Dicas para comprar uma Yamaha Fazer 250

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Naked de 250cc da Yamaha, lançada em 2005, oferece conforto, baixo custo de manutenção e economia de combustível com exemplares pouco rodados a partir de R$ 5.500

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O banco da Fazer, em dois níveis, permite rodar por várias horas sem cansar. FOTO: Mario Villaescusa

TEXTO: Cicero Lima / Agência INFOMOTO
FOTOS: Agência INFOMOTO e Divulgação

Usadas: dicas para comprar uma Fazer 250

A Yamaha YS 250 Fazer fez história no Brasil por ser a primeira moto de baixa capacidade cúbica a usar injeção eletrônica de combustível – um item, até então, disponível apenas em motos de alto preço e desempenho. Lançada em setembro de 2005, a Fazer tinha como grandes atrativos seu tanque com quase 20 litros, baixo consumo de combustível e conforto.

Até o lançamento da nova geração, batizada de “Fazer 250 ABS” e mostrada no Salão Duas Rodas 2017, foram vendidas mais de 275 mil unidades da antiga Fazer 250. Nesses 12 anos, a Fazer manteve o mesmo quadro e motor, mas teve diversas versões e mudou visualmente.

Com boa procura no mercado, a 250cc da Yamaha tem excelente liquidez, ou seja, é vendida rapidamente. Os valores começam em R$ 5.500, para ano/modelo 2005, e vão até R$ 13.500 pela última geração da Fazer 250, fabricada em 2017.

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A confiabilidade do motor, de um cilindro e 249 cc, é forte apelo da Fazer no mercado de usadas. Foto: Mario Villaescusa

Seu motor de um cilindro, 249,5 cm³, duas válvulas, com arrefecimento a ar e radiador de óleo é um dos destaques por sua confiabilidade e bom rendimento. De funcionamento suave, o motor nasceu com 21,5 cv de potência máxima a 8.000 rpm, além de bons 2,1 kgf.m de torque a 6.500 giros para carregar seus 137 kg. Com a Fazer é possível fazer acelerações vigorosas, ter segurança nas ultrapassagens e manter velocidade de cruzeiro de 120 km/h com facilidade.

Além do bom desempenho, o baixo consumo do motor sempre foi uma marca registrada. Pode-se chegar com facilidade aos 30 km/litro. Como seu tanque tinha capacidade para 19,2 litros, era possível rodar mais de 500 km sem abastecer. Uma das poucas reclamações dos proprietários é o fato do modelo ter câmbio de apenas cinco marchas.

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Na Fazer 2008, o destaque era o tanque com capacidade para quase 20 litros de gasolina

Mudanças ao longo dos anos

Apresentada em 2005, mas já como modelo 2006, a Fazer 250 teve algumas mudanças significativas ao longo dos anos. A primeira delas aconteceu em 2011.

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Primeira geração da Fazer, de 2005 a 2010, trazia farol redondo e freio a tambor
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Painel da primeira geração da Fazer usa mostradores analógicos para velocímetro e conta giros
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Em 2011 a Fazer recebeu grandes mudanças no visual: do farol à rabeta. Foto: Gustavo Epifanio

Nesta “segunda geração” do modelo, o comportado farol redondo de 2005 deu lugar a um conjunto óptico triangular e facetado; o tanque recebeu novas aletas e a alça da garupa mudou junto com rabeta e lanterna. O painel, totalmente renovado, trazia velocímetro digital e conta-giros analógico. Uma pintura mais jovem combinava com as novas rodas e, finalmente, a Yamaha adotava o freio a disco na traseira da Fazer 250.

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O freio a disco na traseira foi destaque na versão 2011, a segunda geração. Foto: Gustavo Epifanio

Em 2012, estreou o motor bicombustível, chamado de BlueFlex pela Yamaha, permitindo que se usasse gasolina e etanol em qualquer proporção. O modelo recebeu pré-filtro de combustível no interior do tanque, válvulas com palhetas, filtro externo de combustível e nova vela de ignição. Ganhou também um novo mapeamento da ECU (Unidade de Controle do Motor) para dosar com precisão a quantidade exata de combustível de acordo com a necessidade da moto. O que, teoricamente, deixou a Fazer ainda mais econômica.

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A versão Blue Flex ganhou novos filtros de combustível. Foto: Doni Castilho
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A versão Blue Flex, 2012, permite ao piloto abastecer com gasolina e etanol. Foto: Doni Castilho
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Na versão Blue Flex é necessário ficar atento ao aviso do painel para sair com a moto. Foto: Doni Castilho

Para 2016, a versão a gasolina saiu de linha. Ficou apenas a Fazer 250 BlueFlex, que passou por um face-lift. As aletas do tanque mudaram e o painel tornou-se totalmente digital. O tanque adotou tampa com padrão aeronáutico, mas teve sua capacidade reduzida de 19,2 litros para 18,4 litros.

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Painel da versão 2016 ficou totalmente digital
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Na versão 2016 o modelo ficou mais atual e ganhou novas aletas, tampa do tanque e motor preto

Cuidados ao comprar

Conversamos com Alexandro Sauro, 44 anos, que, há quase trinta, trabalha como mecânico de motocicletas, inclusive com passagens por concessionárias da marca. Segundo Sauro, a Fazer não tem “defeitos crônicos”. Um problema recorrente nas primeiras versões – até 2011 – era o pino de fixação da biela ao virabrequim. Caso o cliente reclamasse do ruído excessivo em função do problema, a peça era substituída pela concessionária.

Alexandre, porém, recomenda que o comprador se atenha ao histórico de manutenção e as peças usadas na reposição. “Pneus, pastilhas e relação de baixa qualidade mostram que o proprietário não era tão zeloso com a moto”, afirma o profissional. Ele também lembra da importância de verificar se a moto passou pelas campanhas de recall convocadas pela fábrica (veja box).

Com preços entre R$ 5.500 (2005/2006) até R$ 13.500 (2017/2017) existem muitas motos disponíveis nos sites de classificados, por isso vale fazer uma busca com calma e critério. Tomando essa atitude é possível encontrar uma Yamaha Fazer em boas condições. Não se esqueça de pedir a chave reserva e o Manual do Proprietário com as revisões carimbadas, prova de que a moto foi bem cuidada.

BOX 1
Lista de recalls

Em quinze anos de história a Fazer 250 passou por uma série de recalls, veja:
Modelo 2016/2017 – falha nos contatos, moto pode desligar
Modelo 2006 a 2008 – suspensão traseira. Troca de componentes da balança
Modelo 2010/2011 – Substituição dos pneus fornecidos pela Pirelli

BOX 2
Manutenção

Saiba quanto vai gastar para cuidar de um Fazer 250 usada. Confira os custos de algumas peças originais, cotados em concessionárias.
– Manete de freio – R$ 24,75
– Manete de embreagem – R$ 30,51
– Filtro de ar – R$ 76,71
– Filtro de óleo – R$ 45,00
– Pastilha freio dianteira – R$ 106,66
– Pastilha de freio traseira – R$ 134,91
– Disco de freio dianteiro – R$ 267,76
– Disco de freio traseiro – R$ 306,03
– Relação completa – R$ 543,94
– Cabo do acelerador (completo) – R$ 159,25

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