Escolha seu primeiro scooter

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Scooter: Lista traz sete modelos de 125cc a 200cc que custam até R$ 13.000 para você fugir do trânsito

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Yamaha Neo 125: o mais barato da nossa lista (R$ 7.990) é leve e fácil de pilotar. Foto: Mario Villaescusa

Texto: Cicero Lima / Agência INFOMOTO
Fotos: Agência INFOMOTO e Divulgação

Escolha seu primeiro scooter

Os scooters podem ser uma excelente porta de entrada para os iniciantes no mundo das duas rodas. Eles também agradam aos mais experientes que buscam um segundo veículo para fazer companhia à sua moto na garagem.

Os scooters usam uma espécie de câmbio automático (chamado CVT). Graças a este sistema o piloto não precisa trocar de marcha, basta acelerar – como nos carros automáticos. Essa característica facilita muito a vida do iniciante no mundo das duas rodas, que não precisa se preocupar em usar a embreagem e trocar de marchas. Além disso, o scooter não “morre” nas saídas de farol ou nas subidas. Basta acelerar.

Outra diferença básica em relação às motos são os freios. Para acioná-los o piloto usa apenas as mãos: no manete direito freia a roda dianteira; e no esquerdo, a roda traseira. Muitos oferecem freios combinados, que distribuiu a frenagem entre as rodas de forma mais eficiente. Outros possuem até mesmo o sistema de freios ABS, capaz de evitar o travamento das rodas.

Os scooters têm carenagem frontal – também conhecida como escudo – que protege os pés e pernas dos pilotos contra o frio e chuva. Outra atração desses veículos está na capacidade de transportar o capacete e outros objetos sob o banco.

Apesar de tantas vantagens em relação às motos, o grande problema dos scooters é o tamanho das rodas que não convivem bem com ruas esburacadas. Motos, como a Honda CG, têm rodas de 19 polegadas enquanto nos scooters são menores – alguns de 10 ou 12 polegadas – e exigem cautela para circular em pisos irregulares.

Pensando na facilidade de pilotagem e na praticidade, fizemos essa lista com sete modelos para quem está pensando em comprar seu primeiro scooter para fugir do trânsito.

Leia nosso guia e conheça os modelos disponíveis no Brasil que usam motores de entre 125 e 200 cc de capacidade cúbica e custam até R$ 15.000. Esses preços são sugeridos pelos fabricantes (sem frete e seguro) e podem variar entre as concessionárias. Por isso recomendamos que o consumidor faça uma boa pesquisa e, antes de finalizar a compra, tente fazer um test-ride.

– Yamaha Neo 125 (R$ 7.990,00)

Atualmente, o Neo 125 é o scooter mais barato entre os concorrentes apresentados nesta lista. Além disso, ele é o mais leve – pesa 96 kg (em ordem de marcha) – e seu assento fica apenas a 77 cm do solo. Características que permitem manobrá-lo sem esforço mesmo desligado. Seu motor de 125 cc tem modestos 9,8 cv de potência máxima a 8.000 giros, mas bom torque desde baixos giros.

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Destaque para o design agressivo da dianteira do Neo 125 que usa faróis em LED. Foto: Mario Villaescusa

Equipado com rodas de 14 polegadas, o espaço sob o banco do Neo é limitado: cabe apenas um capacete do tipo aberto. Seu design é um dos atrativos, assim como o farol e as lanternas em LED. Outro destaque fica para o consumo de combustível de 42 km/litro. Sua autonomia, porém, é limitada a 150 km em função do tanque de apenas 4,2 litros.

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Para abastecer é necessário levantar o banco para ter acesso ao bocal do tanque do Neo 125. Foto: Mario Villaescusa

– Suzuki Burgman i (R$ 9.490,00)

Veterano em nossas ruas, o Burgman i tem na sua agilidade um ponto positivo. O banco fica a apenas 73 cm do solo e, como o Burgman pesa apenas 110 kg, é muito fácil de pilotar. Com motor de 124 cc, com 9 cv de potência máxima, acelera com vontade e sai à frente dos automóveis nas saídas de farol. Ainda assim seu consumo é baixo, ele percorre até 38 km com um litro de gasolina. Como seu tanque de combustível tem capacidade para 6 litros é possível rodar 250 km sem abastecer.

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Agradável de pilotar mas, devido às dimensões reduzidas, o Burgman não é indicado para pessoas altas

O espaço debaixo do banco é limitado e só cabe um capacete do tipo aberto. O sistema de freio é convencional – com disco na roda dianteira e tambor na roda traseira. Infelizmente o tamanho das rodas é o ponto negativo do Burgman. Com apenas 10 polegadas de diâmetro elas exigem que o piloto procure ruas bem asfaltadas e fuja dos buracos sob o risco de quedas.

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No Suzuki Burgman i bocal do tanque fica sob o banco, onde há pouco espaço
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As rodas de 10” do Burgman i e a distância do solo de 12,5 cm exigem cuidado com piso irregular

– Honda PCX 150 (R$ 10.300)

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No PCX é possível movimentar os pés nas plataforma, porém o túnel central atrapalha para subir

O primeiro veículo de duas rodas a contar com o sistema idling stop, que desliga o motor em paradas longas por mais de três segundos, o PCX tem no baixo consumo e na autonomia grandes atrativos. Seu motor de 149,3 cm³ é capaz de atingir a potência máxima de 13,1 cv a 8.500 giros e consome 37 km/litro. Com seu tanque de 8 litros pode rodar quase 300 km. As rodas de 14 polegadas convivem melhor com terrenos irregulares e têm freio a disco na dianteira e tambor na traseira – aliado ao sistema combinado (CBS). Seu banco fica a 76 cm do solo e o PCX pesa 125 kg (a seco), dimensões que garantem facilidade de pilotagem.

