rodar apenas na cidade e em trajetos mais curtos, o PCX, que custa menos da metade do preço (a partir de R$ 10.814), vai lhe atender muito bem. Mas, caso tenha recebido uma promoção ou um bônus generoso no final de ano para esbanjar, compre o SH 300i e viaje de classe executiva.

FICHA TÉCNICA – Honda SH 300i

Motor: Um cilindro, 279,1 cm³, OHC, arrefecimento líquido
Diâmetro e curso: 72,0 mm x 68,6 mm
Taxa de compressão: 10,5 : 1
Potência: 24,9 cv a 7.500 rpm
Torque: 2,59 kgf.m a 5.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Transmissão: CVT
Partida Elétrica
Quadro Monobloco Underbone
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 115 mm de curso
Suspensão traseira Sistema bichoque com 114 mm de curso
Freio dianteiro Disco de 256 mm de diâmetro com pinça de dois pistões e ABS
Freio traseiro Disco de 240 mm de diâmetro com pinça simples e ABS
Pneus 110/70-16 (D) e 130/70-16 (T)
Dimensões: 2.131 mm de comprimento, 728 mm de largura, 1.600 mm de altura;
Distância entre-eixos: 1.438 mm
Distância mínima do solo: 130 mm
Altura do assento: 805 mm
Peso a seco: 162 kg
Capacidade do Tanque: 9,1 litros
Cores: Branca fosca e Cinza metálica

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2 comments

  1. Sou o 1º proprietário da scooter SH 300 i no RJ. Ao pegar a moto na data de ontem, fui surpreendido ao saber que o comando de partida do veículo, o famigerado START Key, me seria entregue apenas em versão única, ou seja, sem cópia. Isso significa o seguinte, se o comando for danificado, com uma queda, ou molhado em um dia de chuva, muito comum entre os motociclistas, eu ficarei parado, sem nenhuma possibilidade de fazer o meu veículo andar, já que ele funciona apenas com esse equipamento, não aceitando qualquer tipo de chave. Bastante indignado, entrei em contato com a concessionária, que me informou que a cópia(virgem) custa quase R$ 1.000,00, sem contar com o preço da codificação, que nem eles sabem o valor. Entrei em contato com o 0800 da Honda, que me confirmaram que realmente a moto não é entregue com cópia do Smart Key e que minha “reclamação” seria encaminhada ao setor competente, mas que a Honda não retorna, ou seja, não dá satisfação às reclamações do cliente. Bela empresa, não??
    Até o pessoal da concessionária se indignou. Gostaria de saber se a Honda age da mesma forma na Europa ou EUA. Duvido muito. Acho um absurdo, uma falta total de respeito aos clientes, que antes de comprar a moto, tem que ser informado sobre o assunto, já que nenhum louco vai andar com um veículo que pode deixá-lo na mão a qualquer instante, ficando parado até que a Honda lhe envie uma peça pelo preço que quiser cobrar. Saibam interessados neste modelo, que vc deve acrescentar uns R$ 1.500,00 ao valor de compra. Quinta feira estarei entrando com reclamação no DEFESA DO CONSUMIDOR. Se não houver resposta terá que ser ação judicial.

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    • OBRIGADO PELO TOK JOAQUIM,NÃO SOU FÃ DAS MOTOS DA HONDA,PRINCIPALMENTE POIS QUESTÃO DE CUSTO BENEFÍCIO.

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Comentário Best Riders


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