Honda CB300R C-ABS

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Como se sairá a líder do mercado no Teste do Mês?

Fotos: Renato Durães/Motore

Apresentada em junho de 2009 para substituir a CBX 250 Twister a Honda CB300R é a estrela do “Teste do Mês” que fecha, ao menos por enquanto, a categoria na faixa de 250/300cc.

Com mais de 165 mil unidades vendidas no modelo standart e 9.900 unidades no modelo com ABS, desde seu lançamento, segundo dados da ABRACICLO, a Honda CB300R é líder na categoria.

Ela ficou bem acertada, com o câmbio de 5 marchas de fácil engate, que lhe confere esperteza em qualquer regime de rotação, aliado a injeção eletrônica. É possível trafegar na cidade a 50 km/h em 5ªmarcha e se necessário, basta girar a manopla direita que a resposta é imediata e sem engasgos. O que não gostei foi sua 1ª marcha, em minha opinião, muito curta, sendo possível sair da imobilidade ou arrancar em 2ª marcha.

O design da moto é atual e bonito. Mas chamá-la de mini Hornet ou mini CB 1000R, parece um exagero dos mais entusiastas. Ela foi inspirada nos modelos maiores e se buscou dar ao consumidor o status de pilotar uma motocicleta que parece ser de maior cilindrada.

A Honda foi muito competente em lançar uma motocicleta para um perfil de público que sonha em ter uma moto de maior cilindrada, mas não pode pagar o preço. A CB300R no meio das grandes cilindras, olhando por cima, passaria despercebida senão fosse o bocal do tanque, mantido igual o da Twister.

Inspiração no painel da irmã maior Hornet

O painel inspirado na irmã Hornet, além de bonito é de fácil leitura, bastando uma “batida de olho rápido” para que o piloto obtenha a informação procurada.

Sua ergonomia é excelente, os botões são intuitivos, simples, de acabamento razoável, os braços ficam relaxados, os pés bem apoiados nas pedaleiras levemente recuadas e as pernas bem encaixadas no belo e grande tanque de 18 litros, tudo bem casado com o banco com boa densidade de espuma que confere conforto para piloto e garupa que conta com alças de bom acabamento.

A injeção eletrônica somado ao acerto do câmbio tornou essa motocicleta “na mão” o tempo todo, quer seja na cidade, quer seja na rodovia. Porém, se na  cidade não se sente falta da 6ª marcha, ela seria bem vinda na rodovia como “Overdrive”.

A CB300R rodando em 5ª marcha a 120Km/h seu motor trabalha a 7000RPM e com ou sem garupa, ela mantém essa rotação e velocidade, mesmo surgindo leves aclives na rodovia.

A vibração melhorou muito em relação a sua antecessora e só incomoda quando a rotação chega aos 9000RPM a 140Km/h, momento em que o motor não cresce mais e o corte acontece por volta dos 9500 RPM.

Quanto a velocidade máxima, não tem jeito, o consumidor precisa ser honesto com si próprio e com a proposta do produto, apesar do design levar a esportividade, o motor monocilíndrico da CB300R não tem a proposta de atingir altas velocidades.

O consumidor brasileiro tem a péssima mania de comprar um produto querendo que renda mais do que foi programado. A proposta da CB300R é urbano levemente esportivo. Dá conta do recado na cidade e na rodovia, cuja velocidade máxima permitida é de 120Km/h, velocidade esta que ela mantém tranquilamente.

A engenharia da Honda deu uma bela mexida em relação sua predecessora com uma suspensão mais firme, um quadro berço semi-duplo em aço que recebeu reforço, entre eixos de 1402mm (ante 1.369mm) aumentando a estabilidade em retas e a diminuição do ângulo de cáster de  25º14´ (ante 26º, 36´) que confere agilidade na mudança de direção resultou numa ciclística surpreendente tornando a CB300R muito divertida numa pilotagem mais esportiva e muito mais segura no uso urbano ou numa viagem. Aliado a tudo isso o aumento das medidas dos pneus, agora Pirelli Sport Demont, já que antes era o MT-75: na dianteira 110/70 e traseira 140/70 ante dos 110/80 e 130/70 da Twister.

Para frear o conjunto um disco simples na dianteira com 276mm com com cáliper de três pistões e na traseira um disco simples com 240mm de pistão simples com C-ABS.

Muitos me perguntam se vale a pena gastar pelo sistema ABS. Eu respondo que sim, vale cada centavo e não considere gasto, mas um investimento em segurança. Se você optou pela CB300R e tem o valor total na conta para comprar o modelo standart, minha sugestão é financiar a diferença e levar o ABS.

 

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