“Fun, Fun, Fun”, A Honda CB 1000 é pura diversão

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Desde que comecei a andar na Honda CB 1000 R, uma música não me saía da cabeça. O hit  de 1964 dos Beach Boys, “Fun, Fun, Fun“. Realmente, pilotar esta maquina é muito prazeroso e proporciona bons momentos de diversão e muita adrenalina.

Se você já passou da idade ou não vê mais graça nos parques temáticos, compre uma CB 1000 R e verá o que é ter um parque de diversões em duas rodas. Para se ter uma ideia, montei nela e não queria mais desmontar. Foram quase 700 km em apenas um dia!

Levei essa “muscle bike” para passear nos mais diversos circuitos. Evitei ao máximo circular em alguns pontos da cidade, com medo dos amigos do alheio. Por curiosidade solicitei uma cotação de seguros no meu perfil e obtive R$ 6.900,00, ou seja quase 18% do valor da moto. Na cidade ela demonstrou ser bastante ágil e fácil de manobras no transito pesado. Suas dimensões, baixo centro de gravidade e ciclística ajudam bastante tornado sua condução um prazer.

Na estrada ela mostra toda sua cavalaria e chega às velocidades limites com extrema facilidade. As acelerações são muito rápidas e as ultrapassagens são feitas com pequenas mudanças na posição da manopla direita. Olhando pelo retrovisor os carros não ficam para trás, ficam no passado, de tão rápido que passamos por eles. Mas olhar pelos retrovisores da CB 1000 R já é uma tarefa mais complicada. As hastes são curtas e por mais que tentei diversas posições, sempre acabava vendo meus ombros.

Nesses muitos quilômetros com a CB, achei uma longa estradinha de curvas de baixa e média velocidade, com asfalto novo. Nessa hora pude aproveitar ao máximo a excelente ciclística e conjunto de suspensões desta máquina. Foram dezenas de quilômetros da mais pura diversão no habitat, que acredito ser o ideal para este modelo.

Por onde eu passava, ela chamava muita atenção e neste ponto os projetistas da Honda acertaram em cheio, fazendo uma naked com detalhes bem distintos e belos. Linhas harmoniosas e inéditas tornam a moto bastante atrativa. É difícil parar em algum semáforo e não ter várias cabecinhas viradas contemplando essa fera. As cores oferecidas são apenas a verde e preta. Não acho que elas favoreçam as linhas da moto, que poderia ter cores mais vibrantes ou grafismos diferentes. Para os que acham ela parecida com a Hornet 600, acredito que a ideia da Honda foi criar uma identidade visual, que parte da 150, passa pela 300, 600 e termina na CB 1000R. O único detalhe de seu belo visual que não gosto, é da lanterna dianteira redonda que junto com o farol, acaba lembrando uma máscara de gás.

O painel inova bastante em suas linhas, porem requer certo treino até se acostumar com a leitura. A forma é linda, mas a funcionalidade fica a desejar. Em uma moto desta categoria, espera ter mais funcionalidades no painel, além da hora, indicador de combustível, temperatura da água e dois hodômetros parciais. Um indicador de marcha seria muito útil.

Os botões dos punhos são bem posicionados e de funcionamento perfeito, pena que parecem herdados da CB 300. Os manetes de freio e embreagem possuem ajustes de distancia e graças ao acionamento hidráulico a embreagem é bem macia.

A posição de pilotagem é bem confortável tanto para cidade quanto para viagens médias. A pequena carenagem sobre o farol é bem eficiente até os 110km/h. O banco que é um pouco duro, fazendo com que o piloto aumente o número de paradas em viagens mais longas. Com toda a certeza as paradas para descanso coincidirão com o abastecimento. O tanque de 17 litros e o consumo aferido nestes trechos (cerca de 17,5km/l) tornam sua autonomia suficiente para bons passeios.

A suspensão dianteira invertida e com diversas regulagens, copia bem o terreno e é bem calibrada, o mesmo acontecendo com a traseira. O mono braço traseiro e o desenho da roda tornam o conjunto ainda mais atrativo.

Os freios são bem dimensionados, porem neste tipo de moto com alta cilindrada e muita cavalaria, o ABS deveria ser de serie e não opcional. Vemos a preocupação com pequenos detalhes, como o freio traseiro central, mas outros passam despercebidos, como a linha de freio não ser em malha de aço. Não que isso comprometa sua ação, mas como citei acima, detalhes que fazem parte em motos de alta cilindrada e que são top de linha.

