Fat Boy Lo 2013 Special Edition – 110th Anniversary

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Uns chamam de oportunismo comercial, outros como eu, gostam da forma que a Harley marca a passagem do tempo lançando modelos comemorativos, geralmente de 5 em 5 anos.

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Fotos: Divulgação e Roberto Severo

Fat Boy Lo 2013 Special Edition – 110th Anniversary

Claro que sou um entusiasta da marca, e até possuo uma Road King Custom 2004, portanto afirmo com conhecimento de causa, que se não houvessem as Road Kings Customs na face da terra (há tempos que não fabricam mais), minha escolha de Harley recairia sobre o Mocinho Gordo®.

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Acabamento de 110 anos

Forjado em bronze sólido e banhado em níquel preto, cada medalhão de aniversário é artesanalmente trabalhado e desta forma, cada um se torna uma “escultura” completamente exclusiva. O toque final está em um belo Cloisonné dourado com o Bar & Shield Harley-Davidson® (disponível apenas nos modelos da Edição de 110 Anos). Serão poucas as motos como essas, e a prova é estampada em aço. Colocada em um local diferente em cada modelo, a placa de serialização exibe o número de produção de cada motocicleta da Edição de 110 Anos (total de 1750), o que a torna parte exclusiva da história das motocicletas Harley. Além dos emblemas e inserções nos bancos até a cobertura de elementos do motor, a Harley cuidadosamente forjou e trabalhou os detalhes comemorativos dos modelos da Edição de 110 Anos a partir de materiais diferenciado. Realmente, a marca americana caprichou e fez uma espécie de “arte viva”, personificando o legado de 11 décadas de motos fabricadas. Todos os modelos desta Edição têm uma exclusiva combinação de pintura em dois tons e acabamentos em Bronze Rich Vintage e Preto Antique Vintage que são revestidos por uma camada verniz, dando um visual clássico ao brontossauro de metal.

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Acabamento blacked out

Pode-se dizer que o preto é o novo cromo quando falamos da Fat Boy® Special. O acabamento preto fosco cobre o quadro, braço da suspensão traseira, tanque de óleo, cobertura dos amortecedores dianteiros e da buzina, tampa da embreagem e do filtro de ar. Rodas negras em liga de alumínio combinam com os aros externos. Os protetores pretos do escapamento contrastam com as saídas duplas estilo shotgun de cromo fosco. As plataformas para os pés em meia lua são em preto brilhante e até os espelhos e a moldura do farol foram escurecidos pela Harley. O revestimento preto do chassi com lampejos em cromo fosco completam o visual.

Amigo, pilotar esta moto robusta e rebaixada, faz você deixar sua sombra por onde passa, são inevitáveis os olhares de admiração.

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Detalhes do Tanque Fat Custom

O tanque é estiloso com sua tira de couro central, emblemas laterais, velocímetro e console da chave de ignição em cromo acetinado. A tela do velocímetro é grande e combinada a um display auxiliar para o mostrador de autonomia, indicador de marcha e conta-giros, entre outras informações.

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Motor e Câmbio

Aos 110 anos de idade, a Harley apresenta um modelo viril e potente, a terceira marcha é uma constante, quase exclusiva na cidade. Coloque em terceira que o motorzão de 66 cavalos (acho pouco) dá conta do recado. Claro que não poderia faltar o barulho audível a vários metros de distância de engatar a primeira marcha em ponto morto. A H-D melhorou este ruído, mas dado a protestos e manifestações na Avenida Paulista dos Harlistas mais antigos (atenção: é brincadeira), a moto continua assustando o motorista ao lado no farol que olha com aquela cara de “Whatta fuck is that?”, cujo barulho é música para o ouvido dos puristas de plantão. Falando em puristas, uma refrigeração a água também iria bem (estou me desviando das pedras jogadas pelos mais radicais). Somente a linha V-rod tem esta característica… Bem, esta não é uma linha que os radicais exatamente gostam…

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Na estrada, é só colocar a sexta marcha em Cruise Drive e aproveitar a paisagem. Fui para Campos do Jordão e, além do motor e câmbio bem dimensionados, seu conforto também chamou minha atenção.

 

Conforto e Condução

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É uma moto grande… Ponto. Requer habilidade em baixas velocidades no meio da loucura do trânsito, é essencialmente estradeira e para “tiros longos”, não se iluda, nobre leitor, são mais de 300 quilos de metal retorcido em ordem de marcha. Estacionar na rua em cidades pode ser uma aventura indescritível, e sair do local estacionado pode ser um quebra-cabeças, um jogo de xadrez sensacional.

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O banco bicolor em dois níveis, além de esteticamente bonitos, são bem confortáveis. Passei duas horas direto sentado, e consegui levantar e andar em linha reta depois. Apesar de ser uma Softail, a suspensão, amigon, não faz mágica, é boa para os padrões Harley, ou seja, dura para os padrões BMW. Evite crateras.

Os pneus e chassi também permitem uma condução mais agressiva em curvas abertas, o que nos permitiu produzir faíscas na serra de Campos do Jordão, o que a faz uma grandalhona baixinha boa de serra, apesar de eu preferir a ciclística da linha Touring (Electra Glide, Ultra, Road King…). Os freios com ABS são muito bons e seguram a grandona dando segurança ao piloto. Agora, vou falar uma probleminha: tenho 1,80mts de altura, e o meu joelho, enquanto pilotava, encostava e apertava em dados momentos exatamente na ponta traseira do belíssimo emblema da Harley 110 anos no tanque, o que fez com que eu lembrasse desta data por uma semana inteira.

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Veja o vídeo deste belo espécimen de dinossauro de duas rodas com um pouco das informações que você acabou de ler:

Dados Técnicos

Seguem as informações das duas versões da Fat Boy para comparação, você perceberá que além de alguns “cosméticos” e preço, pouco muda na edição especial.

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* Preços – Base São Paulo com impostos

 

Conclusão

O modelo criado pelas mãos do herdeiro e “Chief Styling Officer” da H-D, também conhecido como “quem-manda-prender-e-manda-soltar”, “Willie G. Davidson” e imortalizado pelo tosco Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro é a opção para quem gosta de Customs, gosta de Harley e tem 53.500,00 para investir na bonitona americana.

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Keep Riding, and Hasta la Vista, baby.

6 COMENTÁRIOS

  1. dá pra enfrentar os buracos brasileiros com uma custom? tenho impressão que tem que ser muito apaixonado por custom pra isso. Ou estou exagerando?

    muito divertida a matéria 😉

    • Oi Sergio,

      obrigado pelo comentário. Eu diria que o que mais incomoda é o trânsito das grandes cidades, é uma moto que “não gosta” do anda-pára a cada 100 metros.

      Abraço,

      Roberto Severo

        • Sérgio,

          Não podemos comparar a Fat Boy com outros modelos, que não sejam custom, mas se comparado a uma 883 Iron ou aos antigos “rabos duros”, é como pilotar nas nuvens.

          Abraço,

          Roberto Severo

    • Olá Juliano,

      obrigado pelo comentário, realmente a moto é pesada e nem tão ágil, mas dependendo o que você quer fazer (somente viajar), talvez seja boa. Ah, e tem o preço que muitas vezes não é tão acessível.

      Abraço,

      Roberto Severo

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