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O bocal do tanque fica no túnel central do PCX o que facilita o abastecimento

Equipado com farol de LED o modelo não tem uma grande capacidade de carga, mas permite guardar um capacete fechado sob o banco e outros pequenos objetos.

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Sob o banco do PCX cabe um capacete fechado e mais alguns objetos

– Dafra Cityclass 200 (R$ 10.990)

Este scooter Dafra é dono de um visual bastante imponente graças as suas linhas angulosas e modernas. Suas rodas de 16 polegadas facilitam a convivência com vias mal pavimentadas. Apesar da capacidade cúbica do motor é de 199,1 cm³ – a maior entre os scooters aqui apresentados – ele não tem desempenho superior e sua potência é de 13,86 cv a 7.500 rpm. O modelo está equipado com freios combinados (a disco nas duas rodas).

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O design é um dos destaques do Dafra Cityclass que usa rodas de 16 polegadas. Foto: Mario Villaescusa

Se o porte impressiona, o piloto tem que se acostumar à dificuldade de manobrá-lo. Seu banco está a 78,5 cm e o peso de 135 kg (a seco) exige habilidade do piloto nas mudanças de direção em baixas velocidades ou quando está desligado. Seu consumo é elevado: 23 km/litro. Como seu tanque tem capacidade para 6 litros, a autonomia se limita a 140 quilômetros.

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Sob o banco do Cityclass cabe o capacete aberto, lá está o bocal do tanque de difícil manuseio. Foto: Mario Villaescusa
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O banco alto e o peso exigem habilidade para o piloto do Cityclass. Foto: Mario Villaescusa

– Dafra Fiddle III (R$ 11.390)

Quem se liga no visual clássico e procura um scooter para se destacar entre os veículos de duas rodas tem o Dafra Fiddle III uma opção interessante. O peso de 115 kg (a seco) e o assento a 77,5 cm do solo garantem a facilidade de pilotagem. O modelo usa motor de 125 cc que atinge a potência máxima de 10,3 cv aos 8.500 giros. É único em nossa lista alimentado por carburador, o que compromete seu consumo de combustível que ficou na casa dos 27 km/litro. Seu tanque com a capacidade para 6,2 litros projeta uma autonomia de pouco mais de 160 km.

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É inegável o charme do Dafra Fedlle III que se destaca dos demais scooters. Foto: Doni Castilho

Suas rodas de 12 polegadas exigem cuidado ao trafegar nas ruas com pavimentação ruim. O espaço sob o banco é bem limitado cabendo apenas um capacete do tipo aberto. O sistema de freios é a disco na dianteira e na traseira.

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Baixo, o Fidlle III agradará quem tem pouca experiência. Foto: Doni Castilho
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O espaço debaixo do banco do Fidlle se limita a um capacete do tipo aberto. Foto: Doni Castilho

– Yamaha NMax 160 (R$ 11.690)

O Yamaha NMax tem um forte apelo esportivo e é o mais potente desta lista. Equipado com motor de 155,1 cm³, oferece 15,1 cv de potência máxima. Além do bom desempenho, os freios ABS são um diferencial do modelo. Com o banco a 76,5 cm do solo e a posição de pilotagem bem ereta é fácil controlar os 120 kg (a seco) do modelo que se mostra bem amigável aos novos motociclistas.

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O Yamaha NMax foi o primeiro scooter de pequeno porte a usar sistema de freio ABS. Foto: Renato Durães

O NMax oferece bom espaço debaixo do banco onde cabe um capacete fechado e pequenos objetos. Seu consumo, na casa dos 38 km/litro, garante mais de 250 km sem abastecer, graças ao tanque de 6,6 litros. Equipado com freio a disco nas duas rodas, usa sistema ABS que garante maior segurança. As rodas de 13 polegadas exigem cuidado com o piso e não gostam de buracos e ou lombadas.

 

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No túnel central do prático NMax fica o bocal do tanque de combustível. Foto: Renato Durães
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O espaço sob o banco do Nmax é bastante limitado, mas as alças do garupa são destaque no modelo. Foto: Renato Durães

– Honda SH 150 (R$ 12.450)

Com suas rodas grandes (de 16 polegadas) o novo Honda SH 150 é capaz de conviver melhor com as ruas esburacadas. Outro atrativo é o sistema de freios ABS, mas o grande diferencial é a chave do tipo smart key que não precisa ser inserida no contato. Basta mantê-la próxima ao scooter para ligar o motor de 149,3 cm³ com potência máxima de 14,7 cv a 7.750 giros que acelera com bastante vigor.

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Com muita tecnologia o SH 150 traz freios ABS, sistema idling stop e chave smart key

O consumo está na casa dos 40 km/litro e sua autonomia é de 300 quilômetros por conta do tanque com capacidade para 7,5 litros. Para atingir está marca o piloto deve usar sempre o idling stop – que desliga o SH 150 toda vez que ele para durante mais de 3 segundos. Não há muito espaço sob o banco, mas ainda assim é possível guardar um capacete fechado. O destaque visual do SH 150 fica por conta das luzes de LED. Seu banco fica a 79,9 cm do solo e seu peso (a seco) de 129 kg exigem habilidade do piloto.

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O Honda SH 150 exige experiência do piloto por conta da sua altura
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Para abastecer o Honda SH 150 é preciso levantar o banco para ter acessoa o bocal

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