Acompanhe a despedida da Fazer 250 no Teste do Mês

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Com novo design a Fazer agora está mais bela

 


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Hoje é a despedida da Fazer no teste do mês, que responsa jogaram na minha mão.

Eu, que até então só tinha pilotado minha singela YES 125 fui incumbido desta missão tão importante.  Nos primeiros metros em cima da Fazer 250 já senti a sua força , até acostumar com a curva de torque dei uns trancos na troca de marchas, mas logo me acostumei.

A primeira coisa que pensei quando a vi, mesmo antes de pilotar, é que a Yamaha acertou em cheio na mudança radical do design em 2010. Sobre o modelo antigo da Fazer, quem nunca ouviu comentários do tipo “ ela é boa, mas a traseira parece um disco voador”?

É, realmente a traseira parecia exagerada, mas, agora, de Mulher Melancia, a Fazer passou a ser uma  verdadeira Sabrina Sato, ou seja, na medida. Com linhas mais arrojadas ela está mais moderna e muito mais bonita.

Nessa semana em que fiquei com esta belezinha não tenho quase nada a reclamar, muitos elogios a fazer e algumas pequenas coisas que poderiam ser melhoradas. Vamos a algumas observações que fiz da Fazer.

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Design.

No geral a moto é muito harmônica. Suas linhas agressivas mudaram muito a cara da Fazer, que, neste novo modelo, parece até uma nova moto.

Traseira.

Algo que comentaram comigo esta semana e que pude comprovar é que o suporte da placa traseira balança demais. Ontem,  enquanto trafegava em uma grande avenida aproveitei para seguir  outra Fazer e pude ver que sua traseira realmente balança muito, principalmente quando passa em algum buraco. Não sei se isso pode causar algum tipo de desgaste precoce da peça ou da própria fixação e lacre da placa no futuro, mas não acredito que ela seja assim só porque ela gosta de andar rebolando pelas ruas.

Por onde passa, tudo e todos apontam para Fazer 250

Banco.

Não sei se sou eu que tenho muito físico de rato ou se o banco da Fazer é meio largo mesmo, o fato é que ele me incomodou um pouco. Em trajetos longos como o que fiz ontem,  deslocando-me da Serra da Cantareira (extremo norte da capital) até o bairro do Grajaú (zona sul da cidade), ao sair da moto depois de uma hora montado senti certo desconforto, pois a espuma do banco me pareceu um pouquinho dura.

Freios.

Muito bons e estáveis. Fiz alguns testes com o freio da Fazer nesta semana. Dois propositais, outros dois sem querer. No primeiro “espontâneo”,  uma simpática senhora em um Ford Ka falando ao celular mudou de faixa sem olhar e jogou o carro em cima da Fazer. Graças à uma ação rápida e precisa tanto do freio traseiro quanto do dianteiro (os dois a disco), a Fazer aguentou a bronca e eu consegui parar a quase um palmo do carro da mulher. Para a Fazer sobraram elogios como “essa é a minha garota”, já para a simpática senhora outros elogios que prefiro não mencionar pois alguma criança pode estar lendo este texto.

No segundo teste, a mesma situação, mas desta vez não tinha celular e se tratava de uma caminhonete S-10. Prestes a ultrapassar a picape pela esquerda,  a motorista quase me prensa na parede. Parece que ela não aprendeu na escola que dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Só não virei patê de jornalista porque a Fazer foi rápida e, mesmo com um asfalto acidentado, proporcionou uma freada precisa. Nos testes propositais duas fortes “alicatadas” para conhecer o limite antes da fatal derrapada, realizadas com sucesso.

Encara qualquer ladeira

Aceleração.

Como comentaram nos testes anteriores a Fazer realmente é um pouco narcoléptica no semáforo. No segundo dia de testes, ela morreu comigo seis vezes na saída do farol, entretanto, acredito que isso também seja questão de costume, porque depois ela quase não morreu novamente. De qualquer maneira, a estabilidade do motor em baixa rotação poderia ser um pouco melhorada.

