Embreagem antiblocante

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Fotos: internet

O antiblocante é um sistema mecânico, e não eletrônico, que trabalha no conjunto de embreagem da motocicleta, e o que ele faz é fácil de entender.

Permitindo uma leve “patinagem” da fricção quando nós fazemos uma redução de marchas muito brusca, o sistema evita que a roda traseira fique quicando ou arrastando no chão, ou seja, que ele diminui o freio motor. O que ganhamos com isso? uma frenagem muito mais controlada e prazerosa já que a roda traseira segue girando e não trava, o que proporciona o máximo de contato com o solo durante a desaceleração.

Ainda não entendeu? Então vamos lá! Nós estamos andando na pista e quando chega a hora de frear no final da reta, alicatamos o freio e vamos reduzindo as marchas devagar, evitando soltar o manete de uma vez para não travar (ou fazer quicar) a roda traseira, fazendo-nos perder nosso ponto de frenagem e nossa concentração. Já com o antiblocante isto não acontece, podemos soltar o manete rapidamente e nos concentrar só em frear, que ele corrige tudo para nós. A derrapagem fica controlável. Hoje em dia é comum encontrar esse sistema nas motocicletas esportivas de alta cilindrada. Poucas marcas ainda não colocaram a embreagem antibloqueio como item de série em seus modelos superesportivos.

No mercado mundial existem várias marcas e modelos de antibloqueio, contudo, oficialmente no Brasil só conheço a STM, italiana, e uma das mais conhecidas no mundo inteiro… e das mais caras também. A STM participa há muitos anos de campeonatos como os Mundiais de SBK e Super Motard  e já sagrou-se campeã mundial varias vezes.

Com isto eles ganharam muita experiência para colocar no mercado um produto muito simples e ao mesmo tempo muito eficiente. O bom do sistema deles é que possibilita regular a atuação do sistema — e, consequentemente, do freio motor — dependendo da tua tocada, isto já faz muita diferença em relação aos mecanismos que vem montados de fábrica.

Embreagem de deslizamento limitado de uma Suzuki GSX-R

É muito comum ver estes sistemas montado nas motocicletas de supermoto, ou, se preferir, supermotard. Faz toda a diferença na hora de escorregar para entrar nas curvas e, especialmente nesta modalidade do motociclismo, ajuda muito ao piloto achar o ponto certo onde termina a derrapagem e começa a aceleração. Aliás, se há um esporte a motor onde o antiblocante e exigido ao máximo, esse esporte é o supermoto.

O antiblocante é um acessório caro, mas que vale muito a pena ter. Além de ajudar na pilotagem esportiva, antes de tudo é um item de segurança que pode nos salvar de um acidente. Imagine uma frenagem brusca na chuva ou na entrada de uma curva, a moto poderia derrapar com a roda traseira travada… e chão! Pilotar na chuva com este sistema é realmente divertido já que a roda não trava e nós sentimos nitidamente a fricção patinando nas reduções, buscando o máximo de freio motor sem bloquear a roda.

Mas lembre-se que quando a esmola é grande, até o santo desconfia. Se você arrumou um sistema destes muito barato, é provável que não funcione direito, por isso, pense  e informe-se bem antes de comprar e também na hora de montar visto que alguns são bem complicados e até requerem ferramentas especiais.

Há clientes que andam há muitos anos com a motocicleta deles sem sentir necessidade de um antiblocante… até que experimentam andar com um. Numa supermotard faz toda a diferença na pista, capaz de abaixar um segundo no tempo por volta. Agora falo para você motociclista que anda a mais de 10 ou 20 anos na pista e acha que não precisa de um destes para virar tempo: Experimente, e vemos ver se depois você terá coragem de mandar tirar da amada… kkkk.

Abraço,

Sebá

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