Honda NC 750X ficou mais atraente e esportiva

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Honda NC 750X: Renovada, a crossover da Honda traz novas carenagens, painel inédito e suspensões mais firmes. Vendida apenas na versão com freios ABS.

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A nova NC 750X traz freios ABS de série, a versão sem o dispositivo não será mais comercializada

TEXTO: Cicero Lima / Agência INFOMOTO
FOTOS: Mario Villaescusa / Agência INFOMOTO

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Honda NC 750X ficou mais atraente e esportiva

A Honda NC 750X chega à sua terceira geração com mudanças significativas. O modelo deixou de ser uma crossover racional e agora apela para o lado emocional dos motociclistas ao oferecer design mais atraente, farol e lanternas e LED, painel multifuncional e novas suspensões, entre outras novidades. Rodamos com o modelo para descobrir o resultado dessas mudanças e para saber se vale a pena pagar os R$ 38.590, pedidos pela nova geração da NC 750 X nas concessionárias de São Paulo (SP), para ter uma na sua garagem.

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A Honda NC 750X ficou mais atraente, esportiva e cara

À primeira vista a nova NC 750 X se mostra muito mais interessante. As novas linhas cativam quem busca uma moto imponente que transmite mais status. Para isso a moto ganhou novas aletas laterais, novo paralama dianteiro e um descolado suporte para mala sobre o falso tanque. Por falar nisso, a capacidade de bagagem do compartimento no lugar do falso tanque aumentou para 22 litros o que permite encaixar um monte de tralha. Lá cabe até um capacete fechado e continua sendo um forte apelo a favor da moto, principalmente para quem a utiliza diariamente.

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O compartimento no lugar do tanque tem capacidade para 22 litros e comporta um capacete fechado
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Cobertura do (falso) tanque serve para fixar bolsa para transporte de bagagem

Mais esportiva

Mas a grande mudança só será sentida quando o piloto ligar a moto. O escape ganhou uma ponteira esportiva, deixando de lado o visual comportado da ponteira presente nas gerações anteriores. Além da esportividade, o som do motor está mais agradável e instiga a uma tocada mais agressiva. Muitas pessoas que vieram conferir a novidade de perto, pediram para acelerar e se empolgaram com o novo som. “Aí sim”, muitos disseram.

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Ponteira de escapamento esportiva oferece visual moderno e som mais agressivo do que a antecessora

O propulsor ganhou novo mapeamento da injeção eletrônica e continua com 54,5 cv a 6.250 giros, porém a grande atração do conjunto é o torque de 6,94 kgf.m disponível a 4.750 giros. Com ele é possível manter a velocidade de 120 km/h na casa dos 3.500 giros. Quem se empolgar pode passar dos 180 km/h de velocidade máxima – acima disso precisa de muita pista livre e paciência para ganhar mais velocidade.

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Na estrada foi possível manter os 120 km/h com o motor girando a 3.500 rotações

Para a avaliação rodamos centenas de quilômetros com a nova geração da crossover. Seu novo conjunto de suspensão, que ganhou novos componentes e um acerto mais rígido na dianteira, mas ainda não oferece ajustes. Caso o piloto viaje com garupa e muita carga é possível fazer a regulagem na pré-carga da mola da suspensão traseira. O conjunto se mostrou eficiente, principalmente, em curvas de alta velocidade, quando a NC mantêm-se na trajetória desejada.

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Nas curvas a NC se mostrou segura e firme mesmo em altas velocidades
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Suspensão dianteira recebeu novos componentes e regulagens do fluxo de óleo
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Banco em dois níveis (embaixo do garupa fica o bocal do tanque) e nova alça de apoio ao garupa

Nas longas retas, a bolha maior, agora com 38 centímetros, cinco a mais que a versão anterior, desvia bem o vento frontal. Segura na estrada, a NC exige que o piloto pare a cada 200 km para esticar as pernas e abastecer. Aqui vale uma observação: parece que a NC perdeu parte do seu conforto por conta da suspensão mais firme.

