Quer fugir do transporte coletivo?

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Então acompanhe o teste do mês com a Honda Biz 125, agora, com motor Flex.

Na cor rosa metálico para agradar o público feminino, principal consumidor da Honda Biz

Fotos: Gustavo Epifanio

Com o transporte público cada vez mais caro, menos confortável e mais lento  nos deslocamentos, especialmente nas regiões metropolitanas, a Honda Biz 125 Flex apresenta-se como uma ótima opção para fugir desse caos.

Quem se desloca diariamente de ônibus e metrô, gasta, em média, R$ 10,00 (dez reais) por dia ou cerca de R$ 200,00 (duzentos reais) por mês — considerando o itinerário realizado do terminal Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo, à Avenida Paulista, em São Paulo. Isso sem falar das cerca de 4 (quatro) horas diárias para ir e voltar do trabalho.

Com esse valor, é possível pagar os R$ 101,74 (cento e um reais e setenta e quatro centavos) no consórcio da Biz 125 Flex modelo KS, diminuir o tempo gasto no trânsito no mesmo itinerário para 1 (uma) hora diária e ainda sobra para a gasolina.

É possível pilotar a Biz por horas sem se cansar, já que o assento é largo, com boa densidade de espuma e o piloto fica bem posicionado, ao encontrar pedaleiras e guidão no lugar certo. Montado na cub da Honda, nota-se a simplicidade do painel e dos botões, contudo, apesar do pouco requinte são intuitivos, apresentam bom acabamento e funcionam muito bem, sem qualquer enrosco.  O garupa conta com bom espaço, e agora as pedaleiras são suspensas (fixadas no chassi), muito melhor que a antiga solução de fixá-las à balança, o que causava desconforto.

Conjunto ótico bonito, mas luz do farol podia propiciar maior luminosidade.

Seu sistema de iluminação cumpre sua função na cidade. Aliás, durante o dia prefiro utilizar o farol alto para marcar posição no trânsito, já que, com a claridade do sol, não chega a ofuscar outros motoristas.

No início, resultou estranha a ausência do manete de embreagem e o procedimento que temos de adotar na redução de marchas. Para sair da imobilidade e subir as 4 marchas, basta tocar o pedal sempre para baixo, igual às motos utilizadas em corrida com câmbio invertido. A “esquisitice” fica por conta da redução, que é possível fazer com o calcanhar mas que prefiro fazer com a ponta do pé, necessitando deslocar o pé a todo o momento. Contudo, isso é pessoal, e varia de motociclista para motociclista.

Na cidade, o propulsor 125 injetado de 9,1 cv a 7 500 rpm e torque de 1,01 kgf.m a 3 500 rpm (na gasolina ou no álcool), oferece bom desempenho para enfrentar o trânsito e permite circular em vias mais rápidas como as marginais e grande avenidas até com certa tranquilidade.

Painel básico. Marcador de combustível impreciso: marcando reserva, ainda cabem 2,6 l de combustível.

Mas não esqueça que a Biz é uma motocicleta de caráter urbano, portanto, seu habitat natural são vias urbanas e não rodovias. É até possível incursão em estrada, mas todo cuidado é pouco,já que há limitações quanto a sua velocidade final.

Com 143.740 unidades vendidas até o mês de julho, a  Biz é o terceiro modelo mais vendido da Honda, ficando atrás apenas da CG 125 Fan (234.492) e CG 150 Fan Flex (202.125) segundo dados da ABRACICLO.

Seu porte agrada especialmente ao público feminino, principal consumidor do modelo, já que além  do baixo peso, as dimensões compactas resultam em maneabilidade, leveza e facilidade na pilotagem.

O segredo da boa maneabilidade encontra-se num chassi fabricado em tubos de aço, suspensões dianteira telescópica com 100 mm de curso e a traseira com dois amortecedores, de 86 mm de curso. Com rodas raiadas de 17” na dianteira e de 14” na traseira, esta cub supera com desenvoltura os obstáculos, buracos e ondulações nas péssimas ruas das cidades brasileiras.

Para o dia a dia oferece boa agilidade e economia. Com tanque 100% de etanol (álcool), fez 33,5 Km/l

Os modelos ES e KS são equipados com sistema de freios a tambor, com 130 mm de diâmetro na dianteira e 110 mm na traseira. E aqui fica o ponto negativo desse modelo, já que o sistema tem de ser mantido limpo e sempre ajustado para uma boa frenagem.

Imagino as questões de custo, mas será que o volume de venda não justifica abandonar o freio a tambor na dianteira? É estranho a Honda, que equipou os modelos CB 300R e a XRE com C-ABS, motocicletas de baixa/média cilindrada, não ter aposentado o freio a tambor na dianteira em seu line-up. A diferença é considerável na frenagem entre os modelos ES e EX, esta última já com freio a disco na dianteira.

Se na chuva me sinto totalmente seguro com uns dos modelos equipados com freios C-ABS, com essa Biz me senti muito, mas muito vulnerável, contando com concentração total, colocando a experiência nas pontas dos cascos, já que molhado o sistema a tambor perde sim, sua eficiência.

Freio a tambor dianteiro podia ser aposentado

Com 100% de álcool no tanque de combustível, a Biz pegou de primeira na hora de sair pela manhã e fez a impressionante média de 33,5Km/l.

O painel de instrumentos possui boa visualização. Traz velocímetro, hodômetro, marcador do nível de combustível (um tanto impreciso) e escala de utilização das marchas no velocímetro, isso, claro, sem falar da luz de diagnóstico da injeção eletrônica e a luz “ALC”, que acende sempre que houver mais de 80% de etanol (álcool) no tanque e pisca em condições de temperatura ambiente abaixo de 15°C, o que aconteceu, já que a temperatura beirava os 14ºC, nos dias que a Biz foi minha companheira.

Tomado pelo tanque de gasolina, o espaço embaixo do banco é diminuto já que nem todo capacete pode ser guardado. Entretanto, é possível levar uma bolsa ou capa de chuva sem problema. Prático, o cavalete que vem de série é essencial para lubrificação da corrente, mas o descanso lateral não desliga o motor quando engatado, o que deveria acontecer por uma questão de segurança, já que não há manete de embreagem.

Por fim, a Biz é comercializada em três versões e preços: R$ 5 297 para a versão KS, R$ 5 854 para a versão ES (igual à testada) e R$ 6 590 para a versão EX. As cores disponíveis são rosa metálico, verde metálico, vermelho e preto (para os modelos KS e ES) e amarelo metálico e azul metálico (EX). A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

3 COMENTÁRIOS

  1. Como sempre uma matéria bacana, só cara não incentive as pessoas a andarem com farol alto durante o dia, ele se torna mais visível pq te torna irritante com um ponto de luz forte direto no olho de quem vem em sentido contrário, péssimo hábito.

    • Amigo com motocicletas de baixa cilindrada a luz não ofusca e não atrapalha os demais usuários do sistema viário. Agora com moto de alta cilindrada o farol baixo dá conta do recado.grande abraço e obrigado

    • de dia, não incomoda não. eu tenho uma fazer 250 e fiz o teste com um amigo, ele em um carro e eu andando atrás, com a luz alta. mesmo com o tempo nublado, a luz do dia já era o bastante pra não deixar o farol alto ofuscá-lo.
      tenho certeza que algumas motos têm farol mais potente, em que a luz alta seria incômoda mesmo com sol a pino. acho que o certo seria experimentar, pois quanto mais visível, melhor.

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