É mais do que esperta, é Suzuki Gladius

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Suzuki Gladius

Normalmente publicações de final de ano, sejam revistas, jornais, site, programas de televisão, gostam de marcar o ano que passou com listas de “as 5 mais, mais”, “os dez piores”, “os 20 maiores acertos”, “os 30 erros do anos”, e por aí vai! Quem nunca assistiu ou nunca ouviu falar do troféus Imprensa do imortal Silvio Santos? Ou o prêmio de Miss Mundo, Mister Universo, Miss Clube de Campo, Miss Churrascaria?

Suzuki Gladius

Fotos: Divulgação

É mais do que esperta, é Suzuki Gladius

Pois é nossa cabeça funciona assim, gostamos de ordenar as coisas desta forma, é confortável e assume-se uma verdade para se conversar e discutir no botequim. Pois bem, aqui vai os meus 10 centavos de contribuição para o universo das listas:

Para mim, a Suzuki Gladius foi a moto mais esperta e divertida que pilotei em 2013. Estamos em meados de Novembro, e a não ser que apareça outra antes do trenó do bom velhinho, fica assim, OK?

Design

O design bem que poderia aparecer nas 10 mais bonitas do ano também. No início do ano quando a moto foi apresentada a imprensa, já houve um zum-zum-zum na platéia quando o pano preto foi tirado desvendando a pequena notável de duas rodas no prédio da Suzuki em Jundiaí – SP. Linhas retas e precisas desenham um naked pequena e com personalidade. Rabeta limpa e frente moderna com farol em formato de diamante completam e harmonizam suas linhas.

suzuki gladius

Motor e Câmbio

Ao ligar a moto, e andar pelas primeiras quadras, tive a impressão de déjà vu… Sabe quando você acha que já passou por aquilo em um passado próximo… Pois é…

OK, o motor bicilíndrico em V de 645cc. que gera 72 cavalos de potência (8400rpm) responde instantaneamente ao comando do piloto, seja na saída ou nas retomadas na estrada. Câmbio preciso e marchas dimensionadas em laboratório. Nota alta. O ronco do motor á gostoso graças ao belo escapamento lateral com desenho futurístico. A aceleração é constante e o torque muito bom a partir de 3000 rotações. Novamente tenho aquela sensação de “já vi isso antes”.

suzuki gladius

 

suzuki gladius

Ciclística

A ciclística chega a ser perigosa nas mãos dos eufóricos, pois a moto pede para ser movida, de um lado para o outro, com respostas rápidas e “na mão”, deitando em curvas de alta ou serpenteando no trânsito, o piloto praticamente “veste” o quadro e controla a pequena engenhoca com facilidade. Além disso a moto vibra pouco apesar da arquitetura em V do motor graças as molas simples nas válvulas dos cilindros que garantem menor vibração. A suspensão funciona muito bem nas ruas esburacadas brasileiras absorvendo bem o impacto das rodas.

suzuki gladius

Conforto

A moto é muito confortável para pequenos “tiros” e muito ergonômica para o trânsito. O banco oferece um bom encaixe para piloto e garupa com alças de apoio lateral.

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Conjunto óptico e Instrumentos

O painel é bonito porém tosco. Cumpre seu papel mas faltam informações como marcador de combustível.  Esta informação pode ser conferida através de uma contagem regressiva um tanto angustiante de quilômetros restantes na reserva.

suzuki gladius

O conjunto ótico tem seu ponto alto no formato de diamante dos espelhos retrovisores que permitem uma excelente visão da paisagem passada. Faróis e outros itens luminosos desempenham bem o seu papel.

suzuki gladius

 

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Consumo e preço

Sem passar dos 7000 giros fiz 22 km/litro. O que é razoável para uma moto bicilíndrica. O preço sugerido de R$ 26.990,00 compete como uma excelente moto de entrada para entusiastas de naked.

Freios… Ah! Freios…

A má notícia é o que sempre reclamo para motos de médio porte… ABS. Falta o ABS… Isso complementaria o belo e funcional conjunto. Apesar de funcionarem bem, não há como controlar com total eficiência a frenagem em terrenos lisos, arenosos ou molhados. Dona Suzuki, que tal para 2014?

suzuki gladius

Segue o filme que mostra um pouco do manejo da esperta gladiadora japonesa:

Gladius – Suzuki 2013 from Roberto Severo on Vimeo.

Ficha Técnica da Gladiadora

Motor:
4 tempos, 2 cilindros V-Twin 90° com 8 válvulas, DOHC, refrigeração líquida
Cilindradas – 645 cm³
Diâmetro X Curso – 81,0 x 62,6mm
Taxa de compressão – 11,5:1
Sistema de lubrificação – Cárter úmido
Sistema de Partida – Elétrica
Alimentação – Injeção eletrônica
Tipo de ignição – Eletrônica
Potência máxima – 72 hp (métrico) a 8.400 rpm
Torque máximo – 6,53 kgf.m a 6.400rpm

Transmissão:
6 Velocidades
Sistema de transmissão – Corrente

Suspensão e Freio:
Dianteira – Telescópica de amortecimento hidráulico, mola helicoidal, com ajuste da pré-carga da mola
Traseira – Balança articulada, tipo link de monoamortecimento hidráulico, mola helicoidal, com ajuste de pré-carga da mola, ajustes de forças de retorno e compressão

Freio Dianteiro – Disco Duplo, ventilado flutuante
Freio Traseiro – Disco ventilado

Peso e Dimensão:
Comprimento Total – 2.130 mm
Largura Total – 760 mm
Altura Total – 1.090 mm
Distância entre Eixos – 1.445 mm
Distância do Solo – 135 mm
Altura do Assento – 782 mm
*MVOM – 202 kg
Pneu Dianteiro – 120/70 ZR17 (58W), sem câmara
Pneu Traseiro – 150/70 ZR17 (69W), sem câmara
Tanque de Combustível – 14,5 litros
Óleo do Motor – 2,7 litros (com troca de filtro)

Nível de Ruído:
dB(A) – 90,4 a 4400 rpm
Marcha Lenta – 1.300  ± 100

O vídeo promocional do modelo 2014 já pode ser visto:

 

Conclusão (e solução do déjà vu)

Moto “honesta”, entregou mais do que esperava, forte, precisa e ágil. Tanto na estrada como na cidade, principalmente na cidade, se mostra uma excelente opção com custo benefício excelente.