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Suspensão mais firme aumentou a esportividade na pilotagem mas diminuiu o conforto
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A bolha agora tem 38 cm de altura e protege bem o piloto nas viagens

Outro detalhe é a intermitente luz de reserva. Apesar de o tanque ter capacidade para 14,1 litros, a luz chegou a piscar com menos de 200 km rodados. Foram vários abastecimentos e dependendo do ritmo o consumo variava entre 24 e 30 km/litro. Mesmo sabendo que ainda teria muitos quilômetros a percorrer, o aviso de reserva acaba forçando uma parada. Usando a moto esportivamente nos trechos de serra, o consumo foi de 24 km/litro por conta do uso do câmbio (de seis marchas) em constantes reduções.

Camaleão que incomoda

O painel da NC 750X realmente é uma evolução. Repleto de informações, fornecidas pelo computador de bordo, permite acompanhar de forma instantânea tudo o que acontece com a moto. Em relação ao consumo de combustível o painel muda de cor de acordo com a tocada do piloto. No começo é até interessante, porém o balé colorido – que lembra um camaleão oscilando entre vermelho, amarelo, azul e verde, acaba perturbando principalmente à noite. Ainda bem que é possível desligar a função e manter uma cor mais neutra. Se desejar é possível priorizar as informações sobre rotação ou mesmo autonomia.

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Painel com várias funções, usa cores para transmitir diversas informações ao piloto

Durante a noite surge outra atração da nova NC, o farol em LED. O brilhante facho branco e concentrado ilumina bem e facilita a visualização de placas, sinais ou obstáculos na estrada – ajuda até mesmo os outros veículos a verem a moto no espelho retrovisor e dar passagem. A luz alta praticamente não foi usada, somente no momento de chamar atenção.

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Farol em LED oferece excelente visibilidade e alerta aos motoristas da presença da moto

Conclusão

Após quase mil quilômetros rodados foi possível perceber que a NC 750X é outra moto. Tem mais “pegada” na sua aceleração e gosta de contornar curvas de forma mais esportiva. O problema é o preço. Em São Paulo, por exemplo, os concessionários estão pedindo R$ 38.590 – embora o preço público sugerido pela Honda seja de R$ 36.500. Com três de garantia e assistência 24 h em todo o Brasil e América do Sul. Valor que a coloca próximo a modelos como a Triumph Tiger 800 XR: equipada com motor de três cilindros e 95 cv de potência, o modelo inglês traz ainda controle de tração e freios ABS por R$ 37.990.

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A nova Honda NC 750X usa quadro tipo diamante, o peso total da moto é de 210 kg (a seco)
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Pneu da marca Dunlop traz sulcos mais profundos para melhor uso nas estradas de terra

Ficha Técnica – Honda NC 750X 2016

Motor Dois cilindros em linha, OHC e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 745 cc
Diâmetro x curso 77 x 80 mm
Relação de compressão 10,7: 1
Potência máxima 54,5 cv a 6.250 rpm
Torque máximo 6,94 kgf.m a 4.750 rpm
Sistema de alimentação Injeção Eletrônica
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Câmbio 6 velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Sistema de partida Elétrica
Chassi Tipo Diamond em aço
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 153,5 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor fixado por links com 150 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola
Freio dianteiro Disco de 320 mm de diâmetro ABS
Freio traseiro Disco de 240 mm de diâmetro ABS
Pneu dianteiro 120/70 ZR17M/C
Pneu traseiro 160/60 ZR17M/C
Comprimento x Largura x Altura 2.228 x 844 x 1.353 mm
Distância entre-eixos 1534 mm
Distância mínima do solo 164 mm
Altura do assento 832 mm
Capacidade do tanque 14,1 litros (2,9 litros para a reserva)
Peso seco 210 kg
Cores disponíveis Preta e prata

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1 COMENTÁRIO

  1. Olá. Parabéns pelos seus vídeos. Porquê a Honda NC750X tem somente um disco de freio na dianteira ? A Honda XL700V tinha dois discos. Será que freia igual ? Como funcionou a escolha por somente um disco ou dois na construção de uma moto ?

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