Honda comemora 50 anos de motores 4 cilindros

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2019 Honda CB650R

Conheça 15 modelos que marcaram uma geração de motociclistas

Motor de quatro cilindros é igual àquela música preferida da adolescência: não importa quanto tempo você fique sem escutar, quando toca é impossível não se emocionar. Além de ter aquela vibração metálica, o escape trabalhando forte, a estabilidade na hora da curva… Há 50 anos a Honda lançava sua primeira moto com essa arquitetura de motor. Foi em 1969 que a CB750 chegou ao mercado e mudou a história das motocicletas para sempre. Desde então, os modelos de quatro cilindros da Honda – e de outras marcas – continuam fazendo música. Uma música tão inesquecível quanto aquela da adolescência.

Por isso e para contar melhor a história dessas cinco décadas, escolhemos os 15 principais modelos da linha CB; Confira:

Honda CB750 – 1969

A famosa “sete galo” debutou no salão de Tóquio, de 1968. Mas começou a ser vendida efetivamente em 1969, no mercado Europeu. O motor de quatro cilindros em linha de 736 cc levava quatro carburadores e fazia a moto atingir 192 km/h de velocidade máxima. A transmissão era de cinco marchas. Entre as grandes novidades, além do design arrojado e cores chamativos, o freio a disco na dianteira e a partida elétrica.

Honda CB500F – 1971

Primeira moto com motor de 500 cc da Honda com fabricação japonesa, essa quatro cilindros seguiu caminhos diferentes com relação à Sete Galo. Mais leve e menor, a moto fez sucesso pelo mundo e ficou marcada por rivalizar diretamente com as Triumph Bonneville na década de 1970.

Honda CB350F – 1972

A moto preferida do Soichiro Honda foi a primeira 350 cc a ser equipada com um motor de quatro cilindros em linha. Com 347 cc, sua produção no Japão durou pouco: de 1972 a 1974. Na época, ela ficou conhecida por ser a menor moto com essa disposição de motor e cilindros à venda no mundo.

Honda CB400F – 1975

Possivelmente uma das motos de quatro cilindros mais bem acertadas fabricadas pela Honda, antes dos anos 1980, a CB400F era uma espécie de evolução da 350. O ronco do motor e a facilidade de pilotagem foram suas marcas registradas. No Brasil, a moto que tinha muito das cafe racers inglesas, foi importada entre 1975 e 1977. Também foi a primeira moto da marca japonesa a ter transmissão de seis marchas.

Honda CB750A – 1976

A moto era a mesma coisa da Sete Galo, com exceção de um pequeno detalhe: câmbio automático. A CB750A foi a primeira moto Honda a contar com essa tecnologia. Ela também era vendida sem carenagens.

Honda CB900F – 1979

Com uma entrega de 95 cv a 9.000 rpm, a CB900F foi um marco na história dos quatro cilindros pelo tamanho do motor e por ser a primeira CB com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC). Nessa época a Honda queria mostrar que era capaz de criar modelos de motos grandes, e seus quatro cilindros de 901 cc foram uma prova dessa capacidade. Há relatos de testes em que a CB900F bateu os 210 km/h.

Honda CB 750F – 1986

Primeira motocicleta de quatro cilindros em linha produzida pela Honda no Brasil, a CBX 750F era o sonho de consumo dos motociclistas na segunda metade na década de 1980. O motor tinha exatos 747 cm³ de capacidade, refrigeração a ar e 16 válvulas, com duplo comando no cabeçote (DOHC). Na versão brasileira, oferecia 82 cavalos de potência máxima a 9.500 rpm.

Honda CB750 – 1992

A versão noventista da clássica Sete Galo chegou às lojas com motor refrigerado a água. Com guidão alto e largo e design mais rechonchudo, a moto não fez o mesmo sucesso no mercado como a irmã mais velha. Com 215 kg e 742 cc, ela entregava um rodar bem acertado e linear, mas não emocionava.

Honda Hornet – 1996

Poucos sabem, mas o primeiro modelo Honda a levar o nome Hornet foi construído sobre o motor de quatro cilindros uma CBR 250. A Hornet “pioneira” de 250cc não ficou tão famosa por se tratar de um modelo exclusivo para o Japão. Mas deu origem a uma linhagem que tem fãs até hoje.

Honda CB 1300 – 1998

Às vezes é possível encontrar um ou outro modelo dessa moto que foi importada para o Brasil e possui o maior motor da linha CB, originalmente usado da Honda X-4. Seu desenho imponente deixava à vista os quatro cilindros do motor de 1.298 cc que foi sucesso absoluto durante o Salão de Tóquio, no Japão, no mesmo ano de lançamento.

Honda CB600F Hornet – 1998

A Hornet chegou ao Brasil em 2004, mas foi lançada em 1998 no exterior. O modelo foi vendido no mundo por 15 anos se tornando um dos maiores sucessos da Honda. Entre suas principais características estavam o motor de 102 cv e uma ciclística leve, capaz de mudanças de direção rápidas e pilotagem fácil.

Honda CB1300S – 2005

Apesar de parecer muito com a moto de 1998, essa geração da CB1300S foi marcada pela chegada da injeção eletrônica nos modelos de quatro cilindros da Honda, levando as CB a um patamar mais moderno. Outro ponto importante foi a adoção dos freios ABS. Muito bem-vindos, aliás, em uma moto que ostentava 100 cv a 7.000 rpm.

Honda CB1100 – 2013

O farol grande e redondo, assim como o tanque arredondado, que traz a asa da Honda como único detalhe, e tampas laterais na cor prata compõe o estilo Anos 70. Mas o que chama atenção mesmo é o belo motor com duplo comando de válvulas no cabeçote e refrigeração a ar – lindo de se ver e ouvir. Com 1140 cm³ produzia cerca de 90 cv de potência máxima a 7.500 rpm.  

Honda CB1000R – 2018

2018 Honda CB1000R

O salto de quase uma década sem grandes lançamentos na linha das CB valeu a pena. Ano passado a Honda mostrou a nova CB1000R construída com base no conceito ‘Neo Sports Cafe’, que remete às motocicletas de corrida dos anos 1970. Além de um visual arrebatador, a nova naked conta com muita tecnologia, opções de condução para o motor de 998,3 cc de pomposos 125 cv.

Honda CB650R – 2019

A irmã menor da CB1000R acaba de ser lançada fora do Brasil e, tal como outros modelos da linha CB, preza por um tipo de condução rápida e ágil. Sua curta distância entre-eixos (1.450 mm) é prova disso. E o motor tetracilíndrico de 649 cc e 94 cv promete inspirar os consumidores brasileiros, quando ela chegar ao País, o que deve acontecer no Salão Duas Rodas 2019.

TEXTO: Ícaro Bedani / INFOMOTO
FOTOS: Divulgação

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