Ducati Superquadrata. A superbike revolucionária

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Que a Ducati está na fase final de desenvolvimento de uma superbike totalmente nova, já não é novidade. Inclusive, a razão alegada pela marca italiana para deixar de participar com uma equipe de fábrica no Mundial de SBK foi justamente poder direcionar todos seus recursos materiais e humanos a essa nova linha de superesportivas. O fato é que, até agora, pouco (ou nada) se sabia sobre essa nova moto…mas as primeiras informações começam a circular.

De acordo com os alemães da revista MOTORRAD, a nova superbike será absolutamente revolucionária, e os desenhos de uma patente requerida pela Ducati confirmam isso.

Pelo desenho, notamos ainda que graças a um novo sistema de fixação do motor no quadro, o V2 estaria posicionado mais para trás e a balança seria mais curta, buscando ao máximo centralizar as massas o mais próximo possível do centro de gravidade da motocicleta. Baseado nessa patente e em outras informações que circulam no meio sobre a moto, o designer alemão Stefan Kraft esboçou aquela que pode ser a futura “cara” da máquina.

Estruturalmente, já é praticamente certo que o tradicional chassi multitubular dará lugar a uma estrutura monocoque de fibra de carbono. Mas aí surge uma questão: quanto essa moto vai custar? Os benefícios de uma estrutura com essas características em motos superesportivas são indiscutíveis, contudo, o preço pode ficar proibitivo.

Para piorar, a Ducati não poderá, como nos anos anteriores, lançar uma série especial de 500 unidades só para conseguir a homologação necessária para participar do Mundial de Superbike. A partir de 2011, são serão homologados modelos que tenham pelo menos 3 000 unidades produzidas, e vender essa quantidade de motos em um mercado cada vez menos receptivo a produtos desse tipo não será tarefa fácil, ainda mais que, seguramente ela custará bem mais que os atuais 17 800 euros pedidos por uma 1198, em média, na Europa.

Ainda mais impressionante que a ciclística, a “1200” italiana apresentaria um motor totalmente novo, com pistões de grande diâmetro (fala-se em 112 mm) e pequeníssimo curso (próximo a 60,9 mm). A Superquadrata renderia cerca de 190 cv a 13 000 rpm — para efeito de comparação, a 1198 atual gera 170 cv a 9 750 rpm, com 106 x 67,9 mm.

Ao longo de sua história, a Ducati especializou-se em construir motores V2 “superquadrados” (diâmetro >curso), contudo, desta vez, o desafio é gigantesco. Fazer um motor de 112 x 60,9 mm alcançar rotações próximas a 15 000 rpm exigiria um rigoroso e complexo estudo do estresse mecânico causado ao virabrequim, pistões e cilindros. O diâmetro do pistão também é limitado pela força e resistência térmica do material utilizado (normalmente alumínio) e da velocidade de propagação da frente de chama, que queima a mistura ar/combustível na câmara de combustão.

Com todas essas informações em mãos, a MOTORRAD pediu a opinião de quatro engenheiros, todos com muita experiência em motores com grandes pistões: Louis Genser (KTM), Claus Holweg (HC-Concepts, empresa que projetou o motor da BMW S 1000 RR) e outros dois que não querem ser identificados.

Todos concordaram que, hoje, não há como produzir um motor com essas características para uso em competições… a não ser que se adote outro material e/ou uma nova tecnologia. Bingo! A opinião dos especialistas corrobora mais um rumor: A Superquadrata utilizaria pistões com um novo tipo de aço, mesmo material dos pistões de competição para Ducati apresentados pela empresa italiana Pistal, no último Intermot. Coincidência? Resta aguardar e torcer para que tudo isso se transforme em realidade. Estaremos atentos!

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