Entendendo a razão de seu sucesso

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Fotos: Marcos Brasil

Líder absoluta de mercado desde que foi lançada (em novembro de 1976), a Honda CG parece ignorar o passar do tempo e mostra ter fôlego para muito mais. Sinônimo de motocicleta em nosso país, a “CG” faz parte da vida de muitos brasileiros, afinal, já são 36 anos de história… e bota história nisso.

Desde o modelo lançado em 1976, muita coisa mudou, muitos modelos surgiram e desapareceram — quem não lembra das “endiabradas” 125 Today com CDI (1989-1993) ou da primeira Titan, de 1998 e que vendeu mais de 1 milhão de unidades —, e todos, sem exceção, foram responsáveis por servir de aprendizado a gerações de motociclistas. Depois de quase quatro décadas de evolução e milhões de motos vendidas, hoje é quase  impossível encontrar um defeito na velha e boa CG. Mérito da Honda que se preocupou em introduzir melhorias gradativamente em seu best-seller, mantendo-o atualizado em todos os sentidos.

A pioneira CG 125 1976 e a Fan, lançada em 2005

Fazia algum tempo que não pilotava um modelo da família mais popular do Brasil, e confesso que bastaram poucos quilômetros para entender porque ela é o sucesso que é.

Ok, concordo que, não podemos dizer que estamos diante da última palavra em tecnologia e design, mas, por outro lado, este modelo 2011 está bem melhor que a prosaica Fan apresentada em 2005. Outro parâmetro da evolução desta moto é sua principal concorrente, a Yamaha YBR, que continua praticamente com o mesmo design desde seu lançamento e o mesmíssimo motor 125 carburado enquanto a “CGzinha” ganhou um visual reformulado nas laterais e traseira e motor com 150 cm³, injeção eletrônica e sistema mix.

Uma das coisas que mais surpreende pilotando esta motocicleta é a suavidade.

O motor 150 praticamente não vibra e apresenta um funcionamento incrivelmente suave e linear em qualquer faixa de rotação. O desempenho é suficiente para a proposta da moto, ou seja, tráfego urbano e pequenas viagens esporádicas. Rodando com 100% de etanol no tanque, fizemos nesta última semana 34,1 km/l. Um valor bom. Na média do teste a moto vem fazendo até agora 30,7 km/l de etanol. Vale lembrar que o consumo de 20 km/l do último post estava equivocado. O valor correto foi 27,3 km/l.

O design mescla uma rabeta de linhas modernas com uma frente antiga. Com o passar dos anos, a Fan ganhou freio a disco na dianteira e um motor bicombustível de 150 cm³ e injeção eletrônica

O câmbio apresenta relações longas, o que tira um pouco de agilidade, mas, em contrapartida, proporciona mais economia, menor ruído e permite manter velocidade próximas a 100 km/h sem termos a impressão de forçar a moto — apesar de estarmos bem próximos de sua máxima, que é próxima a 110/115 km/h.

Apesar de básicas, as suspensões contam com uma ótima calibragem, e. assim, superam as pequenas imperfeições do asfalto facilmente e proporcionam muita segurança na pilotagem. O chassi segue a mesma receita: simples e eficiente. O câmbio suave e preciso e a embreagem que parece estar quebrada de tão macia, complementam o agradável de pilotar.

O acabamento é simples, mas longe de ser descuidado. A qualidade dos componentes é boa, mas sempre lembramos que estamos em um modelo básico quando notamos que, mesmo nesta versão “top”, a Fan não traz odômetro parcial e corta corrente.

O preço da Fan começa em R$ 5 190 com a 125 “pelada” (versão KS) e chega a R$ 6 590 na versão que estamos testando, com motor 150 mix, partida elétrica e freio a disco na dianteira. Lamento que a Honda ainda não tenha abolido o freio a tambor dianteiro de suas motos e, mais ainda, que não ofereça uma KSD ou ESD 125. Agora, se você se decidiu pela Fan 150 e vai economizar R$ 300 na ESi em relação à moto com freio a disco….se eu te encontrar na rua te dou um peteleco.

Confira na próxima semana as nossas última impressões sobre este modelo! Até lá.

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