O motor é fantástico! Uma usina de força que ao mesmo tempo é extremamente dócil e fácil de utilizar. Linear e com torque a partir de baixas rotações, torna a pilotagem suave e deliciosa. Esse conjunto com o cambio preciso, bem escalonado e curto, fazem com que a CB 1000 R passe de bela a fera com pouco acionamento do acelerador. Em sexta marcha, pode se andar a 40km/h  e retomar rapidamente para velocidades mais altas. A troca de machas em uma pilotagem de lazer fica quase que opcional.

Devido à alta potencia e torque, me sentiria mais seguro com um controle de tração.

Em resumo, me apaixonei pela CB 1000R e dá para ver que a Honda caprichou em detalhes como a lanterna traseira em led, guidão pintado, e peças feitas com exclusividade para o modelo. Acho que o grau de refinamento do modelo poderia ser mais abrangente, incluindo piscas de led, amortecedor de direção e alguns itens que citei acima.

Foram centenas de quilômetros de muita diversão e prazer e acredito que em vários lugares que passei algum ladrãozinho de moto deve ter me visto e pensado “ ai se eu te pego”.

 

8 COMENTÁRIOS

  1. Chato foi: …ladrãozinho de moto deve ter me visto e pensado “ ai se eu te pego”.Obs.: Pode ate ser chato! Mas o que ele falou foi verdade ou nao foi camarada?!

  2. Sobre a estética do farol que o Edgar citou, também acho questionável, e me lembrei que desde o início que vi esta moto, que isto se assemelha a um leitão assado com uma maçã na boca. Realmente a pintura e os grafismos deixam muito a desejar, numa moto com este preço.
    É provável que a Honda altere o modelo em breve, pois no exterior este modelo já existe há cerca de 5 anos. Parece que a Honda se acostumou a desprezar o consumidor brasileiro, e só está trazendo novos modelos agora, porque a concorrência chegou !!!
    Se não fosse isto, estaria tudo igual aqui ainda.
    Outra coisa é o ridículo preço sugerido, aqui em P. Alegre nada mudou, as concessionárias mantém os mesmos altos preços, alimentadas por consumidores sem critérios.

  3. Aconteceu comigo a mesma coisa que com a Transalp.
    Entrei na loja fazendo contas, quando subi na moto e vi os comando de acabamento ruim, a vontade de ter a moto sumiu! Agradeci o vendedor e me mandei!

    Abs

  4. Ótima matéria e avaliação da moto. Com certeza uma excelente moto, com uma ciclística espetacular… Espero um dia poder ter uma. ^^

    Chato foi: …ladrãozinho de moto deve ter me visto e pensado “ ai se eu te pego”. Boa!

  5. Danilo Alves, Fun Gênero, Fun Número e Fun Grau!
    Já tive 02 Hornets e agora a CB1000R, para quem já se deliciava com a hornet, é outra moto, realmente um espetáculo!

  6. É, parece ser uma moto excelente, tanto na cidade como na estrada. Fora o preço do seguro, que como tudo mais nesse país é uma piada, o preço dela está bem atrativo em se tratando de uma mil. Talvez eu troque minha Hornet por ela daqui um tempinho 🙂

  7. Engraçado enfatizarem os botões do punho serem parecidos ao da CB300 QUANDO NA VERDADE são IGUAIS ao da BROS!!! Ficaram com medo de falar isso?

    São por essas e outras que se perde a credibilidade dos testes. Como terei certeza de que todas as informações estarão corretas? Brincadeira mesmo!

    Quanto a outros detalhes da moto, a frente em forma de máscara de gás é uma alusão para se proteger da poeira deixada pelas outras nakeds 1000cc que a deixam pra trás.

    Sobre o consumo, excelente para uma 1000cc quatro cilindros, pois é o mesmo, ou bem próximo, que o consumo das 600cc. Acretido que ficou uma ótima relação desempenho x consumo e isso é um fator a se considerar. Talvez por isso seja a mais fraquinha das 1000cc!

    • Comapnheiro Felipe, voce tem certeza que pilota ou conhece moto. A mais fraquinha de todas……… E nao acredita nos testes , é melhor ir fazer outra coisa….

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