Harley 110 anos – Dia #2: Sob o Signo da Harley

0
328
harley 110 anos
No dia seguinte de comemorar 110 anos, a montadora da melhor idade iniciou suas atividades em várias localidades em Milwaukee. Simplesmente não dá para acompanhar tudo, a agenda é enorme, e desta vez escolhi o Summer Fest Grounds (foto acima) para passar o dia aproveitando as festividades.
harley 110 anos

Harley 110 anos – Dia #2: Sob o Signo da Harley

Mantendo as devidas proporções, este site é análogo a Marina da Glória no Rio de Janeiro, onde a Harley costuma proporcionar eventos no Brasil, porém bem maior e exclusivamente destinado a eventos.
harley 110 anos
O evento no Summer Fest Grounds é algo como uma mistura de arena de shows, lojinhas da Harley e HOG. Falando em HOGs, assim como todos os grandes eventos da marca, há um painel onde todos os membros podem assinar seus nomes durante o evento, e há também uma parede próxima ao museu onde todo membro pode comprar (claro) um pequeno botão (Rivet) de metal escovado, gravar seu nome de deixá-lo lá enquanto a Harley existir. Coisas narcisistas e egocêntricas mas que mexem com o espirito dos bikers, fãs da marca americana. Já falei outras vezes e repito, a Harley sabe como manejar está história de afiliação. Não é um clube, nem um grupo na definição mais estrita da palavra, mas os “donos de Harleys” sentem orgulho de estarem sob o mesmo signo, e usam badges, patches, buttons, pins com orgulho. Fidelização é a palavra.
harley 110 anos
Os grupos de motociclistas essencialmente femininos também se fizeram presentes. Ladies of the Harley, e outros dividiam as ruas e estradas com os barbados. Aliás, as mulheres aqui piotam muito e muito pilotam. Há muitas mulheres conduzindo suas motocicletas com orgulho sem dificuldades. Não, caro amigo, não pilotam apenas 883s! Na maioria das vezes pilotam motos da linha Softail – Fat Boys, Heritages, etc – e  da linha Touring – Road Kings, Electra Glides, etc.
harley 110 anos
Três palcos oferecem música ao vivo de qualidade, boa parte são excelentes bandas covers, como uma que tocava músicas do Prince com direito a bailarinas libidinosas e tudo o mais.
harley 110 anos
Bandas autorais, inclusive mexicanas (foto abaixo) apresentavam música de grande qualidade.
harley 110 anos
Há também várias palestras sobre o polêmico projeto Rushmore que é um extenso assunto para outra hora, mas que basicamente é um pacote grande de alterações nos modelos da linha Touring que foi definido com a ajuda dos proprietários e com uma vasta coleta de informações de diferentes fontes. A saber: faróis, freios, motorização, bagageiros entre outros.
Nem tudo que reluz na América é cromo, e aqui em Milwaukee não é diferente. A organização do evento deixou a desejar. Para se ter uma ideia, até o final do segundo dia de evento não sabiam orientar direito qual era a entrada certa para as pessoas (Imprensa então… nem se fala).
harley 110 anos
Mas vamos falar de coisas boas. E o show do Aerosmith surpreendeu pela energia dos sessentões. Abertura do Cheap Trick, que na minha opinião só serviu  para esquentar o público mesmo. e mais duas horas de excelente rock and roll. Honestísimo. Valeu pelo show e pela organização.
O setlist foi o seguinte:
  • Let the Music Do the Talking
  • Love in an Elevator
  • Jaded
  • Oh Yeah
  • Same Old Song and Dance
  • Cryin'
  • Last Child
  • Toys in the Attic
  • Stop Messin' Around  (Cover do Fleetwood Mac)
  • Livin' on the Edge
  • What It Takes
  • F.I.N.E.
  • I Don't Want to Miss a Thing
  • No More No More
  • Come Together  (Cover dos Beatles)
  • Walk This Way
Bis:
  • Dream On
  • Sweet Emotion
Vamos voltar o tema para motocicletas, as vedetes do evento. Como disse no diário do primeiro dia, a quantidade de motos em Milwaukee é parecido do que encontrei em Junho na Ilha de Man, quando estive lá cobrindo o Tourist Trophy. Porém com um detalhe: aqui é de uma marca só. Impressionante como Harley-Davidson e America têm uma história juntas.  Indian e Victory? Ah, vamos combinar que elas existem somente para a Harley viver, senão o Bicho “Anti-truste” Papão PEGA. Hoje, no final do dia, olhando as avenidas entupidas de motos carregando a Barra e o Escudo fiquei pensando o porquê de uma terra de oportunidades como os Estados Unidos, haver apenas UMA marca expressiva na indústria de motocicletas há décadas. Alguém sabe a resposta?
Keep riding!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


três + 4 =