Confesso que, por falta de tempo, não tive muitas oportunidades de testar seu desempenho na estrada. De qualquer maneira, durante a semana na cidade ela não fez feio, mesmo em algumas condições “forçadas” a que eu a submeti. Mesmo em subidas razoavelmente íngremes, conseguimos trafegar na velocidade máxima permitida nas vias urbanas mais rápidas (entre 80 e 90 km/h) sem chorar. Em outra situação, testei  a Fazer em uma das ladeiras que acredito ser uma das mais inclinadas da cidade. Só para vocês terem ideia de seu grau de inclinação, quando chove nada sobe ou desce por ela, nem carro, nem moto, nem pessoas a pé. Uma vez fui descer a pé esta ladeira e fazia meia hora que acabara de chover. Resultado: cai três vezes.  De tão inclinada, com o chão molhado não dá para ficar de pé.

Com o piso seco a Fazer encarou a subida de mais o menos 150 m em segunda marcha, nem precisei colocar a primeira. Eita moto boa! Eu sempre imaginei que só um moto superpotente subiria aquilo!

Quem tem a Fazer sabe que ela “acelera macio”, isso em baixa rotação. Em alta, sentimos que o motor reclama um pouco e sua voz também não é das mais belas. Também testei   a 250 da Yamaha nas estradinhas da Serra da Cantareira, que ligam o norte de São Paulo à cidade de Mairiporã. Pistas muito lisas e quase ninguém presente no domingo de manhã, ingredientes perfeitos para que eu quase me sentisse no Tourist Trophy da Ilha de Man. Pena que não tive muito tempo para ficar curtindo as deliciosas curvas da estrada, pois mais tarde tive que ir trabalhar.

Faróis e setas.

O Farol dianteiro ilumina bem o caminho além de ser muito bonito também, mesmas características do farol traseiro. As setas são pequenas e muito boas. Acompanham o design arrojado da moto.

Estabilidade.

No geral ela se mostrou uma moto muito estável. Encarei alguns terrenos que seriam mais apropriados para uma moto do tipo cross. Com minha YES suei para vencê-los, já com a Fazer os superei sem me dar conta. Suas suspensões são muito boas.

Anda bem no asfalto e na terra

Bom, isso foi o que eu pude sentir ao pilotar a Fazer. Espero que tenha ajudado você que está lendo a conhecê-la um pouco melhor. Mesmo não tendo pilotado outras motos da mesma categoria, já me apaixonei por ela e, com certeza, irei considerar a opção de ter uma quando for trocar de moto.Agora, deixa eu voltar para minha Yeszinha, pois ela já está chorando lágrimas de gasolina de saudades.

7 COMENTÁRIOS

  1. Pois o sistema Pos-Industrial Capitalista, dita algumas regras sobre concorrência, e tudo é calculado matematicamente, ou seja, a Yamaha quer ganhar mercado sobre a Honda, mas não muito, sabe. Na prática temos absurdos como esse, onde as motos como a Fazer 250 poderia sim sair de fábrica com 6 marchas, mas aí vai prejudicar o volume de cliente de sua outra moto numa categoria acima, e assim por diante. Resta a nós comprar essas carroças, pagar horrores nos preços e ainda ter que encher de accessórios pra compensar a falta de qualidade intrínseca a um produto, que em outros países, sobra qualidade. Lá, já aprenderam como se unir e serem clientes exigentes!

  2. Uma sexta marcha é mandatória na Fazer…se você pegar uma estrada e tentar manter uma média de 110 km/h por uma hora vai entender o que eu quero dizer.
    Será que a Yamaha ainda se lembra do caso da DT que depois que ganhou seis marchas ficou muitíssimo melhor ? Acho que não…..

  3. opa, eu tenho uma fazer 250 modelo 2011.
    isso de ela reclamar um pouco em alta é característica, mas é mais estranho mesmo porque o pico de vibração é em 6mil RPM, se você passa disso, ela fica gostosinha denovo. em estrada eu mantenho uns 7mil RPM e fica tudo lindo, rs.

    ah é, acho que o segundo redator falou do barulho metálico do motor, experimentem abastecer com gasolina de alta octanagem (tipo supra), o ronco fica mais gostoso – mas o consumo parece que aumenta um pouco.

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