Parado no farol situado em uma grande avenida de São Paulo, a espera do verde, pára uma motocicleta ao meu lado. Olho e vejo semelhanças. O piloto acelera e o ronco me lembra de algo familiar. Sim, agora as lembranças fazem sentido. Olho no tanque e não é uma Suzuki e sim uma ER-6n da Kawa. É isso! A Gladius 650 lembra muito o simpático e colorido modelo da marca verde. Outra que pode ser comparada em um degrau de cilindrada um pouco mais acima é a Monster da Italiana Ducati. Qual comprar? Que tal um test-ride na concessionária mais próxima? Tem que ver, montar e comparar, vai do gosto do freguês.

Keep riding!

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12 COMENTÁRIOS

  1. Que merda é essa do cara pilotando a moto no vídeo… Parece que não sabe tirar a mão da embreagem, depois reclama que a embreagem da moto acaba cedo demais.

  2. Belíssima moto!Conheci ano passado aqui em Porto Alegre.
    O único pecado que considerei não é nem a ausência do marcador de combustível,mas de um ABS.Uma moto dessa categoria e faixa de preço não possuir ABS nem como opcional,é um erro gravíssimo da Suzuki.

    • Entendo seu comentário e como proprietário de uma gostaria apenas de fazer alguns esclarecimentos afinal frequentemente sou questionado pelos amigos a respeito, os motores utilizados pela Kasinski e pela Suzuki são sim originários do mesmo projeto compartilhado, dele surgiu o motor que equipou as Suzuki SV e V-Strom (primeira geração) esse motor tinha refrigeração mista água/óleo e é o mesmo que a Kasinski (Hyosung no resto do mundo) utiliza nas GT, GTR e Mirage, porém a Suzuki promoveu uma evolução nesse motor ao encerrar a família SV e lançar a SVF Gladius e segunda geração da V-Strom, hoje esse motor recebeu comando de válvulas variável, revestimento antiatrito nos pistões e uma central de gerenciamento eletrônico que altera seu funcionamento e suas respostas conforme a forma de condução tornando o motor mais competente, pois, hoje ele oferece seu melhor em todas as rotações além da refrigerção que foi otimizada e hoje é apenas a água dispensando o radiador de óleo, a Kasinski usa o mesmo motor da primeira geração portanto os motores das Kasinski e Suzuki podem ser considerados irmãos e não o mesmo, quanto a ciclística não existe nenhuma semelhança além de serem nakeds, toda a geometria é diferente, já rodei com as Kasinski, são bem legais, mas, essa Gladius é extremamente ágil, muito leve e confiável, além disso as respostas do motor são mais aproveitáveis na Suzuki graças ao gerenciamento, a kasinski é bem mais arisca e difícil de tocar, do ponto de vista da construção basta colocar uma do lado da outra que a diferença na qualidade das peças e dos acabamentos salta aos olhos, portanto podemos dizer que a Gladius seria a similar evoluída das Kasinski.

  3. Realmente a ausência do nível de combustível faz falta no painel, mas, logo acostumasse com o led que informa o início da reserva, o fato é que esse é um detalhe que não desabona a Gladius, compacta como uma 250, com torque e força suficiente para empinar em qualquer saída é preciso cautela até que se tenha domínio da pequena endiabrada, é exatamente esse casamento de um corpinho esbelto e um motor nervoso desde as baixas rotações que faz dela um brinquedo difícil de enjoar, bailarina nata, faz curvas com muita ousadia e no trânsito é extremamente ágil, passa nos corredores junto com as utilitárias e em rodovias faz bonito, particularmente sou entusiasta dos motores bicilindricos e essa gracinha caiu perfeitamente no meu gosto, já está na garagem a 5 meses, uso diariamente sem dó.

  4. Buenas Marilia,

    Primeiramente gostei do seu texto!
    Não sei se é uma opinião minha, mas eu gosto de motos no estilo naked, porem a diminuição de peças frontais está ficando um tanto quanto exagerada ao meu gosto, este painel da gladius é bom nem entrar em detalhês, porquê ficou muito ruim, francamente.. Não sei se tenho que partir para as motos sport (mas até estas estão vindo com farois ruins, funcionais mais ruins).

    • Olá Michel, tudo bem?
      A avaliação é Roberto Severo e, mesmo com alguns detalhes, na opinião dele a moto é mto boa! Pra quem vai pro trânsito, as nakeds são boas opções mas estão bem “peladas” mesmo em alguns aspectos…
      Abraços!

      • Opa, me desculpe Roberto!!!
        Quando eu vi este post estava em nome da Marilia, por isso do comentário.
        Concordo com você Marilia, temos que levarm em consideração o DNA da moto para julgar certos quesitos.
        Abraços

        • Olá Michel,

          você está correto, desculpe o trocadilho, mas o painel da Gladius é espartano demais. poderia ser mais completo. Quanto ao farol, pilotei sob neblina e se mostrou bom. Há uma tendência entre montadoras em melhorar não a lâmpada, mas o formato da caixa refletora. Creio que isso vai acontecer com todas no futuro próximo.

          Abrax,

          Roberto Severo

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