Honda CBR 1000RR SP 2017 é puro sangue em rédea curta

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Honda CBR 1000RR SP: Versão top de linha da principal superesportiva da marca japonesa traz visual repaginado, menos peso, mais potência e eletrônica de sobra que promete controle total.

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A CBR 1000RR Fireblade SP foi testada pelo ex-piloto da MotoGP, Nicky Hayden

MUNDOMOTO – Honda CBR 1000RR SP 2017
TEXTO: Carlos Bazela/ Agência INFOMOTO

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Honda CBR 1000RR SP 2017 é puro sangue em rédea curta

Quando mostrada pela primeira vez há dois anos, a CBR 1000RR Fireblade SP era a resposta da Honda aos pilotos mais exigentes, que demandavam por uma experiência de pilotagem a mais próxima possível dos modelos de competição. Apresentada no Intermot, o Salão de Motos realizado no início de outubro em Colônia, na Alemanha, a nova Fireblade SP eleva esse conceito a outro nível. Visual diferenciado, mais potência, menos peso e eletrônica de sobra prometem controle total nas mãos do piloto para levá-la ao limite sem dificuldade e com muita diversão.

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As versões SP2 (esquerda) e SP (direita) da CBR 1000RR apresentadas no Salão de Colônia, na Alemanha
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A nova CBR 1000RR SP traz novo visual, que pode ser incorporado ao modelo standard
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Com eletrônica de sobra, a Fireblade SP promete muita diversão e segurança nas pistas

A nova SP já nasce com uma missão. Com ela, a Honda tem a oportunidade de testar a receptividade do público às mudanças estéticas, antes de incorporá-las no modelo standard, que deve ser apresentado ainda neste ano, em Milão. Assim, a moto traz faróis em LED mais modernos e angulosos, que terminam em entradas de ar acentuadas e linhas reestilizadas na carenagem e no tanque de 16 litros feito em titânio.

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O escape e o tanque são feitos em titânio, e o quadro em composto de alumínio. Tudo para perder peso
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Os novos faróis mudaram o aspecto da dianteira e são esculpidos em pequenas entradas de ar
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Os novos faróis de LED deixaram a Fireblade SP com design mais agressivo

O metal, escolhido por sua leveza, também está presente no escape, mais comprido e que, segundo a Honda, auxilia na centralização de massa. A nova rabeta com linhas angulosas orna melhor com o assento monoposto dessa versão, criando o aspecto de peça única com a tampa que substitui o assento da garupa. Bem na ponta, a nova lanterna – também em LED – mantém a proposta discreta e minimalista do design.

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O novo escape é mais alongado e, segundo a Honda, centraliza melhor a massa
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A nova Fireblade SP está mais esguia do que a versão anterior, vista no lado escuro da foto
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As novas tampas de assento se integram melhor à rabeta e substituem a garupa

Mais leve e mais potente

A nova Fireblade SP conserva a arquitetura de motor tetracilíndrico em linha de 999 cm³. Mas as cabeças dos cilindros foram remodeladas para aumentar a taxa de compressão para 13:1. O resultado: 10 cv a mais gerados pelo propulsor que agora produz até 191 cv a 13.000 rpm. O torque também aumentou para 11,6 kgf.m disponíveis em 10.500 giros.

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O motor foi retrabalhado para oferecer mais potência e torque. Agora, pode gerar até 191 cv

Segurar toda essa cavalaria é trabalho dos freios Brembo de pinças monobloco de fixação radial, auxiliadas pelo sistema ABS. A moto ainda traz sistema quickshift, que permite subir marchas sem apertar o manete. A embreagem, aliás, é do tipo deslizante e recebeu assistência eletrônica para tornar as mudanças no câmbio de seis velocidades mais suaves.

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A Fireblade SP traz freios da grife Brembo com pinças monobloco radiais de quatro pistões

Além de aumentar a potência, a Honda diminuiu o peso da moto. Começando pelo quadro diamante de dupla trave, feito em um composto de alumínio. As novas rodas com raios em “Y”, que calçam pneus Bridgestone com medidas 120/70ZR17 na dianteira e 190/50ZR17 na traseira, também são feitas em alumínio. Um novo subquadro também foi concebido para ajudar na concentração de massas e também é mais leve e rígido, assim como a balança. A CBR 1000RR SP agora pesa 195 kg em ordem de marcha, 15 kg a menos do que o modelo anterior.

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Para oferecer desempenho máximo, a Honda diminuiu o peso da moto e aumentou sua potência e torque

Controle total

Para cumprir a promessa de oferecer controle total, a Honda investiu em tecnologia. Alguns itens, inclusive, vieram diretamente da RC 213V-S, versão de rua do modelo que compete na MotoGP, como o acelerador eletrônico Throttle By Wire (TBW). Praticamente todos os parâmetros da superbike são ajustáveis. Desde os três modos de pilotagem até a intensidade de atuação do freio-motor. Passando, claro, pelas suspensões eletrônicas Öhlins, com curso de 120 mm no garfo dianteiro invertido e 60 mm no monoamortecedor traseiro.

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O conjunto de suspensão eletrônica da Öhlins é um dos “mimos” da Honda Fireblade SP

Entretanto, a mágica está em como todo o sistema opera em conjunto. A nova Unidade de Medição Inercial (IMU) conta com um giroscópio instalado abaixo do assento, que recolhe informações da moto em cinco eixos diferentes. Com base nos dados, ela calcula o quanto da potência solicitada pelo acelerador eletrônico irá para a roda traseira, a atuação do ABS de acordo com o ângulo de inclinação e a carga de amortecimento necessária para manter ambas as rodas em contato com o piso. Todo esse equipamento ainda conta com o auxílio de um amortecedor eletrônico de direção para assegurar uma pilotagem suave, mesmo quando levada ao limite.

A definição de limite é algo que a nova CBR 1000RR SP pretende mudar. Se antes atingi-lo era uma exclusividade de pilotos muito hábeis, agora trata-se de uma meta alcançável com muita segurança e diversão. Como traduz Masatoshi Sato, líder do projeto que deu origem á nova CBR SP. “Todas as superesportivas de 1000cc são exemplos extraordinários de engenharia de alta performance. Mas, na nossa nova Fireblade, queremos que o extraordinário mesmo seja o prazer do piloto em controlá-la”, comenta o chefe da Honda reiterando que a moto promete sensação incomparável e ainda assim simples, baseada na pura alegria de pilotar.

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Levar a nova Honda Fireblade SP ao limite promete ser uma tarefa mais fácil e prazerosa

CBR 1000RR SP2, ainda mais racing

Para quem ainda quer mais do que uma CBR 1000RR Fireblade SP para o trackday perfeito, a Honda oferece a versão SP2. Também apresentada em Colônia, traz rodas Marchesini e ajustes finos nos pistões, câmaras de combustão e nas válvulas para otimizar o desempenho. Com produção limitada a 500 unidades, a Fireblade SP2 ainda terá dois kits de competição para uso exclusivo em pistas feitos pela HRC.

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A CBR 1000RR Fireblade SP2 terá produção limitada a 500 exemplares
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As cabeças dos pistões mudaram para aumentar a taxa de compressão. Resultado: mais potência
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Rodas da grife Marchesini são diferenciais da versão SP2
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A nova lanterna traseira conservou o estilo minimalista da moto

Confira vídeo oficial – Canal Honda – Youtube

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