Honda CB 1000R, ela chegou para ficar e incomodar a concorrência

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Fotos: Marcos Brasil/ divulgação Kawasaki


Fazia muito tempo que não me divertia tanto. Essa foi o primeiro pensamento ao andar os primeiros quilômetros com a CB 1000R. Ela já foi mostrada duas vezes no Best Riders, no vídeo-teste e nas impressões, mas resolvemos democratizar esse modelo entre os nossos colaboradores para deixá-los animados.

Brincadeiras a parte, a Honda fará um grande sucesso com a CB 1000R, pois trata-se de um modelo lançado há pouco mais de 3 anos na Europa, mas que continua moderno e ajustado para o nosso mercado, principalmente na questão do preço, pois com uma tabela de R$ 37.800 (sem ABS) e R$ 40.800 (com ABS), ela está pouco acima dos modelos de 600 cilindradas e bem abaixo da sua principal concorrente, a Z 1000 que parte dos R$ 45.035 (preço com frete incluso para RJ e SP).

A Kawasaki Z 1000 terá de reduzir o preço se quiser continuar na briga

A CB 1000R é uma verdadeira street-fighter. É uma moto para quem curte design, estilo e quer se divertir no dia a dia, mas não dispensa cavalaria para acelerar em qualquer local. É incrível a capacidade que essa moto tem de ser ágil em locais apertados, parecendo uma CG endiabrada. Melhor do que a Hornet, a CB 1000R traz muito torque em baixas rotações, mas mantém uma suavidade dos comandos características da Honda, mesmo sendo uma moto com mais de 125 cv.

Alguns detalhes deixam claro que ela está em uma categoria acima da média. Apesar do preço contido, ela conta com uma belíssima balança monobraço que deixa exposta as rodas de liga leve, painel digital dividido em três módulos (as vezes de difícil leitura) e lanterna de LED dianteira. A rabeta fina e as linhas angulosas reforçam a esportividade da moto.

Falando um pouco mais sobre o comportamento, fica difícil encontrar falhas no conjunto motor e câmbio. A entrega de potência é linear e contundente, sem aquela habitual diferença entre baixas e altas rotações como acontece normalmente numa tetracilíndrica, como Hornet e CBR 600RR, por exemplo. A sua concorrente direta, a Kawasaki Z 1000 é mais esportiva nesse ponto também. O câmbio também possui engates super macios e precisos e a embreagem, prima pela maciez e comportamento.

Na questão da suspensão, ela sofre um pouco na cidade, principalmente com garupa. Um pouco mais duras do que o habitual, transmite as irregularidades para o piloto e, não raramente, acusa fim de curso na dianteira. A traseira, por melhor regulada que esteja, é um tanto “bexiga”, não sendo tão progressiva como gostaríamos, mas longe de ser ruim. O que preocupou um pouco mais foi a baixa altura em relação ao solo, pois andando com garupa, além do pouco conforto para ele, a moto raspava facilmente em valetas, lombadas e ondulações do asfalto. A única maneira, foi aumentando a tensão da pré-carga da mola, tarefa mais complicada e que poucos fazem.

O curto entreeixos não tornou a moto mais instável, mesmo em velocidades maiores. Na verdade, ela surpreendeu pela estabilidade em curvas, mesmo em pistas irregulares onde a balança monobraço acusaria menor rigidez. A posição bem confortável obtida pelo guidão alto e as pedaleiras pouco recuadas permitem o uso diário dessa moto sem maiores problemas.

Resumindo, após ficar uma semana com essa moto, sentirei saudades dela. Com certeza existem motos mais versáteis e completas, mas poucas motos (ou nenhuma) diverte tanto na cidade como essa CB 1000 R pelo que custa. Além disso, você está sobre um produto moderno, bonito e com ABS o que para mim é garantia de bom negócio.

7 COMENTÁRIOS

  1. MINHA Z1000 JA TEM 10537 KM E NAO DEU NENHUM PROBLEMA,..MEU AMIGO TEM UMA CBR REPSOL COM 9000 KM E DEU DEFEITO NA MARCHA,..TA LA NA HONDA ESPERANDO A BOA VONTADE DELES…

  2. Infelizmente os concessionários HONDA de Curitiba (PR) e região metropolitana montaram um Cartel; todos praticam exatamente o mesmo preço : 3 mil reais de sobrepreço (ágio) ! Fiz minha parte, descartei os concessionários e fui pra Yamaha …

  3. Engraçado como ela fica sem graça perto da Kawasaki.

    Quanto ao preço, essa é a melhor estratégia do empreendedorismo. Lançar um produto bom, melhor que a concorrência(esse não é o caso) com um preço inferior.
    Já aconteceu isso no mercado automotivo, entre as quatro grandes, mas hoje não acontece mais.
    Contudo, é exatamente isso que deveria acontecer com as outras marcas, lançar produtos iguais ou melhores, com um preço menor, sem levar em consideração a marca.

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